Neguinho desgraçado reinventando a forma como iremos ver, compartilhar e até sentir nossas fotografias. Uma das coisas mais impressionantes que eu já vi alguém fazer com um computador.
Requer nível intermediário-avançado de inglês, mas acho que só “lendo as figura” já dá pra cair o queixo.
Já era outuno e o verão tinha se ido. O frio caía do céu e pousava sobre minhas costas, já exaustas do tamanho peso que carregava. Ao fundo, luzes acesas, salas vazias, corredores inabitados.
Minutos após a triste conclusão, o dono do terreno chegou para me expulsar. Tinha saído para namorar; voltou sorrindo para me zombar. E falou em tom seco:
– Você jogou fora o seu verão. Agora um frio outono te espera. Suma daqui!
Ninguém, absolutamente ninguém se encontrava naquele degrau do corredor. Nem mesmo eu. Mas ainda assim o quero-quero insistia em olhar para lá.
Aí está pra quem quiser ver. Um tal designer dos Estados Unidos, Bodhi Oser, teve a brilhante idéia de imprimir diversos adesivos em variados tamanhos com a palavra “fuck”, que, suponho, dispensa tradução. Colocou-os debaixo do braço e saiu por aí com sua câmera fotográfica, fazendo intervenções no dia-a-dia, hmm, no mínimo divertidas.
E não parou por aí. A aventura do sr. Osher virou um site e um livro.
A melhor do dia:
Dê tempo ao homem e veja o que ele é capaz de fazer!
(via 30gms)
Tava fazendo um calorzinho danado. Desses que faz com que voltem aparecer os vendedores de sacolé na rua. Galão de água mineral subindo mais que o acumulado no ano da Bovespa. E as plantinhas, coitadas, morrendo.
Começaram a pedir pro tio Pedro um pouquinho de água. Só um pouquinho pro jardim não ficar feio. Só mais um pouquinho pro rio não desaparecer. Só um pouquinho pra poder tomar banho de chuva na poça d’água. Só um pouquinho pra não ter que mandar lavar o carro.
Se passaram. Eu bem avisei que o tio Pedro não gosta que metam o bedelho onde não foram chamado. Ele tem o jeitinho dele de controlar o regador divino e se enchem demais, ele parte pra grosseria. Tá no nome, é meu xará, conheço a fera. É 8 ou 80.
A chuva varreu a cidade. Engoliu o carro, expulsou os ratinhos dos bueiros, levou o guarda-sol do vendedor de crepes e molhou toda roupa que estava no varal — puxa vida, logo a roupa do varal!
Tá bom, tá bom. Chega com as notícias do tempo. Daqui a pouco tão me chamando de Paulo Borges.
Foi tudo muito rápido. Em questão de 15 minutos a casa já estava destruída. Que tristeza.
A agilidade do Corpo de Bombeiros não foi suficiente para conter a ira do fogo. Mesmo chegando 5 minutos após o início das chamas, a casa já estava tomada de cinzas. Assistir, atônito, um episódio como este é demasiado triste.