Esquentando a atividade cultural da Capital

De 24 a 30 de julho, acontece o 1º Festival de Inverno de Porto Alegre. Nos moldes do famoso Festival de Ouro Preto, o evento gaúcho traz oficinas, debates literários, shows musicais e painéis históricos sobre o Brasil e o mundo.

Dentre os convidados, estão os escritores argentinos Horácio Gonzáles e Martín Kohan, além de alguns dos mais importantes intelectuais do Rio Grande do Sul, como os professores Cláudio Moreno e Luís Augusto Fischer. Também estarão presentes palestrantes nacionais de renome, como o jurista Miguel Reale e os economistas Gustavo Iochpe e Paulo Rabelo de Castro.

Papas da Língua, Jorge Mautner, Nei Lisboa e Vitor Ramil são alguns dos músicos confirmados para os shows, que ocorrerão sempre às 21h no Teatro Renascença (Av. Erico Verissimo, 307), ao preço de R$ 10,00 cada. Os ingressos podem ser adquiridos a partir do dia 17 de julho na Livraria Ilhota (dentro do teatro) e na Administração de Fundos da Secretaria Municipal da Cultura (Av. Independência, 453).

Data Show
24/07 Jorge Mautner
25/07 Nei Lisboa e banda
26/07 Bebeto Alves, Gelson Oliveira Nelson Coelho de Castro e Totonho
27/07 Papas da Língua
28/07 Liliana Herrero
29/07 Geraldo Flach e Virginia Rosa
30/07 Vitor Ramil

Tabela de Shows

Pelo mesmo preço, o público pode participar de debates culturais, que abordarão temas como a crise mundial contemporânea, a mitologia grega e o cristianismo, entre outros. Cada oficina é composta por quatro encontros. Cursos paralelos gratuitos também estão previstos, com distribuição de senhas para os participantes 30 minutos antes do início, no local.

Mais informações e a programação completa dos shows e eventos podem ser conferidos no site da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, organizadora do festival.

Publicado originalmente no jornal mural O Paredão em 14.07.06

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Boicote Nobre

Desde pequeno mantenho certa distância da televisão. Afora os desenhos do Tom & Jerry, do Pica Pau, dos Simpsons e uma que outra série ou filme que me interesse, passo longe do aparelho difusor de imagens. Não que eu considere a televisão como um ente diabólico na Terra, apenas não me apetece ficar sentado na frente da telinha tanto quanto de um computador.

Mas o que me faz escrever hoje não é o fato de eu não assistir à programação local e sim por tê-la assistido. Essa nova novela global das 20h é uma aberração das mais profanas. Certamente o sr. Manoel Carlos deveria ter alguma intenção outra além da que acabou sendo enlatada e cuspida no horário nobre da TV brasileira.

Uma terra de ninguém, onde todas as mulheres são sedentas por sexo, se atiram de sua cobertura do Leblon caso fiquem um dia sem ir pra cama com alguém e o viril José Mayer passando a régua em todas essas mocinhas ingênuas, fazendo o mesmo papel de “El Comedor” de sempre. Perdoem-me o palavreado, mas ficando por aí dava um belo enredo para um pornochanchada. Acrescente a isso palavrões, bate-boca, traição e gestos obcenos. Viu, é fácil escrever roteiro pra Globo. Pensando nisso, me vem à mente uma confissão de um amigo:

"Fiz uma alteração na minha vida: não vou mais olhar novela. Vou ler! Desde que começou esta nova novela eu já li umas 50 páginas do teu livro!"

É isso aí. Daqui a alguns anos, quando for pai, vou instituir a “Hora do Conto” ao invés da novela. Ou vamos tomar chimarrão em volta da fogueira, sei lá. Tudo menos assistir a esse atentado aos bons costumes. E se alguém insinuar em ligar a televisão, sacarei vorazmente o monóculo do bolso e darei aquela sarcástica fitada de um olho só, que diz: “Isso é o que você pensa!”

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