Torneio de palmadas
Me senti na obrigação de aplaudir esta notícia, e fazer minha parte na divulgação do evento. Amigos e amigas, eis o ilustre Susto!

Saiu na Void deste mês (#026).
Ouvindo: OK Go — A Million Ways
Me senti na obrigação de aplaudir esta notícia, e fazer minha parte na divulgação do evento. Amigos e amigas, eis o ilustre Susto!

Saiu na Void deste mês (#026).
Ouvindo: OK Go — A Million Ways
Todo mundo conhece alguém que teve sua vida pessoal, amorosa ou profissional prejudicada pelo Orkut. Que me aponte o dedo quem não conheça. Fulano conhece Ciclana que teve seu perfil clonado com o nome de atriz pornô e suas fotos editadas em montagens com cenas de sexo. Beltrano, por sua vez, teve uma proposta de emprego recusada após a empresa de cuja vaga havia se candidatado ter vasculhado seu perfil e descoberto a comunidade “Eu amo zoar do meu chefe”.
Zezinho, ficou pobre depois de ter colocado sua vida diante dos monitores. Descobriram seu nome, faculdade onde estudava, profissão e descrição de seus pais: via celular e de posse desses dados extorquiram a bagatela de R$ 1.500,00 de sua conta bancária, sob a ameaça de matar sua mãe, que estava são e salva olhando Mais Você na televisão.
Enfim. São algumas histórias comuns que circulam por aí e que são fruto de dor de cabeça para alguns, se não muitos. Como um mero mortal deste mundo que me fez gente não fugi da regra, e dia sim, dia não, não era o trabalho, nem a faculdade nem a conta no banco que me davam a dor de cabeça, mas o filho podre do Google.
É por essas e outras que eu não peço, mas imploro: Não me deixem scraps. Não me deixem testemunhais comprometedores. Não me xinguem em fórum ou me explorem em comunidades. Muito menos me enviem convites de amizades caso eu o desconheça. Até por quê, isto não será mais possível.
Excluí meu Orkut e livrei-me de futuras dores de cabeça. Não que tenha acontecido algo de tão grave que motivasse uma revolta ou indignação. Estou pagando para não me incomodar, como já disse a alguns. É uma pena, porém, não ter mais disponível uma listinha de aniversários completa e atualizada, nem poder encher o saco ou alegrar a vida das pessoas deixando scraps fortuitamente.
Seja qual for o motivo desta decisão, o certo é que entrei para uma última comunidade: Eu deixei o Orkut.
Uma quinta que parece sexta que parece sábado que parece domingo mas não o é.
Nem toda confusão é ruim. Esta, por exemplo, é divina.
Ouvindo: Lauren Hill & Ziggy Marley — Turn your lights down low
Viver é negar-se a morrer. E assim como este extremo, para tudo na vida existe uma segunda face, caso contrário, não haveria diferença, e sem diferenças, não haveria gosto em estar aqui.
De nada adianta trabalhar e apenas trabalhar a vida toda. Eis aí a fábula do homem que, literalmente, se matou de tanto trabalhar. Encheu os bolsos de dinheiro, comprou casa, carro, iate e viagens aos mais distantes e paradisíacos lugares. Mas morreu. E quando chegou ao céu –ou no inferno, como queiram–, viu que não tinha como trazer junto sua mala de dinheiro. Teve tudo e ao mesmo tempo nada, não podendo usufruir dos bens que conseguira.
Buscar o equilíbrio é uma condição para viver. É preciso fazer as coisas com determinação, com vontade, aprender a amar o que gostamos de fazer, embora também precisemos amar tudo aquilo que detestamos, mas que, por ironia do destino, somos obrigados a enfrentar sem condições de mudar. Ninguém vive só de trabalho, assim como só de amor a casa não se mantém em pé.
Cercar-se de coisas que gostamos é sem dúvida um caminho confiável. A todo tempo somos tentados por muitas escolhas, e através delas construímos a vida que desejamos ter. Dou todo apoio ao cara que desistiu, de uma hora pra outra, de um caminho que todos o incentivavam mas que não era aquele que
Deve ser por isso, talvez, que é tão difícil sermos adultos. Já não existe mais aquela mão forte tomando as decisões por nós. O futuro é construído aqui e agora. Por ninguém mais e ninguém menos que você.
Isso assusta.
Soaram 3 horas da tarde, e apesar do frio, fazia um belo dia lá fora. O mexer de gavetas, o fluxo de pessoas indo e vindo, risadas, conversas. A vida continua.
Minutos mais tarde e onde está o … ? Passam-se horas, e a suspeita de que ele estivesse em uma reunião vai por água abaixo. Ele não se encontrava em nenhuma sala. Nem no banheiro, nem em qualquer lugar. Mas como uma agência de publicidade é lugar de gente louca, a qualquer hora alguém pode sair que poucos poderiam suspeitar de algo errado. Às 17h30min, já na décima reunião do dia, minha chefe, de olhos arregalados, retorna à sala após atender o telefone. “Vou lá ver o … Parece que algo de muito grave aconteceu”.
Três hora antes, o telefone deste meu amigo havia tocado. E, ali, naquele mesmo belo dia, uma voz seca e grave, do outro lado da linha, ordenava:
– Alô …, estamos com a …, a sua mãe, e se você fizer qualquer coisa que não estiver no plano, ela morre. Não desligue em nenhum momento o telefone, vá para um lugar onde não haja ninguém por perto que nós vamos te dar instruções do que tu deves fazer exatamente. Se fizer tudo certinho, nós soltamos a velha e ninguém se machuca; uma bobeada e você nunca mais a verá.