Um lugar pra não esquecer

Ecomorungava, um pequeno pedaço do paraíso, repleto de muito verde, trilhas aventureiras e não uma, mas duas cascatas de água deveras gelada. O lugar ideal para passar o fim de semana com amigos, com a namorada, se reunir com a família, ou para simplesmente ir em busca de belas fotos. Afinal, paisagens divinas é o que não falta.

Distante poucos quilômetros de Gravataí, isto é, bem mais perto que o litoral do estado, Cascatinha é um dos poucos lugares onde se pode respirar ar puro e se divertir à beça em todas as ocasiões. No verão, pode-se aventurar pelas trilhas, cujos percursos podem levar até duas horas entre atoleiros de barro, escaladas de paredões rochosos e densas matas fechadas, tudo com a recompensa de encontrar uma plantação de milho e a nascente da cachoeira no final. É preciso muita calma e cuidado, porém. Vi gente tombando de quase dois metros de altura por escorregar no limo do córrego, e eu mesmo pensei que não conseguiria chegar ao topo da nascente, quando tive a brilhante idéia de olhar pra baixo quando estava bem, mas bem longe do chão.

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Débeto no Serasa

Hmm.. Recebi um e-mail esta tarde informando que eu tinha um “débeto” na Serasa. Para verificá-los eu preciso, no entanto, fazer o “dawnload” de um “anexo seguro”. Um infeliz desses além de ter a alma desgraçada, não deve ter passado da quinta série.

Eu mereço…

Robin Hood da informação

Quinta-feira o portal de comunicação social Coletiva.Net anunciou que a Associação Mundial de Jornais (do inglês World Association of Newspapers — WAN) estudava “a cobrança de direitos autorais aos sites de busca que expõem os endereços virtuais dos impressos na web.” Não é bem por aí, mas a matéria é boa.

A WAN não pretende cobrar direitos autorais pela exposição dos links de seus associados nos sites de busca. Isso inclusive é do interesse de todos, afinal, quanto mais expostos, maior receita publicitária digital eles podem atrair. Direcionar seus clientes aos sites de busca vem sendo, inclusive, um novo meio de promoção de vendas, como apontado no BS#9.

O que a entidade propõe é estudar a cobrança pelo uso das notícias nos agregadores que os mega sites de busca oferecem, vide GoogleNews e YahooNews. Estes sites aproveitam-se do conteúdo digital dos grandes jornais e os incorporam em páginas personalizadas, centralizando a informação em um só lugar. Evitam, assim, que o internauta tenha de visitar o site do jornal — o que diminui a quantidade de acessos e, por sua vez, a receita publicitária, que é atraída para si próprios.

O presidente da associação ainda complementa, dizendo que os sites de busca não são lá grandes benfeitores da informação, mas sim empresas com os olhos voltados para o lucro. E eu pergunto, senhor Gavin O’Reilly, por acaso algum dos jornais que o senhor representa é um Robin Hood da informação? Ah, só pra saber, obrigado.

Ouvindo: Dream Theater - Endless Sacrifice

Sou nerd mas sou feliz

A web está mudando, mas isso todo mundo sabe. Convergência, diria eu, referindo-me a toda essa onda de Web 2.0. Basicamente, num mesmo site você passará a ter seus blogs favoritos, a previsão do tempo, horóscopo, notícias, formulário do Google, e-mails recém chegados da padaria e, é claro, a mensagem do Papa, que não poderia faltar.

Pra quem gosta de experimentar essas novidades tecnológicas — me diz que não sou o único! — aqui estão “meus dois cents”. O primeiro dele chama-se Google Reader. Após uma busca incessante por um bom leitor de feeds, — que são arquivos contendo resumos dos posts dos blogs, também conhecidos por RSS — encontrei a ferramenta desenvolvida pelo pessoal do nosso grande irmão. É divertido. Você pode adicionar os feeds dos blogs favoritos e quando tiver cadastrado todos, basta apertar a tecla “r” e ele atualiza tudo pra você, mostrando em ordem cronológica os posts mais recentes. Barbada né? Facilita muito a vida, possibilitando que você saiba o que dizem seus amigos sem precisar abrir 50 janelas do Firefox.

A outra novidade que não é novidade nem pra mim e nem pra você, pois eu já venho falando disso desde a abertura deste blog é o last.fm. Se você a) gosta de música e b) escuta muita música em seu computador, seus problemas de monotonia musicial se acabaram-se!

O last.fm funciona mais ou menos assim. Você escuta algumas músicas, vamos supor, umas 250, o que é fichinha pra quem passar um tempinho no computador. Com o programa instalado, ele cadastra todas as músicas que você ouviu num banco de dados. A mágica está em correlacionar o seu gosto musical com o de outras pessoas. Supondo que você goste muito de ouvir as bandas Calypso e Rio Negro e Solimões, e uma pessoa pra lá de estranha gosta muito de ouvir Calypso e Rio Negro e Solimões, poxa vida, então vocês devem ter algo em comum, certo? Acontece que essa mesma pessoa gosta de ouvir Falcão — não o do Rappa, o Falcão mesmo, aquele da flor de girassol na lapela do paletó — e tã-dan!, ele vai te recomendar a música “I’m Not Dog No!”, do Falcão, que sua amiga, aquela pra lá de estranha, ama de paixão. Cool, huh?

Bom, mas isso tudo o AudioScrobbler — que é o sistema por trás de tudo — já fazia, não há nada de novo. Calma, tchê! O mais legal de tudo é baixar outro pequeno programinha, o last.fm player o qual deu origem ao nome do site. A sua última rádio! Abrindo este programinha e já tendo ouvido uma certa quantidade de músicas, você terá acesso a uma rádio personalizada e de acordo com seus gostos musicais. Citando o exemplo do site, “é como você ir a casa de um amigo e pedir para ouvir alguns de seus discos. Boa parte deles você provavelmente já conhece, mas outros tantos são novos e talvez despertem interesse.” Essa é a grande sacada de tudo.

A único porém é que pra usar qualquer uma das duas ferramentas você precisa de a) atestado de nerdeza e b) saber um mínimo de inglês. Ah, e pra usar o Reader você também precisa ter uma conta no Google o que, se você é usuário do (I)Orkut ou tem um e-mail @gmail.com, você já deve ter.

Quero voltar pra cama

Sabe quando você acorda e damn, o sol está rachando o couro mesmo na sombra e você já está suado antes mesmo de levantar da cama? Então corre pro chuveiro, na esperança de esquecer este fato pretendendo começar de novo e diabos, não tem água quente?

Tudo bem, então no café da manhã, o jornal aberto sobre a mesa e todas as notícias parecem ser do mês passado. Mas não, você conferiu e o jornal de hoje é de hoje, não de ontem, muito menos ontonte e todas aquelas 52 páginas não trazem nenhuma novidade a não ser anúncios das Casas Bahia?

Bom, aí você senta no canto da parede e chora. E de preferência faz um barco com o papel do jornal que tinha as notícias do mês passado e continua chorando, voltado pra quina da parede.

E quando você se dá conta, o dia passou e você não fez nada.

Daí dá vontade de voltar pro canto da parede e chorar mais um pouquinho.

Argh!, eu sou uma plasta.

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