Desde pequeno fui incentivado a criar uma consciência financeira por influência de meus pais. Os parcos trocados que sobravam, poupados na época em que eu ainda tirava todo o dinheiro da carteira e colocava sobre a mesa do “bar” –a cantina da escola–, eram depositados religiosamente numa pequena agência do antigo banco Meridional, hoje Santander, nas imediações da escola.
Era época em que caderneta de poupança acompanhava um bloquinho contendo saldos e movimentações na conta, rubricados pelo caixa. De pouquinho em pouquinho, em época que poupança era bom investimento, pude comprar uma televisão para o meu quarto, isso lá em meados de 1995, eu ainda pivete. E essa mentalidade de gastar o que se pode, poupar o que sobra, me ajudou e ajuda muito até hoje.
Do banco Santander, passei ao Banco do Brasil, –hoje Banco do Pedro, do João, da Maria, aff…– acreditando que com um maior número de caixas eletrônicos espalhados pelo país, eu teria uma melhor experiência. A única vantagem foi o Internet Banking, que ao contrário do que eu tinha, me permitia, de fato, movimentar minha conta, e não simplesmente consultar saldos e extratos. Mas aliado a isto, vieram os problemas: filas nos guichês e caixas eletrônicos, gerentes que te olham de cima a baixo com um ar de superioridade e com a mínima vontade de te atender. Problemas também tive com Bradesco, o maior banco privado do país, Caixa Econômica e, claro, o BERGS, ou Banrisul. É um clima de instituição pública, onde, perdoem-me os bons funcionários, reinam a falta de interesse e a conformidade.
De um erro grosseiro seguido por mal atendimento por parte da gerência do banco, transferi minha conta para o Banco Real, onde me sinto feliz até hoje. Por que, diante de bancos tão grandes e sólidos, fui escolher justamente um que pequeno e relativamente jovem?
Em primeiro lugar, tratamento digno, independente de situação financeira ou status social. Em qualquer agência que eu vá, sou bem atendido sempre, independente de ser conhecido ou não –até mesmo por que não sou. Funcionários sempre alegres, prestativos, reflexo de uma postura global de instituição que se preocupa não só com o bem-estar de seus colaboradores, mas também com a plena satisfação de seus clientes.
Segundo: internet banking completo. É difícil encontrar uma operação que não possa ser feita na comodidade da minha casa, do trabalho ou de qualquer lugar do qual eu possa acessar, de forma segura, a Internet. Além disso, informações completas da minha conta, tal como histórico e comprovantes em PDF.
Confiança no cliente, ainda que isso seja pura demagogia. Seguramente, pelo menos aqui no país do jeitinho, o Banco Real foi um dos primeiros a fornecer para universitários cartão de crédito, cheque especial, adotar uma postura em favor do desenvolvimento sustentável e outras coisinhas a mais. Um público que está sempre numa M desgraçada, se ferrando para conciliar estudos, trabalho e ainda pagar a faculdade. Mas é nesta aposta, e não há ingenuidade nisto, é que se iniciam, de fato, relações duradouras com futuros clientes, pois quem é bem atendido volta sempre, e comigo não foi diferente.
Assim como qualquer banco, o Real não é perfeito. Já perdi a conta das vezes em que entrei em um caixa eletrônico –que por sinal são poucos– e não havia envelope para depósito, quando me obrigo a transformar os de “pagamentos” em “depósitos” (e funciona!). Caneta, então nem se fala, embora isto seja fruto de vândalos e desordeiros, sem culpa direta da instituição.
Enfim. Não quero aqui trazer ninguém para este banco, até pois como eu falei, é uma instituição que assim como as outras, tem suas vantagens e desvantagens, e se você sair do seu banco, eu não ganho nada com isso. Mas o que vale pensar, é que na vida de uma instituição, o relacionamento com o cliente é parte fundamental para atingir o sucesso. E isto, tenho de dar o braço a torcer, o Banco Real faz muito bem. Bom estudo de caso para jovens empreendedores.