Metas

Já faz um certo tempo que tinha me deparado com as 101 Coisas em 1001 dias da Patricia Müller, e também não sei como fui acabar parando lá. Também não sei como fui parar lá denovo, mas em todo caso dessa vez gostei da empreitada. O projeto foi iniciado em 2003 na Nova Zelândia por Micheal Green, em seu blog Triplux, e consiste basicamente em definir 101 objetivos concretos e quantitativos, ie. passíveis de avaliação, a serem concluídos em no máximo 1001 dias.

101em1001 EU PARTICIPO

O que você quer da vida? O que você não gosta em você? No seu trabalho? Nas suas atitudes? Na sua casa? Enfim… Aproximadamente 2,75 anos é um bocado de tempo para realizar profundas mudanças na vida. Talvez realizar antigos sonhos, enfrentar desafios, quebrar tabus.

Em um ano já é possível mudar muita coisa. Mas um intervalo maior permite planejar, direcionar o curso da vida. Investimentos a longo prazo, como a carreira, pagamento de dívidas, a compra de um novo carro, quem sabe, até uma viagem. Por que não?

Experiência pessoal, conselho de amigo. Uma das formas de não tomar sustos na vida e enfrentar um caminho mais seguro e feliz é se programar. Planejar gastos, arranjar tempo para um curso de línguas que será útil em três anos, participar de um projeto social. Não que sejam tarefas fáceis, mas sem dúvida alguma são muito mais simples quando planejadas com antecedência.

Tudo isso passou pela minha cabeça ao rever o projeto e então decidi compilar minha própria lista 101, aberta ao público. Apesar de ainda não tê-la pronta, resolvi compartilhá-la, até mesmo para receber sugestões. Tudo pode ser mudado. Um objetivo concluído pode ser alterado (ao invés de 1, agora eu quero 3), ou algo que se torne impossível (mas impossível mesmo) pode ser substituído. Ou então algo tolo por algo mais interessante. Enfim, fale comigo. A partir de hoje minha vida é interativa. Você decide.

Tá, não é bem por aí, mas enfim, eu sou um cara legal. Sou mesmo. Eu prometo que vou ouvir o que você tem a me dizer. É sério, pô!

Filosofia de banheiro

Não adianta. A única coisa que dá certo no Brasil é o futebol. Brabo é ter de aturar que “O melhor do Brasil é o Argentino”.

Façanhas de um herói esquecido

A história de um homem que nasceu na hora certa, mas no local errado. Um padre metido a físico que foi cair justamente no Brasil. E ainda por cima, amava a pátria.

A telegrafia sem fio é a precursora das telecomunicações sem-fio modernas. Antes dela, torres com enormes mecanismos móveis de madeira no topo cumpriam o papel da transmissão de mensagens, nas quais postavam-se homens a observar os sinais da torre mais próxima para copiá-los e retransmiti-los utilizando os mesmos códigos, e assim sucessivamente.

Mas ao contrário do que é visto nos livros de História, a primeira transmissão de telegrafia sem-fio (telegrafia wireless, uau!, que chique!) não ocorreu na Itália por Guglielmo Marconi, mas sim no Brasil, por um padre gaúcho. Pode parecer piada, mas a história é triste.

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O tempo e o vento

Tava fazendo um calorzinho danado. Desses que faz com que voltem aparecer os vendedores de sacolé na rua. Galão de água mineral subindo mais que o acumulado no ano da Bovespa. E as plantinhas, coitadas, morrendo.

Começaram a pedir pro tio Pedro um pouquinho de água. Só um pouquinho pro jardim não ficar feio. Só mais um pouquinho pro rio não desaparecer. Só um pouquinho pra poder tomar banho de chuva na poça d’água. Só um pouquinho pra não ter que mandar lavar o carro.

Se passaram. Eu bem avisei que o tio Pedro não gosta que metam o bedelho onde não foram chamado. Ele tem o jeitinho dele de controlar o regador divino e se enchem demais, ele parte pra grosseria. Tá no nome, é meu xará, conheço a fera. É 8 ou 80.

Chuva

A chuva varreu a cidade. Engoliu o carro, expulsou os ratinhos dos bueiros, levou o guarda-sol do vendedor de crepes e molhou toda roupa que estava no varal — puxa vida, logo a roupa do varal!

Tá bom, tá bom. Chega com as notícias do tempo. Daqui a pouco tão me chamando de Paulo Borges.

Ninguém me entende

– Sabe, eu tenho um metro-e-oitenta-e-cinco né?
– Aham…
– Então. Achei um porquê do “inho”…
– Ahn?
– Do Pedrinho! Sente… Sou alto, mas magro. Até demais. Bom, mas isso não vem ao caso. A minha teoria é a seguinte: magrinho, Pedrinho. Pedrinho, magrinho. Entendeu?
– Ah…

Minhas piadas não têm graça… :|

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