Doctor Clin estreia grande campanha

Ganhou as ruas esta semana a campanha “A Doctor Clin não pode ajudar você em tudo”, da Doctor Clin. Com anúncios para jornal, revista e TV, além de mídia in e outdoor, a empresa consolida seu reposicionamento no mercado com humor e irreverência.

A Doctor Clin é uma operadora de saúde em forte expansão no mercado gaúcho, tendo triplicado sua base de beneficiários nos últimos 4 anos. Atrelado a este crescimento está a ampliação de benefícios aos clientes, como maior oferta de hospitais e especialistas credenciados.

O desafio desta campanha foi cristalizar este momento da empresa, cuja ideia central é que a Doctor Clin não pode resolver todos os problemas do mundo, mas em se tratando de saúde, ela tem tudo. Tenho orgulho de ter participado na criação e no planejamento desta campanha, junto aos colegas da Fire Multicom.

Doctor Clin - Fabinho

Doctor Clin - Vanessa

Doctor Clin - Antônio


Ficha técnica:
Direção de Criação: Fernando Rosa
Criação: Anderson Mello, Davi Matzenbacher, Fernando Rosa, Júlio Kley e Pedro Balsemão
Fotografia: Christian Jung
Manipulação: Gariba
Aprovação: Marcelo Dietrich e Morgana Oliveira

Inovação em Planejamento

O que mais se viu no 17º Festival Mundial de Publicidade de Gramado foram publicitários mostrando seus portfólios. Lamentável para um evento caro e cujo propósito seria a exposição de ideias, e não simplesmente mostrar como cada um é bom no que faz.

Um dos poucos palestrantes que remaram contra a maré, e que contribuiu com ideias provocantes e inspiradoras, foi Neal Davies, sócio da agência Naked. Parte de meus apontamentos já haviam sido publicados no blxg (sem crédito!), então aproveito para socializá-los na íntegra com vocês.

Agências e clientes continuam tentando reproduzir um modelo de comunicação do século XX no século XXI, isto é, nossa comunicação ainda é feita pela interrupção e irritação. O consumidor já sabia disso em 1947, e continua sabendo hoje. Não estamos em guerra com eles, temos de conquistá-los.

Para quebrar este paradigma, Davies acredita que é preciso inovar no planejamento, e não apenas na criação. E inovação em planejamento significa perguntar: por quê estamos planejando? A chave está em focar no negócio, e não apenas na propaganda. Empresas se preocupam apenas com o que é dito, quando tudo o que uma marca ou a empresa faz é comunicação. E em função dos meios de comunicação (internet, sobretudo), as marcas estão nuas diante dos consumidores. Não adianta empurrar uma imagem que não é verdadeira.

Dez passos para a inovação em planejamento, segundo Neal Davies:

1. Planejamento inovador foge da interrupção e irritação;
2. Planejamento inovador pensa de forma integrada;
3. Planejamento inovador não vive em silos;
4. Planejamento inovador não se compromete com as atividades da agência;
5. Planejamento inovador não se deslumbra com as novas tecnologias;
6. Planejamento inovador não precisa ser sexy;
7. Planejamento inovador entende o público consumidor;
8. Planejamento inovador não pode ser engessado;
9. Planejamento inovador é … inovador;
10. Planejamento inovador resulta em sucesso, em lucro, em crescimento da marca.

Neal ainda alerta para o perigo de utilizar novas ferramentas e tendências apenas por serem novidade. É preciso fazer a coisa certa sempre, mesmo que não seja bonitinho ou pareça careta. Pode ser uma mala direta, uma ação de relacionamento, enfim, é preciso focar no negócio, e não tão somente na comunicação.

Para que este modelo funcione, não basta apenas conversar com o departamento de marketing da empresa. Clientes e agências precisam atuar de forma integrada: todos precisam partilhar dos mesmos objetivos. Daí a importância de se ter reuniões com quem decide, e não somente o pessoal do marketing. Dentro da agência, também é necessário libertar os profissionais de seus departamentos –derrubando os núcleos e setores da agência. Só assim ele estará livre para pensar sobre o todo, não se limitando à sua função específica.

Outra condição importante para planejar com inovação é não comprometê-lo ao faturamento da agência. A Naked, por este motivo, trabalha somente por job ou por fee, sem bonificação ou comissão por mídia e produção. Se você perguntar para um açougueiro o que comer, ele vai te dizer “coma carne”. É assim que as agências de publicidade acabam pensando: se ganham dinheiro com anúncios, será o cardápio do dia. E pensando desta forma, continuaremos perpetuando um pensamento do século passado, por meio de estratégias fracassadas e com baixo retorno.

Não vote

As eleições acabaram, o Obama foi eleito e o mundo ganhou. E mais de 80 milhões de americanos foram às urnas exercer o seu direito de cidadania, ainda que questionável devido ao sistema eleitoral americano. Como levar mais de um quarto da população às urnas, mesmo quando o voto é facultativo, mesmo quando seu sistema de votação é lento, não exista feriado eleitoral e o resultado do voto popular seja insignificante diante da votação dos colégios eleitorais? Como convencer toda uma população de que mesmo diante de tantos entraves, ainda assim, votar não só é um direito, como um dever? Hollywood responde à altura.

Excelente trabalho de conscientização.

(Dica da Kaká. Valeu!)

Utilidade pública

Cadastro estadual de furto/roubo de veículos da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul: http://www.alertaveiculos.rs.gov.br/.

Porra de país de merda que só se paga imposto pra otário filho da puta encher o bolso em cima de gente honesta e trabalhadora. Ganhei um brinde depois de pagar dois anos de IPVA: roubaram meu estepe.

Longe da realidade

Participei neste domingo da aula inaugural do Perestroika Creative School, um curso voltado a estudantes e/ou profissionais de Publicidade e Propaganda e sobre o qual eu já havia informado anteriormente.

O perfil do aluno é predominantemente de estudantes universitários da região metropolitana de Porto Alegre. PUC, Unisinos, UniRitter e UFRGS. Grande parte já com pelo menos 50% do curso concluído, alguns com experiência nas agências experimentais de suas instituições.

Mas o que talvez seja o mais preocupante é que todos, absolutamente todos, estão decepcionados com a baixa cobrança de suas instituições e/ou o distanciamento que elas possuem do mercado.

Vale a pena refletir sobre este aspecto e pensar de onde partem estas conclusões, e como mudar este panorama. Serão os professores, demasiado desatualizados em suas funções? Será uma postura de “nivelar por baixo”?

O fato é que o descontentamento é geral. Entende-se que a produção intelectual e a construção de conhecimento científico são essenciais no meio acadêmico. É aceitável, num curso de Comunicação Social, assim como em qualquer outro, que procure-se produzir um conhecimento empírico, mas grande parte, se não a maior parte dos alunos desta área seguem sua carreira no mercado de trabalho.

E, ao chegarem lá, descobrem que seu curso, pago com tanto esmero, não forneceu-lhes o devido preparo que o mercado exige, sujeitando-se a suprir esta deficiência por meio de outros recursos, sejam eles cursos de extensão, estágios, etc. É lamentável que isto aconteça, pois o Ensino Superior no Brasil é um investimento caro, limitado a poucos e, querendo ou não, deveria trazer o retorno esperado. Mas, na prática, não é o que acontece.

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