Não vote

As eleições acabaram, o Obama foi eleito e o mundo ganhou. E mais de 80 milhões de americanos foram às urnas exercer o seu direito de cidadania, ainda que questionável devido ao sistema eleitoral americano. Como levar mais de um quarto da população às urnas, mesmo quando o voto é facultativo, mesmo quando seu sistema de votação é lento, não exista feriado eleitoral e o resultado do voto popular seja insignificante diante da votação dos colégios eleitorais? Como convencer toda uma população de que mesmo diante de tantos entraves, ainda assim, votar não só é um direito, como um dever? Hollywood responde à altura.

Excelente trabalho de conscientização.

(Dica da Kaká. Valeu!)

Obama print

O músico e designer Scott Hansen, famoso por seu site ISO50, publicou um post em seu blog sobre a execução do pôster Obama, para o candidato à presidência dos Estados Unidos Barack Obama.

Making of Obama Print

Apesar de não abordar questões mais subjetivas sobre a criação da peça, Scott oferece uma bela visão do desenvolvimento do trabalho, fornecendo dicas bem interessantes a respeito de seu método de trabalho. Post em inglês.

Sociedade das Idéias

Ken Fujioka e Daniel Tomazo, planejadores da JWT e fundadores do Grupo Planejamento (ótimo blog) fizeram a introdução da Sociedade das Idéias, evento promovido pelo grupo na ESPM de São Paulo em 2008. Impressionante a maneira como conduziram o tema e explicaram de forma clara o conteúdo que pretendiam passar. Para quem gosta de oratória, aí está uma ótima lição.

(Dica do Anderson, aqui da Fire.)

Efeito Analógico

Photoshop bom não salva uma idéia ruim. As melhores peças de propaganda ou design gráfico que se vê por aí não começaram numa tela do computador, ainda que o resultado final tenha de passar por um. Tudo começa com a idéia. É ela que vai resolver –ou não– um problema de comunicação, o quê se quer dizer.

Nesse sentido, gosto muito de observar o modo como artistas e ilustradores trabalham, o que revela muitas dicas para o meu trabalho. Para ilustrar este ponto de vista, apresento o trabalho de uma ilustradora espanhola, Irma Gruenholz.

Irma trabalha basicamente com argila, construindo a cena manualmente e fotografando o resultado final em alta-resolução para envio aos clientes. Claro que tudo passa antes pela leitura de um briefing, identificação da necessidade, brainstorm, rabiscos. Mas a síntese de todo o trabalho está na idéia, de que jeito ela irá conseguir transmitir aquilo que ela precisa passar. Este mesmo processo me lembra o trabalho de Carlo Giovani, ilustrador brasileiro que faz verdadeiras obras de arte com papel e dobraduras. Após montada a cena, Giovani fotografa o resultado final e realiza pequenos ajustes finais. Abaixo, um ótimo trabalho dele para a Souza Cruz, cuja direção de arte é de meu amigo Rodrigo Allgayer.

Mata atlântica

Longe da realidade

Participei neste domingo da aula inaugural do Perestroika Creative School, um curso voltado a estudantes e/ou profissionais de Publicidade e Propaganda e sobre o qual eu já havia informado anteriormente.

O perfil do aluno é predominantemente de estudantes universitários da região metropolitana de Porto Alegre. PUC, Unisinos, UniRitter e UFRGS. Grande parte já com pelo menos 50% do curso concluído, alguns com experiência nas agências experimentais de suas instituições.

Mas o que talvez seja o mais preocupante é que todos, absolutamente todos, estão decepcionados com a baixa cobrança de suas instituições e/ou o distanciamento que elas possuem do mercado.

Vale a pena refletir sobre este aspecto e pensar de onde partem estas conclusões, e como mudar este panorama. Serão os professores, demasiado desatualizados em suas funções? Será uma postura de “nivelar por baixo”?

O fato é que o descontentamento é geral. Entende-se que a produção intelectual e a construção de conhecimento científico são essenciais no meio acadêmico. É aceitável, num curso de Comunicação Social, assim como em qualquer outro, que procure-se produzir um conhecimento empírico, mas grande parte, se não a maior parte dos alunos desta área seguem sua carreira no mercado de trabalho.

E, ao chegarem lá, descobrem que seu curso, pago com tanto esmero, não forneceu-lhes o devido preparo que o mercado exige, sujeitando-se a suprir esta deficiência por meio de outros recursos, sejam eles cursos de extensão, estágios, etc. É lamentável que isto aconteça, pois o Ensino Superior no Brasil é um investimento caro, limitado a poucos e, querendo ou não, deveria trazer o retorno esperado. Mas, na prática, não é o que acontece.