O que foi que você disse?

A verdade é uma só. Absoluta, única, imutável. Tão correta quanto 2+2=4. Nós, seres humanos, vivemos num constante dilema entre usá-la ou cair na tentação da mentira. Situações corriqueiras, banais, porém tentadoras a cair na tentação de mentir.

A adolescência é uma fase extremamente tentadora no tocante à mentira. Mente-se para justificar uma janela quebrada de uma bola de futebol, mente-se para esconder a ressaca após um belo porre na noite anterior, mente-se para esconder as notas baixas na escola, mente-se para conseguir um troco extra para comprar umas bugigangas, mente-se para não dizer que passou a tarde — ou noite — na casa da namorada, mente-se para pegar o carro emprestado, mente-se deveras!

Pior de tudo é que o sujeito que costuma mentir também costuma quebrar a cara. E quando isso ocorre, perde sua credibilidade, a confiança de seus amigos. Aquele que mente pode, na hora, se safar. Mas de que adianta fazer isso se logo mais ele irá danar-se?

Pode parecer besteira para alguns, mas creio que o fato de eu possuir tantas pessoas à minha volta que eu possa chamar de amigo está diretamente ligado ao fato de eu evitar ao máximo mentiras e procurar ser alguém transparente, verdadeiro. Por mais que possa parecer tentador, a mentira sempre acaba por adiar e aumentar o sofrimento que virá.

Ser honesto é difícil, pois nem sempre se é bem aceito. A verdade dói, mas é a pura verdade; mentir não passa de uma traição, um rompimento de um laço de confiança que antes fora estabelecido.

Ouvindo: Dave Matthews Band - Trouble (4:20)

O custo da gratidão

Segue, abaixo, mais um e-mail para integrar a série de forwarded’s.

Qual será o melhor método para se ensinar a virtude da gratidão aos filhos? Haverá uma fórmula especial que dê resultado garantido? Por vezes, o mais acertado provém de uma tomada de atitude, que determina um período de reflexão. Mais ou menos como aconteceu com aquele garoto aos seus 13 anos.

Ele e o pai costumavam passear juntos aos sábados. Nada espetacular. Simplesmente uma ida ao parque, ou à marina para olhar os barcos. Por vezes, uma visita em lojas de bugigangas, só para comprar aparelhos eletrônicos baratos, para desmontá-los ao chegar em casa e verificar seu sistema de funcionamento.

Algumas vezes havia uma parada na sorveteria. Randal nunca sabia se o pai iria ou não parar na sorveteria. Por isso, esperava ansioso, na volta para casa, que o pai enveredasse por aquela esquina decisiva. A esquina que significava animação e água na boca.

O pai do garoto, por vezes, tomava o caminho mais longo. Dizia que era para mudar um pouco o trajeto. Em verdade, parecia um jogo, onde ele ficava testando o autocontrole do filho. Quando chegava na esquina, ele oferecia:

– Quer um sorvete de casquinha?

O garoto pedia sorvete de chocolate, e o pai, de creme. Andavam devagar até o carro e ficavam saboreando o sorvete. Para o garoto, aquilo era o paraíso.

Certo dia, em que rumando para casa, passavam pela esquina, o pai perguntou:

– E aí, quer um sorvete de casquinha hoje?
– Boa pedida! Disse Randal.
– Também acho, concordou o pai. Não quer pagar hoje?

O sorvete custava então vinte centavos. A cabeça de Randal começou a girar. Ele podia pagar. Ganhava uma mesada semanal de vinte e cinco centavos, mais uns trocados por serviços eventuais.

Mas ele queria economizar. Economizar era importante. E, por se tratar do seu dinheiro, Randal achou que sorvete não era um bom investimento. E aí ele disse as palavras mais feias que podiater dito naquele momento:

– Bom, nesse caso, acho que vou desistir.

A resposta do pai foi lacônica. Concordou e começou a andar em direção ao carro estacionado. Assim que fizeram a curva a caminho de casa, o garoto percebeu o quanto estava errado.

Como ele pudera ser tão mesquinho? Seu pai já perdera a conta de quantos sorvetes lhe pagara e ele nunca comprara nenhum para ele. Como ele pudera perder aquela oportunidade rara de dar alguma coisa àquele pai tão generoso?

Pediu ao pai que voltasse. Em vão. Randal ficou se sentindo péssimo por seu egoísmo, sua ingratidão. Foram para casa.

