Doctor Clin estreia grande campanha

Ganhou as ruas esta semana a campanha “A Doctor Clin não pode ajudar você em tudo”, da Doctor Clin. Com anúncios para jornal, revista e TV, além de mídia in e outdoor, a empresa consolida seu reposicionamento no mercado com humor e irreverência.

A Doctor Clin é uma operadora de saúde em forte expansão no mercado gaúcho, tendo triplicado sua base de beneficiários nos últimos 4 anos. Atrelado a este crescimento está a ampliação de benefícios aos clientes, como maior oferta de hospitais e especialistas credenciados.

O desafio desta campanha foi cristalizar este momento da empresa, cuja ideia central é que a Doctor Clin não pode resolver todos os problemas do mundo, mas em se tratando de saúde, ela tem tudo. Tenho orgulho de ter participado na criação e no planejamento desta campanha, junto aos colegas da Fire Multicom.

Doctor Clin - Fabinho

Doctor Clin - Vanessa

Doctor Clin - Antônio


Ficha técnica:
Direção de Criação: Fernando Rosa
Criação: Anderson Mello, Davi Matzenbacher, Fernando Rosa, Júlio Kley e Pedro Balsemão
Fotografia: Christian Jung
Manipulação: Gariba
Aprovação: Marcelo Dietrich e Morgana Oliveira

Empresa Criativa

Acabei de ler um livro fantástico. Empresa Criativa, escrito por Andy Law, sócio-fundador da agência de comunicação londrina St. Luke’s. Já aviso de antemão que, apesar de ter a publicidade como pano de fundo, o livro vai muito além, pois trata da construção de uma empresa na Era da Criatividade.

A St. Luke’s nasceu a partir da fusão da Chiat/Day (reponsável por campanhas memoráveis, como a “Think Different”, para a Apple) com o grupo TBWA\. Sua unidade inglesa, descontente e desmotivada com a decisão vinda “de cima para baixo”, se mobilizou em torno de um ideal: criar um lugar fascinante para se trabalhar.

Andy Law narra o nascimento de uma empresa que foi de encontro a quase qualquer regra do mundo corporativo, especialmente aqueles em voga na publicidade. Uma empresa que estivesse preparada para entregar um trabalho fantástico, que apostasse e centrasse seu modus operanti em torno da criatividade. Ao longo do livro, Andy aborda as dificuldades e imprevistos encontrados, além das lições aprendidas com seus os erros:

Dez maneiras de fazer uma revolução em sua empresa

  1. Pergunte-se o que você quer da vida.
  2. Pergunte-se o que realmente importa para você.
  3. Doe todas as suas roupas de trabalho para uma instituição de caridade e vista o que você acha que é a sua cara.
  4. Converse com as pessoas (mesmo com aquelas de que você não gosta) sobre os números 1 e 2. (A essa altura, você deve estar se sentindo muito incomodado. Pode até estar enjoado. É normal)
  5. Abra mão de algo de que você precisa muito para trabalhar (mesa, carro da empresa etc.).
  6. Confie em todos que você conhecer. Honre todos os acordos que fizer. (Você deve estar se sentindo um pouco melhor agora.)
  7. Passe por uma experiência em grupo (vale tudo: pára-quedismo, férias…).
  8. Refaça seu plano de negócios para alinhar todas as maneiras acima com seus clientes.
  9. Desenhe uma linha no chão do escritório e convide todos para um admirável mundo novo.
  10. Divida tudo o que você faz e tem de maneira justa com todos que cruzarem a linha. (Você deve estar se sentido livre. Logo, terá as seguintes coisas, nesta ordem: cliente gratos, funcionários inspirados, comunidades amigas, dinheiro)

O livro é tão fascinante e inspirador quanto a própria St. Luke’s. Nela, todos, absolutamente todos os funcionários são sócios. Da senhora que cuida da limpeza ao diretor de criação. Você trabalha numa empresa que é sua; logo, como tudo que é seu, irá tratar tudo com maior cuidado e empenho. Não existem mesas ou computadores pessoais — tudo é compartilhado.

Além disso, a empresa subdivide-se em pequenos grupos menores e independentes, de até 35 pessoas, conforme seu crescimento. Este número, segundo o autor, é o máximo que as pessoas conseguem assimilar e manter relações extremamente fortes entre si. Se uma pessoa faltar, você não ficará pelos cantos reclamando sua ausência, como muito ocorre, mas, pelo contrário, ligará para ela, ou até enviará flores, em caso de doença. E ninguém se importaria de assumir a função da telefonista, se ela é muito próxima de você.

Uma obra cheia de insights e provocações úteis não só para a propaganda, mas para qualquer tipo de negócio.

Inovação em Planejamento

O que mais se viu no 17º Festival Mundial de Publicidade de Gramado foram publicitários mostrando seus portfólios. Lamentável para um evento caro e cujo propósito seria a exposição de ideias, e não simplesmente mostrar como cada um é bom no que faz.

