Todo dia é dia
“Um dia eu vou ser feliz.” Será? E por que não hoje e agora?
Da forma como as coisas acontecem, parece que temos aversão à alegria, à felicidade. Duvida? Repare então mas mensagens de status de MSN e twits de sexta-feira: “HOJE É SEXTAAAAAAAAA!!!!!”, “Finalmente!” e por aí vai.
Isso é um problema cultural. O trabalho precisa ser chato, a semana precisa ser chata e o mundo será salvo no fim de semana. Chega o pai, tarde e cansado do trabalho, a mulher pergunta como foi o dia, “um inferno, como sempre, tô morto, meu Deus, não sei se sobrevivo mais um dia”. E o guri ali no sofá.
Confesso que houve uma época da minha vida que eu era esse senhor de meia idade, camisa branca, gravata escura, calça cinza e pasta de couro chegando em casa. Não que eu reclamasse pra mulher, e não havia guri algum no sofá. Mas trabalho era igual a depressão. Que alguma coisa estava errada eu tinha certeza, mas não sabia exatamente o que. A empresa era respeitável, eu aprendia muito a cada dia, as perspectivas eram muito promissoras, então, qual o problema? O problema era que justamente eu não era feliz lá dentro. Não era feliz no agora, só no depois.
E assim caminham as coisas. Deixamos para ir no cinema quando? Fim de semana. Levamos a namorada para jantar, quando? EXCETO EM OCASIÕES ESPECIAIS, no fim de semana. Vamos ao teatro, beber uma cervejinha com os amigos, quando? Fim de semana. Sempre depois, sempre depois.
Pois eu digo: não precisamos esperar pela sexta-feira para sermos felizes. Seja feliz hoje, aqui e agora. Ninguém vai acordar com uma ressaca física e moral por ter bebido três chopps ou uma garrafa de vinho. Pelo contrário, seu sono será muito mais tranquilo, além de você dormir leve, leve por ter feito algo que lhe deixou feliz. E acordará revigorado para um excelente dia de trabalho.
Por fim, um convite: encontre três idéias que farão sua vida mais feliz. Proponha, arrisque, tente. Mas faça.
