O grão solitário
13.12.05.
Era um feijão, desses grandes, branco. Só que não tinha tempero nem sabor. Os dentes davam conta de cerrá-lo a cada sorriso, a cada beijo, a cada nova garfada.
Fui tentar comer pizza, ainda com o feijão na boca. Mastiguei-o. Três vezes. E a cada mordida, eu sentia tanta dor que meus olhos chegaram a lacrimejar. O refrigerante de cola pouco colaborou, a cada gole mais uma dose homeopática de dor.
Uma afta do tamanho de um feijão. O que o estresse não faz por você…

Isso é poesia!
Isso é poesia crua!
Tá, viajei…
Comentário de Gustavo — 17.12.2005 às 00:07
Antes fosse.. Menos mal que o dentista recomendou uma pomadinha que fez efeito. Já tô até conseguindo tomar refri
Comentário de Piter — 17.12.2005 às 00:39