Um dos poucos palestrantes que remaram contra a maré, e que contribuiu com ideias provocantes e inspiradoras, foi Neal Davies, sócio da agência Naked. Parte de meus apontamentos já haviam sido publicados no blxg (sem crédito!), então aproveito para socializá-los na íntegra com vocês.

Agências e clientes continuam tentando reproduzir um modelo de comunicação do século XX no século XXI, isto é, nossa comunicação ainda é feita pela interrupção e irritação. O consumidor já sabia disso em 1947, e continua sabendo hoje. Não estamos em guerra com eles, temos de conquistá-los.

Para quebrar este paradigma, Davies acredita que é preciso inovar no planejamento, e não apenas na criação. E inovação em planejamento significa perguntar: por quê estamos planejando? A chave está em focar no negócio, e não apenas na propaganda. Empresas se preocupam apenas com o que é dito, quando tudo o que uma marca ou a empresa faz é comunicação. E em função dos meios de comunicação (internet, sobretudo), as marcas estão nuas diante dos consumidores. Não adianta empurrar uma imagem que não é verdadeira.

Dez passos para a inovação em planejamento, segundo Neal Davies:

1. Planejamento inovador foge da interrupção e irritação;
2. Planejamento inovador pensa de forma integrada;
3. Planejamento inovador não vive em silos;
4. Planejamento inovador não se compromete com as atividades da agência;
5. Planejamento inovador não se deslumbra com as novas tecnologias;
6. Planejamento inovador não precisa ser sexy;
7. Planejamento inovador entende o público consumidor;
8. Planejamento inovador não pode ser engessado;
9. Planejamento inovador é … inovador;
10. Planejamento inovador resulta em sucesso, em lucro, em crescimento da marca.

Neal ainda alerta para o perigo de utilizar novas ferramentas e tendências apenas por serem novidade. É preciso fazer a coisa certa sempre, mesmo que não seja bonitinho ou pareça careta. Pode ser uma mala direta, uma ação de relacionamento, enfim, é preciso focar no negócio, e não tão somente na comunicação.

Para que este modelo funcione, não basta apenas conversar com o departamento de marketing da empresa. Clientes e agências precisam atuar de forma integrada: todos precisam partilhar dos mesmos objetivos. Daí a importância de se ter reuniões com quem decide, e não somente o pessoal do marketing. Dentro da agência, também é necessário libertar os profissionais de seus departamentos –derrubando os núcleos e setores da agência. Só assim ele estará livre para pensar sobre o todo, não se limitando à sua função específica.

Outra condição importante para planejar com inovação é não comprometê-lo ao faturamento da agência. A Naked, por este motivo, trabalha somente por job ou por fee, sem bonificação ou comissão por mídia e produção. Se você perguntar para um açougueiro o que comer, ele vai te dizer “coma carne”. É assim que as agências de publicidade acabam pensando: se ganham dinheiro com anúncios, será o cardápio do dia. E pensando desta forma, continuaremos perpetuando um pensamento do século passado, por meio de estratégias fracassadas e com baixo retorno.

GE Smart Grid

Depois do sucesso do Get the Glass, os californianos da Goodby, Silverstein & Partners, em parceria com a North Kingdom, criaram um site igualmente fantástico para o Smart Grid da GE.

Smart Grid 1

Além da produção impecável de áudio e ilustrações, o site utiliza a biblioteca Spark para imprimir o conceito de realidade aumentada. Mas afinal o que é isto? Realidade aumentada consiste em combinar imagens reais com computação gráfica, em tempo real, diga-se de passagem. É o que sempre vimos nos filmes de ficção e que agora começa a ser possível com o uso de tecnologias avançadas e com maior poder de processamento nos computadores pessoais.

E falando em Goodby, Silverstein & Partners, fica a dica do excelente livro A Arte do Planejamento: Verdades, Mentiras e Propaganda, de Jon Steel, ex-Planejamento da agência.

Um novo blxg no ar

Em comemoração ao primeiro ano do blxg, o blog da agência na qual trabalho, me foi dada a tarefa de reformular todo o visual do site, que saiu do forno na tarde de ontem.

blxg // Blog da agência Fire Multicom

blxg // Blog da agência Fire Multicom

Nas muitas escolhas que se pode fazer num projeto de web, a prioridade aqui é o conteúdo. Por isso um layout centrado nos posts, que ficaram mais largos, com entrelinha generoso e foco na legibilidade. As informações adicionais, como tags, links, comentários etc, foram relegadas às laterais, a fim de não distrair o usuário de sua leitura.

Um trabalho bem intenso também foi feito para eliminar o Flash do cabeçalho, que agora utiliza a biblioteca jQuery para exibir algumas imagens do portfólio da agência. Também configuramos o Wordpress para que o Twitter da agência seja notificado automaticamente na inclusão de novos conteúdos.

Um trabalho do cão, mas que deu grande satisfação colocar no ar. Visitem e comentem!

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