Otimizando arquivos PNG

Imagens em formato PNG estão por toda parte. O Google, por exemplo, o utiliza em larga escala, da página de busca ao YouTube. Criado em 96, o padrão surgiu como uma alternativa ao GIF, cujas tecnologias haviam sido patentadas e daí a necessidade de se criar um padrão livre e aberto.

PNGs oferecem muitas vantagens em relação ao antecessor, tais como maior gama de cores, transparência com opacidade, e por aí vai. Além da possibilidade de salvar uma imagens de modo não-destrutivo, isto é, sem perda de informações, como é no caso dos JPGs. Recentemente descobri um aplicativo que ajuda no trabalho de quem utiliza este formato, chamado OptiPNG.

Este programa aplica uma série de algoritmos e otimizações a fim de reduzir o tamanho dos PNGs, sem perda de qualidade. Aí pensei, ok, mas eu sempre otimizo as imagens no Photoshop, já não é suficiente? Num teste rápido de otimização, comparei um PNG gerado pelo Paparazzi!, sendo processado pelo Photoshop CS4 e pelo OptiPNG. Confira os resultados:

Arquivo original 976 KB
Photosohp CS4 872 KB
OptiPNG 676 KB
Photoshop CS4 + OptiPNG 672 KB

É impressionante. Uma redução de mais de 30% em relação ao tamanho original, sem perda alguma de qualidade. E mesmo reprocessando uma imagem já otimizada pelo Photoshop, os ganhos continuam absurdos. Quatro kilobytes podem não ser tão significativos, ainda mais se considerarmos o boom das conexões de banda-larga. Mas considerando o cenário do Google, por exemplo, que tem cerca de 4.3 bilhões de pageviews por dia, uma redução de 4 KB significa uma economia de mais de 16 terabytes.

Fica a dica. O OptiPNG é software livre, disponível em versão para Windows. Para os usuários do Mac OS, uma boa alternativa é o PNG Crusher, utilizando nas demonstrações acima.

Links nanicos

São vários os serviços de “encurtamento” de endereços de sites —leia-se URLs. O primeiro e sem dúvida mais famoso é o TinyURL, criado em 2002 por Kevin Gilbertson. A iniciativa deu origem a uma centena de serviços similares. No Brasil, temos o vai.lá, que é utilizado no twitter da agência Fire Multicom.

Mas em se tratando de eficiência, o mais curto em número de caracteres é o u.nu. Não só o domínio é curto, mas o sistema é inteligente o bastante para evitar caracteres que possam dar duplo sentido como 1, l, o e 0 —muito útil quando a intenção seja publicar um link que deverá ser digitado novamente, como num jornal ou via SMS.

A propósito, saca só como fica simples a URL do blog: http://u.nu/6ne. Bacana, hein?

GE Smart Grid

Depois do sucesso do Get the Glass, os californianos da Goodby, Silverstein & Partners, em parceria com a North Kingdom, criaram um site igualmente fantástico para o Smart Grid da GE.

Smart Grid 1

Além da produção impecável de áudio e ilustrações, o site utiliza a biblioteca Spark para imprimir o conceito de realidade aumentada. Mas afinal o que é isto? Realidade aumentada consiste em combinar imagens reais com computação gráfica, em tempo real, diga-se de passagem. É o que sempre vimos nos filmes de ficção e que agora começa a ser possível com o uso de tecnologias avançadas e com maior poder de processamento nos computadores pessoais.

E falando em Goodby, Silverstein & Partners, fica a dica do excelente livro A Arte do Planejamento: Verdades, Mentiras e Propaganda, de Jon Steel, ex-Planejamento da agência.

Pendrive nas nuvens

Sou aficcionado por programas e métodos que deixam minha vida mais ágil —ou pelo menos passam a impressão de. Um dia desses me deparei com o maravilhoso Dropbox, a sua pendrive na nuvem.

Dropbox

O objetivo do webapp é muito simples: armazenar e compartilhar arquivos na rede. Até aí tudo bem. O genial é que é possível instalar um programinha no computador, disponível para Windows, Linux e Mac, que cria uma pastinha no seu micro. Aí é só largar seus arquivos ali e pronto!, ele sobe automaticamente pra rede, sem nem mesmo fazer perguntas. Caiu a Internet? Não há problema. Seus arquivos permanecem no micro, e são sincronizados automaticamente ao voltar a conexão.

Digamos agora que você instale em outro micro (em casa e no trabalho, por exemplo). O Dropbox faz todo o trabalho sujo de manter os três lugares sincronizados (web, casa e trabalho), não importa onde você esteja. Se você largar um arquivo no trabalho, ele sobe pra rede e, quando chegar em casa, ele baixa automaticamente as atualizações, sem falar que tudo é acessível pela web, e até via iPhone.

dropbox_screen

Tenho utilizado com frequência (opa, caiu o trema) para sincronizar arquivos entre casa e trabalho, como minhas referências visuais, uma pasta onde coloco algumas imagens encontradas na web. Com o custo da banda larga de qualidade ficando cada vez mais baixo, soluções deste tipo começam a se tornar viáveis também aqui no Brasil.

Outro detalhe ótimo é a função undelete. Digamos que você tenha deletado acidentalmente o seu trabalho de conclusão (TCC) do micro. Ou aquela apresentação que começa em 15 minutos. Barbadinha: basta acessar a interface web, pedir para exibir os arquivos excluídos e desfazer a exclusão.

Fica a dica!

Processing: Uma revolução audiovisual

Ben Fry e Casey Reas, dois cientistas do MIT, desenvolveram uma linguagem de programação voltada a artistas, designers, estudantes, enfim, não-programadores, para ensiná-los a programar dentro de um contexto visual. Eis que surge o Processing, que hoje é amplamente utilizado na produção de vídeos e intervenções artísticas. De graça, vale citar.

Você certamente já se deparou com alguma coisa feita em Processing, porém não sabia até então. O conteúdo, que é automaticamente convertido para linguagem Java, pode ser inserido diretamente numa página da web ou exportado para vídeo ou imagem. E com poucas linhas de código, obtem-se resultados impressionantes.

Em 2007, o estúdio Firstborn criou, para o relançamento da plataforma Windows Live, da Microsoft, um dos mais fantásticos trabalhos feitos em Processing. Dando seqüência ao projeto Operation Smile, eles prepararam um aparato digital capaz de projetar, em um globo do tamanho de um prédio de sete andares, os sorrisos das pessoas que se deixavam fotografar. Em tempo real! O resultado é um deleite visual, como vocês podem conferir clicando na imagem acima. Sem contar que eles tiveram apenas três semanas desde a concepção até a execução do projeto.

Outro projeto que merece destaque é o Query Bursts, desenvolvido pela equipe de Design e Inovação do Yahoo!. Nele, é possível visualizar a propagação de determinados termos de busca ao redor do globo com o passar do tempo.

Como diz meu amigo Rogério, do coolhunterbr, estamos vivendo a era do excesso de informação, de todos os tipos e maneiras. A chave está em saber apresentá-las de forma rica e com alto impacto, algo que com o poder de processamento que temos com os computadores de hoje e uma tecnologia fantástica como o Processing é perfeitamente possível.

Se interessou, confira a galeria “Processing” no Vimeo. Mais está por vir.

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