Vou processar Thomas Edison!

Vou ficar rico. Amanhã mesmo vou processar Thomas Edison. Minha lâmpada queimou.

Viacom processa YouTube em US$ 1 bilhão“. São notícias como essa, ou esta, que fazem meu dia começar mais azedo do que o normal. Sim, o Google é hoje uma mega corporação, seus criadores figuram nas listas de homens mais ricos do mundo, são famosos e bem sucedidos. Até aí tudo bem. O que me irrita profundamente é esta mania de algumas pessoas tentarem fazer suas vidas em cima do trabalho de outros. É notável a contribuição que o Google deu à sociedade, sempre na sua política de tornar “as informações mundiais acessíveis e úteis”. Imagine suas pesquisas sem o site de busca. Uma campanha viral sem o apoio do YouTube. Brasileiras sem o Orkut. A revolução dos mapas com o Google Earth.

Obter lucro através dessas realizações é algo totalmente esperado: afinal, numa sociedade capitalista, não há outra forma de sobreviver. Empresa tem que dar lucro. Agora porque jorram bilhões em seus cofres, todo mundo quer tirar uma lasquinha, fazendo uso da suposta “justiça” em favor do próprio bolso. O que o Google faz e fez, foi simplesmente disponibilizar de forma acessível as informações. Ponto. O Google é o meio, não a mensagem.

Fazendo uma analogia: se eu sou assaltado, quem deve ser preso é o ladrão ou o governante que não pôde garantir a segurança dos cidadãos e/ou não soube conduzir as políticas sociais adequadas? É lógico que o assaltante, mas o que vemos por aí, com Cicarelli, Viacom, etc etc, é justamente uma inversão de pensamento. E mais: fundamentada pela “justiça”. Desse jeito não dá.

Ouvindo: Audioslave — One and the Same