Fuck this post

Aí está pra quem quiser ver. Um tal designer dos Estados Unidos, Bodhi Oser, teve a brilhante idéia de imprimir diversos adesivos em variados tamanhos com a palavra “fuck”, que, suponho, dispensa tradução. Colocou-os debaixo do braço e saiu por aí com sua câmera fotográfica, fazendo intervenções no dia-a-dia, hmm, no mínimo divertidas.

E não parou por aí. A aventura do sr. Osher virou um site e um livro.

A melhor do dia:

Dê tempo ao homem e veja o que ele é capaz de fazer!
(via 30gms)

Ouvindo: Beethoven - 9th symphony

O negócio é fazer folia

Estavam todos felizes demais, tudo era folia. Pulando e andando sem parar, os foliões davam gargalhada e bebiam cerveja em frente ao trio elétrico. No palco, uma banda de pagode, com nome de sambista. Os músicos tocavam funk em ritmo de pagode, pagode em ritmo de samba e samba em ritmo de sei-lá-o-quê.

De tempos em tempos uma espuma branca jorrava para o alto, pintando faces e cabelos dos mais distraídos. “Neve artificial”, era como chamavam. Do outro lado da rua, uma fileira de carros, lado a lado com seus porta-malas abertos explodiam tímpanos com muitos decibéis. Num veículo tocava Calypso. Em seu vizinho, um vaneirão dos bem gaudérios. E logo ao lado um carro soltando o batidão do funk. Só faltava a banda do quartel tocando Beethoven, pois o resto tinha de tudo.

Pula pra cá, pula pra lá, e dois pombos logo se cansaram do pseudo trio elétrico. Resolveram passear, olhando cada banquinha de bugigangas que encontravam pelo caminho. Pararam diante de uma “loja de coisas”, e ficaram olhando um casal de porcos abraçados, em forma de chaveiro. Dali a alguns metros, ele colocaria no pé dela uma correntinha dessas de se pôr no tornozelo, trazendo o sol, a lua e as estrelas para bem perto de sua amada.

Em seguida, pararam diante de uma tenda de anéis. Finos, grossos, de pratas ou não, decorados ou lisos. E na frente a placa:

GRAVAM-SE NOMES

Era a hora. “Moço”, disse o rapaz, já tirando a aliança do dedo, “tens como gravar um nome aqui neste anel?”. “É prata?”, perguntou o baixinho magriço e barbudo que estrava atrás do balcão, “se for posso fazer sim”. “Então toma”, disse o garoto com um enorme sorriso no rosto. “Pode escrever … neste e no dela …”. Minutos após o barulho de máquina de dentista, uns retoques aqui e ali e estava pronto. Daquele momento em diante, o anel de um era de outro, e só do outro, de mais ninguém.

O mar também estava um espetáculo à parte. Apesar de não se poder ver a lua, via-se claramente as ondas trazendo e levando desejos… Ficaram ali, sentados na casinha do salva-vidas, enquanto no fundo continuava o som da festa.

Dois dias mais tarde, a mesma coisa, não fosse um tragédia. Na madrugada, um casal retorna à casa mais cedo e encontra a janela arrombada. TV, DVD, cinco celulares, dinheiro, roupas, malas; tudo fora levado pelos marginais que, calmamente, escolheram o que levariam.

Voltando à cidade, mortes na estrada, a gasolina subiu, o álcool também, e a água, por que não? As escolas fechadas… greve. Mas de que isso importa? É carnaval…

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