Ark

Depois de um longo tempo sem postar, finalmente algo que merece ser conhecido e divulgado. No pouco tempo que me resta para ler alguns feeds, encontrei no cpluv um post sobre o curta Ark. Uma superprodução polonesa de animação digital que levou 2 anos para ser finalizada.

A sinopse é a seguinte: Um vírus desconhecido dizima a população mundial. Os poucos restantes migram para ilhas inabitadas e então inicia-se o êxodo, liderado por um homem.

Com uma técnica peculiar para uma animação, o filme foi produzido com modelos feitos à mão e fotografados com câmeras Nikon D70. Isto permitiu a criação de uma luz natural em todos os ambientes, com elementos 3D adicionados posteriormente.

A idéia toda surgiu após uma viagem à Itália pelo diretor e produtor Grzegorz Jonkajtys, ao se deparar com as catacumbas, câmaras onde os cristãos eram enterrados na Roma Antiga. O sucesso do curta, também produzido por Marcin Koobylecki, foi tremendo, recebendo diversos prêmios e sendo exibido em inúmeros festivais, como no Festival de Cannes de 2007.

Assista ao trailer ou baixe a versão em alta-definição (HD 720p).

(via cpluv)

Pulp Fiction in Type

Indicado a sete Oscars e vencedor da categoria Melhor Roteiro Original, Pulp Fiction [1994] é um dos melhores filmes já dirigidos por Quentin Tarantino, na minha humilde opinião. Um clássico.

Com uma narrativa não linear, referências à cultura pop e a união de fragmentos de história, o filme segue o que se convencionou de estilo pós-modernista de cinema, do qual temos exemplos como Babel, 21 Gramas etc. Além disso, graças à excelente atuação do elenco, muitos atores foram projetados incluindo Samuel L. Jackson.

Aproveitando uma das cenas em que o próprio Samuel interpreta, um designer concebeu recentemente um dos melhores exemplos de direção de arte e tipografia que vi nos últimos tempos. Fantástico observar como “letras” e sons são capaz de transmitir tamanha emoção e sentimentos com a correta escolha de cores, pesos e movimentos. Para os fãs de Pulp Fiction, eis sobre o que falo:

via 37signals

Só faltou o nome

Efeito Borboleta [imdb] é um ótimo filme. Escrito e dirigido por Eric Bress e J. Mackye Gruber, o filme explora as conseqüências da dádiva do jovem Evan em poder alterar o seu passado, como já escrevi anteriormente.

Assim como sua primeira versão, fiquei surpreso com a pouca divulgação para o lançamento de O Efeito Borboleta 2, este dirigido por John R. Leonetti com base na história de Michael D. Weiss. Mudou roteiro, mudou diretor, mudou o elenco, mudou a história, só ficou o nome, numa patética tentativa de se aproveitar da fama do primeiro.

É realmente uma lástima eu ficar tanto tempo sem escrever sobre um filme, e quando o faço, dedico-me a trepudiar a película. Mas não é para menos. Efeito Borboleta 2 não passa de medíocre, esvaziando o roteiro intrigante do primeiro, para enchê-lo com um repertório de clichês típicos de besteiróis americanos. Dinheiro posto fora.

Ouvindo: Dream Theater — Finally Free [live]

Enfim a resposta

Não gostei do final da novela das 20h que passa às 21h. Em primeiro lugar, colocar polícia em novela não dá certo e me parece que a Rede Globo ainda não entendeu isso. Poxa, até eu que joguei um pouquinho de Counter Strike sei empunhar uma pistola melhor do que os policiais que entraram na casa de Laura.

Falando em Laura, não gostei também que ela foi a escolhida. Tão óbvio, tão simples. Talvez o autor da novela, apostando na obviedade colocou-na como assassina já que todo mundo pensava que ela era suspeita demais para ser a criminosa. Deu no que deu.

E o que foi aquele casamento entre Darlene e o bombeiro, que, por sinal, não tirou sua farda por um segundo sequer na novela. Mas fiasco mesmo foi o show do ministro. Colocaram o pessoal da produção na platéia e parece que disseram a eles “escuta aqui moçada: vocês vão aparecer na Globo. Mas antes, duas coisas: não vale levar cartaz ‘mãe! tô na Globo!’ e pelo menos finjam que estão gostando do show”. Ficou então aquele povo todo batendo palmas com a cara emburrada… QUe mico!

Por favor! E o que posso falar daquele álbum de fotos ao fim da novela? Foi feito em Power Point?

Pra não dizer que não falei de flores e só estou criticando o último capítulo final que terminou a novela, quem salvou a festa, pra variar, foi Renato Mendes. Esse sim trabalhou bem e salvou o episódio. Que espetáculo! “Me dá essa fita! — Olha aqui! Tão me algemando! Eu sou Renato Mendes! Presidente da Fama! Eu sou Renato Mendes!”. Boa, muito boa. Foi a única cena que me prestei a rever na reprise.

Homem de sorte aquele fotógrafo.

Queirós sabia demais, mas eu não fiquei sabendo como ele morreu. Pelo menos agora a dúvida que não queria calar e que tirava o sono de muitos brasileiros foi finalmente respondida. A novela acabou, mas como Queirós morreu? Quando haverá um capítulo extra para saber como foi? E que fim teve Renato Mendes? Foi pra cadeia? Quantos anos de pena? Ah… Antes eu só tinha uma dúvida; agora, tenho várias!

Crítico é aquele cara que foi um fracassado em sua profissão e, de tanto errar, vendeu sua alma e acabou sendo pago pra falar mal dos outros.

Ouvindo: Craig Armstrong – Ascension and Nature Boy (4:09)

A Teoria do Caos

“Diz-se que algo tão pequeno quanto o bater de asas de uma borboleta tem o potencial um furacão pelo mundo afora” (Teoria do Caos)

Quais seriam as conseqüências na sua vida se você fosse capaz de mudar o curso da história para proteger aqueles que você ama? Este é o drama de Evan Treborn (Ashton Kutcher), um menino problemático que possuía a mesma doença de seu pai: perda de memória, ou “apagões”, no filme A Teoria do Caos [imdb].

Como uma forma de manter sua vida organizada, seu médico lhe recomenda que mantenha um diário de suas atividades. Entretanto, ao ler as passagens que se referiam aos apagões, de alguma forma Evan conseguia voltar ao passado e, assim, desfazer os erros de sua vida.

Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas“, já dizia Antoine Saint-Exupière em seu clássico O Pequeno Príncipe. Por mais que a gente não acredite, somos responsáveis não só por nossas vidas, mas também temos enorme importância na vida de nossos amigos e desconhecidos.

Brincar de Deus, entretanto, mostrou-se trágico pois na medida que ele tentava reverter aquilo que acontecera no passado, novos problemas surgiam com outras pessoas. Tudo está ligado.

Quem nunca viveu o drama do “se eu tivesse?”. E se eu tivesse chegado antes? E se eu tivesse criado coragem e feito o que eu queria fazer? E se eu tivesse parado de beber antes? E se eu tivesse dito aquilo que eu queria dizer? São coisas que, aparentemente, dependem única e exclusivamente de nós, mas no entanto suas conseqüências impliquem reflexos em todo um grupo de pessoas.

Pessoas tristes deixam outras pessoas tristes. Mas felicidade também contagia.

Ouvindo: Audioslave – Like a Stone

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