Sobre o eterno e o descartável

“Good advertising is whatever works for this audience today, good design is eternal. This is one of the reasons that we still sit on chairs designed by mid-Century legends (like Eames or Breuer) but laugh at advertising from the same era.”

É o que diz Richard Huntingdon planemento da WPP, maior grupo de comunicação do mundo, e dono da dcs., maior agência do estado.

Constatação dolorida, mas é interessante olhar por este viés. E mudar.

(via Noisy Decent Graphics).

Comentários »

  1. Cara, pelos meus comentários aqui neste blog parece que eu sou extremamente conservador, intolerante às mudanças. Mas, não!
    “Dude”, as pessoas trabalham bastante para desenvolver produtos cada vez melhores para atender as necessidades do mercado e para vender mais. Acho que esta questão de sair do clássico, do rotineiro, do padrão, está em alta. Nas ruas percebo esta mudança. Voltando, acho que existe o trabalho de MUDAR, existem pessoas empenhadas nisto. Mas, com relação a cadeira, acreditas que há uma maneira melhor de sentar (imagina todas as situações em que estaria sentado) do que em uma cadeira com um lugar para colocar a bunda, outra parte para escorar as costas e em uma possição ergonomicamente correta?
    Já existem os “puff’s”, mas te imagina pessoas em uma reunião sentadas/ deitadas neles (não que não seja uma idéia boa) e escrevendo em uma folha de papel ou assinando documentos. Ficaria ruim.
    Mudar é tudo! Tenho muito ainda por dizer, mas vou parar por aqui! Somente por falta de tempo de escrever. Escravo do tempo.

    Abraço

    Comentário de Misturini — 27.03.2007 às 12:00

  2. Acho interessante a constatação do Huntingdon nem tanto pela questão de mudar ou não, mas pelo fato de que o design permanece nas pessoas, enquanto que a propaganda é algo programado para ser consumido e jogado no lixo instantes depois. Sim, algumas, memoráveis, permanecem em nossa cabeça, olha o que foi o Carlos Moreno e o Bombril, ou então quem não lembra dos memoráveis comerciais do Guaraná Antártica?

    Mas é inegável a força que o design sobrevive, imensuravelmente mais presente do que a propaganda. A tarefa do designer, a meu ver, nem está tanto em mudar processos, mas melhorar processos. Veja, uma cadeira de escola é uma cadeira. Daí foi um cara e analisou que se inclinasse ligeiramente em sentido anti-horário o assento, a posição ficaria mais confortável. Veja, ambas cumprem a mesma função, o que as diferencia é a experiência. Isso é fantástico!

    E é foda essa questão do tempo curto né? Mata o cara :/

    Valeu!

    Comentário de Piter — 27.03.2007 às 12:43

  3. realmente, são poucas as propagandas que permanecem na memória das pessoas… mas é uma questão lógica…
    1- temos um novo design, vamos fazer propaganda dele
    2- pessoas compram o design novo
    3- propaganda perde sua utilidade

    pena que a propaganda não dure, mas se não fosse ela, o que seria do design novo?

    Comentário de yakuza — 27.03.2007 às 18:32

  4. É… Apesar de lógico, esta visão não é muito bem aceita “na área”. Alguns custam a entender que propaganda não é um fim em si, mas um meio cujo fim é a compra de um produto/serviço/idéia. Trata-se de um simples, embora muito articulado, artifício, mas não deixa de ser isto.

    Quem compra propaganda é publicitário (anuários, prêmios, whatever). E só.

    Comentário de Piter — 27.03.2007 às 20:09

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