Fico sem o que dizer diante do que vejo. Mesmo vinte anos do acidente de Chernobyl, as marcas deixadas ainda ferem os meus olhos, ainda que tenha acontecido 5 meses antes de eu ter nascido. Uma trágica combinação entre uma tecnologia defeituosa com a tolice humana. Quem tiver sangue de barata, não deixe de ver O legado de Chernobyl, de Paul Fusco no Magnum, que, por sinal, é um excelente site de fotografia, mas sobre isso falamos outra hora.
(via Antipixel)
Uma cena forte e marcante. Pensei que estavam de brincadeira, mas não. Um lugar maravilhoso para se ir, mas de jeito algum apropriado para quem não tolera diferença. Vamos aos fatos.
A boemia portoalegrense em seu ápice. Entre generais e republicanos, uma profusão de bares, pubs, restaurantes e cafés. A cultura em seu alvorecer constante. Esta é a Cidade Baixa. Um bairro aconchegante com suas árvores formando túneis nas ruas, e sua mistura de raças, estilos e sexos.
Sim meus caros, sexos.
O garoto quase-publicitário precisa estar preparado para falar a todo tipo de público. Inclusive àqueles dos quais não pertence. Ainda assim, cair de pára-quedas numa zona da qual só se ouviu elogios e após duas horas de “vire à direita”, “vire à esquerda”, “ali está a placa”, “já estamos do outro lado da cidade” e “acho que estamos perdidos”, é demasiado confuso. E eu estava lá, considerando-me um mente aberta naquele lugar no mínimo estranho.
Punk rocks. Clubbers. Boys a patys. Hippies e gente normal. Havia de tudo um pouco, mas ainda não era tudo. Foi descendo a gen. Lima e Silva que descobri que não estava preparado psicologicamente para ver aquilo. Eu, o menino que se considerava de mente aberta, tive de fechar os olhos para entender que “aquilo” era normal. Não teve jeito, a mente teve de ser aberta a marretadas.
No começo pensei ser daqueles garotos que querem aparecer. Desses que usam o boné virado 30 graus à esquerda e andam com camiseta rosa com uma marca de surf ou skate bem grande de fora a fora. Pré-conceito não. Pós-conceito, levantado numa pesquisa de campo. Mas não havia boné nem camiseta rosa. Dois garotos normais, abraçados. Isso no Sul não é normal, mas tudo bem, pensei. E mal recuperado de um susto, tomei outro pior ainda.
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