No rastro de toda a discussão a respeito da Blogolópolis brasileira, fiquei com uma pergunta um tanto inquietante a respeito de meu querido diário virtual. Tudo começou com um questionamento sobre a pouca quantidade de comentários e citações de outros blogueiros em blogs nacionais. O motivo especulado é que se ocultam as fontes para não se perder a popularidade, a fuga de leitores, o que é um posicionamento pra lá de ridículo, uma vez que se o site for bom mesmo, terá um público fiel.
Outra questão levantada foi a da pouca existência de blogs temáticos no Brasil. Temáticos no sentido de estarem focados em um conteúdo específico, a exemplo do Brainstorm #9 que exibe e comenta quase que diariamente propagandas do Brasil e do mundo. E é aí que me pergunto: onde se encaixa este blog do rapaz que vos fala?
A questão é bastante pertinente e, como já dito, inquietante, além de se tratar de um problema que perdura desde o início do blog. A intenção que eu tinha ao criar este espaço era desabafar, libertar minha mente de uma crise de depressão que me afundava no fundão da sala de aula. Hoje os tempos são outros e a tristeza é passado – e quando existe é por outros motivos que não mais os que originaram isto aqui. Sou feliz agora, amo minha namorada, faço o que gosto, ainda que tenha alguns motivos para me queixar. Mas ainda assim, hoje escrevo por puro deleite.
Na Publicidade descobri que quanto mais específico for o público-alvo, mais fácil é dirigir o conteúdo. Sinto que, muitas vezes, seria melhor ou até mais fácil escrever sobre um tema específico. Tecnologia, publicidade, vida acadêmica, música, livros, enfim, seria muito mais fácil canalizar assuntos para determinados acontecimentos da minha vida.
O caminho seguido até então, porém, é outro: o da diversidade, totalmente pessoal e opinativo; especulação cotidiana. Trata-se de um apanhado de minha vida, sobre aquilo que ando fazendo, sobre aquilo que ando pensando, e não mais sobre reflexões, o que talvez contribuísse para a produção de algo novo e, utopicamente, útil.
Boa parte, se não a maior, de meus leitores são conhecidos. Gente que estudou comigo no colégio. Pessoas que tiveram a oportunidade de trabalhar comigo. Amigos dos amigos. Familiares, enfim, pessoas de um certo modo próximas. Foram poucas as vezes em que tive a oportunidade de aumentar o meu círculo de amigos com este canal.
Por um lado isso é bom, posso atirar para qualquer lado pois os leitores já estão preparados para ouvir de tudo aqui. Mas visto de outro lado é ruim, pois quem cai de pára-quedas não sabe o que esperar. Uma imprevisibilidade constante.
Como disse, um tema inquietante e polêmico, talvez um divisor de águas. Fico aqui, pensativo, procurando a melhor forma de continuar isso aqui, ou abandonar tudo de vez. Na verdade, acredito que o mais interessante seja ouvir de vocês, caros leitores, propostas de caminhos a seguir. Afinal, são vocês que me incentivam continuar aqui, são vocês que me agüentam quando escrevo e quando os abandono. Por isso, nada mais justo que deixar que vocês decidam o futuro disso aqui.