Zune na visão de um brasuca

O estúdio Nervo, conduzido pelo brasileiro Nando Costa lançou uma série de filmetes para o Zune, o MP3 player da Microsoft. Com total liberdade criativa, tanto na parte gráfica como na trilha sonora, foram trabalhados conceitos que focavam o compartilhamento de músicas, a beleza do aparelho, a liberdade para personalização, entre outros.

Nando começou sua carreira no Rio de Janeiro. Fundou com a sua mulher o famoso estúdio Nakd, o qual conquistou grande exposição no exterior. Mais tarde, o artista se mudou para Boston, Estados Unidos, onde assumiu a direção de criação da agência Modernista! —que por sinal, tem um site bem legal, todo baseado em serviços pré-existentes, como Google, Wikipedia e Flickr.

Confira os vídeos.

Ficha técnica:
Direção de Criação: Nando Costa
3D: Thiago Costa, Jeff Norombaba e Joshua Cox
Montagem: Thiago Costa, Jeff Norombaba, Alphonse Swineheart e Robbie Johnstone
Storyboard: Fabiana Fortes
Som: Darrin Wiener

(via cpluv)

Processing: Uma revolução audiovisual

Ben Fry e Casey Reas, dois cientistas do MIT, desenvolveram uma linguagem de programação voltada a artistas, designers, estudantes, enfim, não-programadores, para ensiná-los a programar dentro de um contexto visual. Eis que surge o Processing, que hoje é amplamente utilizado na produção de vídeos e intervenções artísticas. De graça, vale citar.

Você certamente já se deparou com alguma coisa feita em Processing, porém não sabia até então. O conteúdo, que é automaticamente convertido para linguagem Java, pode ser inserido diretamente numa página da web ou exportado para vídeo ou imagem. E com poucas linhas de código, obtem-se resultados impressionantes.

Em 2007, o estúdio Firstborn criou, para o relançamento da plataforma Windows Live, da Microsoft, um dos mais fantásticos trabalhos feitos em Processing. Dando seqüência ao projeto Operation Smile, eles prepararam um aparato digital capaz de projetar, em um globo do tamanho de um prédio de sete andares, os sorrisos das pessoas que se deixavam fotografar. Em tempo real! O resultado é um deleite visual, como vocês podem conferir clicando na imagem acima. Sem contar que eles tiveram apenas três semanas desde a concepção até a execução do projeto.

Outro projeto que merece destaque é o Query Bursts, desenvolvido pela equipe de Design e Inovação do Yahoo!. Nele, é possível visualizar a propagação de determinados termos de busca ao redor do globo com o passar do tempo.

Como diz meu amigo Rogério, do coolhunterbr, estamos vivendo a era do excesso de informação, de todos os tipos e maneiras. A chave está em saber apresentá-las de forma rica e com alto impacto, algo que com o poder de processamento que temos com os computadores de hoje e uma tecnologia fantástica como o Processing é perfeitamente possível.

Se interessou, confira a galeria “Processing” no Vimeo. Mais está por vir.

Mais uma peça de faculdade

A boa idéia será um tema bastante recorrente neste blog. Hoje exibo o trabalho de alguém que desde cedo se preocupa com isto.

James Houston é um cara que soube aproveitar seu tempo na faculdade, tomando a oportunidade para fazer trabalhar muito legais. Recém formado no curso de design da respeitada Glasgow School of Art, James foi notícia em diversos blogs sobre design há poucos dias pelo seu vídeo Big Ideas (don’t get any), disponível logo abaixo:

A história deste vídeo começa com um concurso do Radiohead para remixar a música Nude, do álbum In Rainbows. James juntou alguns equipamentos antigos e os colocou numa situação em que eles se esforçassem para fazer o melhor, ainda que não conseguissem. O vídeo foi parar no site da Banda, e trouxe um baita reconhecimento pro cara.

Outro vídeo muito bacana, também feito durante a faculdade chama-se MTV. Nele, um vírus espalha chatice, destruindo o trabalho chato e contagiando criatividade. Esta peça foi filmada em uma câmera HD num tripé, tendo sua imagem cortada para formato normal. Cada frame foi editado manualmente a fim mapear o movimento do personagem e fazer o efeito “clone”. A imagem foi então deslocada para dar o efeito de “câmera na mão”, chegando a um resultado muito rico.

O bom da faculdade é isto: poder criar sem se preocupar com o que seu cliente, atendimento, ou diretor de criação vai achar, sem ter muitas regras para seguir, enfim, sem limites. Basta não encarar as tarefas como mais um trabalho chato, e sim como uma nova oportunidade para desafiar a criatividade.

(via ISO50 e Abduzeedo )

Fotografia 2.0

Neguinho desgraçado reinventando a forma como iremos ver, compartilhar e até sentir nossas fotografias. Uma das coisas mais impressionantes que eu já vi alguém fazer com um computador.

Requer nível intermediário-avançado de inglês, mas acho que só “lendo as figura” já dá pra cair o queixo.

(Via Blah, o blog da Ginga)

« Posts recentes