Kit de viagem
Experiência é algo que se adquire com o tempo. Pode ser adquirida por meio de vivências, leituras e relatos, sendo aos poucos anexada em nossa bagagem cultural. Confirmando o dito “é errando que se aprende”, de fato, já passei por poucas e boas para encher essa bagagem — a qual ainda está bem vazia, dá uma peninha dela…
Falando em bagagem, quanta complicação já passei por bagagem de mão. Sendo um equipamento essencial a qualquer viajante, seja a viagem de uma cidade a outra, seja um cruzeiro à África, é necessário estar provido de um kit de rápido acesso contendo tudo aquilo que se possa imaginar e que seja essencial estar junto de si. Elaborar essa lista de itens, no entando, é deveras delicado. Um esquecimento pode arruinar sua justificativa.
Para cada tipo de viagem há um tipo de bagagem de mão. O tipo e o número de objetos depende do clima que faz no lugar para onde se está indo, da duração da viagem, da disponibilidade de facilidades como lanches, entretenimento e da existência de barreiras físicas.
Itens que não podem faltar de maneira alguma para uma viagem, por menor que seja, são documentos e um pouco de dinheiro — o suficiente para poder fazer umas duas refeições completas e, se necessário, locar uma hospedagem. Imprevistos acontecem! Ainda mais quando se trata de uma viagem para um local desconhecido.
Se a viagem já é um pouco maior, sendo necessário levar uma mochila como bagagem de mão, é preciso pensar maior. É indispensável ter uma muda completa de roupa — pelo menos uma camiseta e “roupa de baixo” –, além de produtos de higiene pessoal, como escova e pasta de dente e desodorante. Por ser pequeno, nunca é demais levar consigo o carregador do celular.
A dica é a seguinte: imagine que você estava viajando e houve um problema com sua bagagem. Extravio, desvio de rota. A bagagem de mão perfeita é aquela com a qual você pode se virar enquanto espera pela solução desse problema.
Como aspirante a escoteiro, também recomendo levar um canivete suíço em um dos bolsos. Mas não adianta ser apenas o kit corta-unhas. É necessário que tenha, pelo menos, estilete, tesoura, abridor de latas e chave de fenda. Por via das dúvidas, eu carrego dois: um na mochila e outro na mala. Mas cuidado com os detectores de metal! Nem pense em levá-los consigo em um aeroporto. Certa vez, quando voltava da Alemanha, fui barrado na alfândega de Frankfurt pois a sacola de minha mãe possuía um objeto metálico em formato de pistola. Passado o susto, uma patrola de brinquedo feita de metal serviu de gargalhadas a nós e à segurança do aeroporto.
Viagem para a praia? Então é muito inteligente levar consigo chinelos de dedo — o que pode ser um pouco difícil, especialmente para pessoas com pés de numeração elevada. Outro item que entra para a bagagem essencial neste caso é um calção de banho — ou biquini, para as garotas.
Papel e caneta são sempre bem-vindos, em qualquer situação. Uma revista de palavras cruzadas ou uma Seleções — úteis por serem condensadas e de pequeno porte –, são excelentes companheiras em caso de viagens em ônibus ou avião.
E é claro. Não esqueça da garrafinha de água. As de 500 ml são um verdadeiro pau-pra-toda-obra. Não há viagem que não se tome pelo menos um gole, seja pela desidratação provocada pelo ar condicionado, seja pelo calor.
Preparar uma bagagem de mão não é tarefa difícil. O importante é pensar, com calma e antecedência, naquilo que se julga essencial ter consigo em caso de imprevisto. Estando bem preparado e equipado é garantia de aprendizagem com novas experiências e vivências, e não apenas por erros e sustos.
Ouvindo: Hans Zimmer & Lisa Gerrard – Elysium (2:41)
