Tudo começa como uma primavera. O perfume que sutilmente envolve corpo e alma não só convida, como leva o vivente a realizar qualquer loucura pelo que almeja conquistar.
E se conquista é porque chegou o verão. E com o verão o calor, o suor, a intensidade e, com ela, a sensação de que tudo se completa, tudo tem razão e, ao mesmo tempo, extrapola.
Até mesmo uma maçã jogada ao alto retorna ao local de lançamento, mesmo que com isso atinja os céus. E, galgando velocidade, transforma esta descida turbulenta em outono e, com ele, não é preciso dizer que vem a dúvida. A dúvida e a nostalgia daquele verão tão maravilhoso e perfeito que se deixou escorrer pelas mãos. E o pouco calor que restava no outono, se esvai por completo com a chegada do inverno.
Mas como se nada disso bastasse, ainda existe o tchau. Um tchau com cara de até logo, que soa como um profundo adeus. E ainda que o inverno seja frio e doloroso, não existe pior momento do que dizer tchau.
Oh, doloroso momento. Chegou a hora de dizer tchau.