Aquela semana foi terrível, longa, angustiante. O pai não agiu como se estivesse desapontado ou desiludido. Contudo, o garoto pensava e pensava.

No final de semana seguinte, quando fizeram o novo passeio, ele fez questão de conduzir o pai até à sorveteria e lhe oferecer, sorrindo:

– E aí, quer um sorvete de casquinha hoje? Eu pago!

Naqueles dias, Randal aprendeu que a generosidade tem mão dupla, que a gratidão algumas vezes custa um pouco mais do que um simples “obrigado”. No seu caso específico, lhe custou vinte centavos. E lhe valeu uma lição para a vida.

Gato ou gado?

Seis horas da tarde. Olhar para a parada de ônibus e contemplar o da sua linha partindo numa bela e caliente tarde de sol leva a uma conclusão: há um bom tempo de espera pela frente.

Possesso de um espírito de alegria, ao invés de amaldiçoar o relógio decidi aproveitar a espera fazendo algo diferente. E foi então que aquele perfume seduziu minhas narinas e guiou-me até ela… A barraquinha de churrasquinho!

– Amigo! Quanto custa o churrasquinho?
– É um pila. Tem de coração, de porco e de ga…o
– Hmm.. Me vê, então, um de gado.
– É pra já, chefia. Com farinha?
– Ô! Mas é claro!

Nossa. Que espetáculo. Recordo-me do sabor até agora. Tenho a impressão de estar com aquele palitinho debaixo das narinas, exalando aquele cherinho maravilhoso até agora.

Perdoem-me os mais frescos — eu já fui um, um dia. Mas não existe melhor cheiro de churrasco que o dessas barraquinhas. E garanto que é pra lá de saboroso.

E não tardou para que o ônibus chegasse.

Ouvindo: U2 - Sweetest thing (3:02)

Você é mala?

1. Almoço em grupo. Mesa retangular. Um de seus colegas, o Fulano, se senta numa das pontas da mesa. A primeira coisa que você diz é: “O Fulano vai pagar a conta”.
Você é um MALA .

2. Início da madrugada. 1h16 a.m. Alguém lhe diz: “cara, amanhã vou acordar às 7h”. Você se apressa em dizer:” Amanhã não. Hoje”.
Você é um MALA .

3. Seu colega chegou mais tarde no trabalho e resolveu almoçar em casa. Quando ele chega ao local de trabalho, você o convida para almoçar e ele lhe esclarece que já almoçou. É quando você, ágil como um sapo apanhando uma mosca, solta a frase: “então você já veio comido?”.
Seu babacão… MALA!

4. Ou pior, o seu amigo chega atrasado no serviço e diz sorrindo: “Bom dia” e você responde: “Boa tarde!!!”.
Você é um MALA .

5. Quando as pessoas estão cantando parabéns, você tenta embolar a cantoria, gritando os versos do início da música, enquanto todos já estão no meio da canção.
Bingo!!! Você é um MALA .

6. Você fica rindo quando um homem diz que tem 24 anos, aludindo ao número do veado no jogo do bicho.
Você é um MALA .

7. Você faz alguma piada quando alguém diz que é do signo de virgem.
Vai ser MALA assim na casa da mãe Joana!

8. Você diz para um amigo: “se esconda” quando passa o carro da polícia.
Você é um MALA .

9. Quando uma mulher diz que está “de saco cheio”, você diz que isso não é possível porque ela não tem saco.
Precisa dizer de novo ? Seu MALA!

10. Se a anfitriã anuncia: “Temos pavê de sobremesa” e você pergunta: “é pra vê ou pra comer?”
Meu Deus, como você é MALA!!!

Se você tiver medo de mandar este texto para seu amigo, aquele que se enquadra num montão destas possíveis situações, não só ele, mas você também é um MALA!!!

E-mails e afins

Confesso que recebo muitos e-mails todos os dias. E leio, todos, sem exceção. Respondo, quando posso, mas não deixo de dedicar um pouco do meu tempo a eles. Muitos, no entanto, parecem repassar tudo que é tipo de porcaria a mim sem ao menos lerem o que estão enviando. É uma pena, pois eu olho e, se não presta, jogo no lixo e, caso contrário, separo e deixo arquivado.

Aproveitando uma já grande coletânea dessas mensagens divertidas, estou criando uma nova seção nesse site que reunirá alguns dos melhores e-mails já repassados até mim (Forwarded). Pretendo, com isso, publicar a cada semana um novo e-mail selecionado e, se possível, comentado.

Tenho dito.

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