O que foi que você disse?
A verdade é uma só. Absoluta, única, imutável. Tão correta quanto 2+2=4. Nós, seres humanos, vivemos num constante dilema entre usá-la ou cair na tentação da mentira. Situações corriqueiras, banais, porém tentadoras a cair na tentação de mentir.
A adolescência é uma fase extremamente tentadora no tocante à mentira. Mente-se para justificar uma janela quebrada de uma bola de futebol, mente-se para esconder a ressaca após um belo porre na noite anterior, mente-se para esconder as notas baixas na escola, mente-se para conseguir um troco extra para comprar umas bugigangas, mente-se para não dizer que passou a tarde — ou noite — na casa da namorada, mente-se para pegar o carro emprestado, mente-se deveras!
Pior de tudo é que o sujeito que costuma mentir também costuma quebrar a cara. E quando isso ocorre, perde sua credibilidade, a confiança de seus amigos. Aquele que mente pode, na hora, se safar. Mas de que adianta fazer isso se logo mais ele irá danar-se?
Pode parecer besteira para alguns, mas creio que o fato de eu possuir tantas pessoas à minha volta que eu possa chamar de amigo está diretamente ligado ao fato de eu evitar ao máximo mentiras e procurar ser alguém transparente, verdadeiro. Por mais que possa parecer tentador, a mentira sempre acaba por adiar e aumentar o sofrimento que virá.
Ser honesto é difícil, pois nem sempre se é bem aceito. A verdade dói, mas é a pura verdade; mentir não passa de uma traição, um rompimento de um laço de confiança que antes fora estabelecido.
Ouvindo: Dave Matthews Band - Trouble (4:20)
