A propósito: feliz ano novo!

Por que no Brasil o ano só começa depois do Carnaval.

Data, que aliás, não é feriado. Mas no país do jeitinho, não tem jeito.

No canto, ela me olha

É um estranho sentimento de desapego das coisas. Certas vezes me deparo meio vago, como se aquilo que estivesse ao meu alcance já não fosse o bastante. Basta ver aquela cama recheada de molas e um confortável edredon cobrindo os travesseiros.

Com o passar dos dias ela é apenas uma… cama.

Vêm então a distância, os dias dormindo por cima de cobertores, sacos de dormir, sofás e colchões de ar que esvaziam durante a noite e te abraçam pela manhã para despertar aquele sentimento adormecido.

E ao reencontrar aquele móvel acuado na parede do quarto, após uma longa viagem de volta de feriadão, é que me dou conta de que aquilo não é apenas uma cama: é uma fantástica fábrica de sonhos. Deixo-me deslizar por debaixo daqueles lençóis e eis por cada fiozito de cabelo se transferem sonhos dos quais já mais pensei que voltaria a sonhar.

Certas vezes basta fechar os olhos que tudo fica mais claro.

Vou dormir, que amanhã tem mais.

Céu azul molhado

Foram uns poucos pingos que me fizeram sentir como o dia estava lindo, aquele céu azul dividindo o espaço com o sol forte. Ali, com os pés a poucos centímetros da grama, parei, deixando que aquela nuvem pequenina irrigasse a minha cabeça, o suficiente para eu olhar para o alto e ver o dia lindo que fazia.

Uma pena que essas lágrimas não venham sempre. Porque só assim para olhar para o alto e decifrar o que me diz a natureza. De outra forma eu corro, corro, corro, e, como diria minha vó, só vejo as vacas voando através janela.