Passou

Talvez esta seja uma das mais difíceis conclusões que cheguei: “eu não gosto mais de computador”. Não sei, talvez seja passageiro, ou então passou a fase de menino *nerdinho*, mas cansei dessa vida. Parei para pensar e vi que estava perdendo muito tempo em frente à esta tela, sentado nesta cadeira azul olhando para as paredes verdes fresquinhas.

Longos foram os dias nos quais passei horas à fio compenetrado em frente a esta máquina que uso para vos escrever, seja tentando resolver enigmas difíceis da Informática, seja dando asas à minha imaginação fazendo um desenho qualquer, seja gastando a ponta do dedo fuzilando terroristas e policiais em joguinhos — ou atropelando velhinhas inocentes –, seja arquivando meus pensamentos.

Já aprendi como se conversa com a máquina. Banquei o auto-didata aprendendo desde linguagens de alto nível, como Pascal, Basic, até linguagens mais elaboradas, como C, a qual é utilizada para construir até mesmo sistemas operacionais. Meus estudos foram longe, muito embora não reste praticamente nada em minha memória. A habilidade e o entusiamo se foram com o tempo.

Hoje, o único atrativo que ainda me resta nesse mundo é a primeira coisa que me seduziu: a escrita. É bom recordar os tempos em que eu me sentava em frente ao computador do meu pai e prestava-me a escrever histórias infantis, tomadas por palavras retiradas do fundo do poço. A escrita, algo que posso fazer até mesmo à mão, é a única coisa que me agrada aqui. Chega a ser até irônico.

Pode ser até mesmo que seja uma fase passageira, mas não parece, se bem me conheço. Uma vez decepcionado, o brilho nos olhos nunca mais é o mesmo, salvo raras exceções. Olho através do vidro, agora, e vejo uma bela tarde de domingo, pintada com um céu azul e uma leve brisa agitando as folhas que brilham à luz do sol. Vejo um pássaro voando e desejo também criar asas e sair voando por aí. Não me contento mais em ficar sozinho, quero me sentir vivo, quero estar feliz e ao lado de quem amo.

Bem que os cientistas tentaram, durante as últimas décadas, tornar a tecnologia a melhor companhia para se aproveitar o tempo da melhor forma. Fracassaram. Ainda não surgiu forma melhor de se passar o dia do que amando.

Comentários »

  1. puxa, esse texto ai chega a inspirar as pessoas. Eu também já fui meio viciado no computador, mas muito menos e por pouco tempo. Até que jogos e outras coisas se foram. As minhas horas de internet seguidas foram só empolgação, deixando apenas chat, música e textos, apesar de tudo isso ser melhor fora da tela mesmo. Isso aí, viva a vida!

    Comentário de kiko — 21.11.2004 às 20:17

  2. opa! Será q tb é a morte lenta do seu blog, mesmo gostando de escrever? oU NÃO…BUÁÁÁÁ

    ABRAÇÃO
    ACS

    Comentário de ACS — 22.11.2004 às 21:35

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