Complexo estudo

Juro que tentei escrever um belo texto sobre o ano que está por vir, falando sobre metas, além de fazer um panorama do ano que passou. Entretanto, um pequeno problema de ordem técnica impediu-me de fazê-lo, problema este que é ilustrado no gráfico abaixo:

Considerando uma noite bem-dormida, minha atividade cerebral, isto é, minha capacidade de pensar e agir tem seu início por volta das 08h. Até lá, se devo fazer algo, como acordar, tomar café da manhã, me vestir, etc., tudo ocorre por instinto. Chegando por volta do meio-dia, a atividade sofre uma pequena recaída, a qual dura aproximadamente duas horas, tendo em vista a fome que acomete este corpinho nesse horário.

Passando das duas horas da tarde tendo feito sesta ou não, o raciocínio inicia uma tragetória que tende ao ápice, o qual não possui um horário bem definido embora ocorra por volta das 18 horas ou além. Com o silêncio da noite, os compromissos do dia já finalizado e a cabeça vazia de problemas, ocorre um melhor aproveitamento da atividade cerebral, sendo esse o período mais criativo e inspirado de meu dia.

Não importando o horário, lanches ao longo do dia fornecem maior capacidade para prosseguir e aumentam a capacidade de pensar, tendo em vista que tais procedimentos fazem com que sejam interrompidos os envios de alertas do tipo “barriga vazia”.

Por volta da uma hora da manhã, ocorre um fenômeno um tanto desagradável que é o abrupto desligamento das funções pensamentes deste ser vivo, o qual torna-se, mais uma vez, um animal irracional guiado por instintos. Simples equações matemáticas, como a soma de parcelas, tornam-se complicadas tarefas que exigem demasiado esforço de concentração, desgastando muita energia. Sendo assim, é necessário interromper toda e qualquer tarefa que um cachorro não seja capaz de fazer e aceitar tal condições resignando-se à cama para retomá-las no dia seguinte. Falando nisso…

Ouvindo: Dido - Don’t leave home (3:46)

Comentários »

  1. Oi, cara. Pior é quando, depois de um dia inteiro, no único momento que temos pra nós - somente pra nós - o cérebro não pensa, e não produzimos nada. Ah, eu não tinha notado que os cachorros gostam de ver o mundo inclinado (sobre algum post teu sei lá de quando). Também tenho um blog. Abraço.

    Comentário de Natã Henzel — 02.01.2005 às 15:04

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