Todo mundo conhece alguém que teve sua vida pessoal, amorosa ou profissional prejudicada pelo Orkut. Que me aponte o dedo quem não conheça. Fulano conhece Ciclana que teve seu perfil clonado com o nome de atriz pornô e suas fotos editadas em montagens com cenas de sexo. Beltrano, por sua vez, teve uma proposta de emprego recusada após a empresa de cuja vaga havia se candidatado ter vasculhado seu perfil e descoberto a comunidade “Eu amo zoar do meu chefe”.
Zezinho, ficou pobre depois de ter colocado sua vida diante dos monitores. Descobriram seu nome, faculdade onde estudava, profissão e descrição de seus pais: via celular e de posse desses dados extorquiram a bagatela de R$ 1.500,00 de sua conta bancária, sob a ameaça de matar sua mãe, que estava são e salva olhando Mais Você na televisão.
Enfim. São algumas histórias comuns que circulam por aí e que são fruto de dor de cabeça para alguns, se não muitos. Como um mero mortal deste mundo que me fez gente não fugi da regra, e dia sim, dia não, não era o trabalho, nem a faculdade nem a conta no banco que me davam a dor de cabeça, mas o filho podre do Google.
É por essas e outras que eu não peço, mas imploro: Não me deixem scraps. Não me deixem testemunhais comprometedores. Não me xinguem em fórum ou me explorem em comunidades. Muito menos me enviem convites de amizades caso eu o desconheça. Até por quê, isto não será mais possível.
Excluí meu Orkut e livrei-me de futuras dores de cabeça. Não que tenha acontecido algo de tão grave que motivasse uma revolta ou indignação. Estou pagando para não me incomodar, como já disse a alguns. É uma pena, porém, não ter mais disponível uma listinha de aniversários completa e atualizada, nem poder encher o saco ou alegrar a vida das pessoas deixando scraps fortuitamente.
Seja qual for o motivo desta decisão, o certo é que entrei para uma última comunidade: Eu deixei o Orkut.