Tempus fugit

Estamos já em setembro, faltando pouco menos de um terço de ano pela frente. Tempus fugit. Hoje é aniversário do meu grande colega Thiago, bem como meu outro colega Duan. Ultimamente tudo vem acontecendo de forma tão rápida que eu nem mesmo tenho tido tempo para refletir sobre alguns aspectos básicos de minha vida — mas afinal, eu já fiz isso?

Seja como for, observei que tenho deixado de lado meu famoso bloquinho, o que implicou conseqüências drásticas no quesito “organização pessoal”. Aliado ao sono, o esquecimento de tarefas é algo tremendamente maravilhoso e funcional: geralmente só acabo me lembrando dos afazeres para o dia seguinte na hora do banho, isso é, quando o dia está oficialmente acabado. Aí é tarde.

Ainda bem que todos têm sido muito bonzinhos e generosos comigo — e eu sou profudamente grato por isso! Mas ultimamente os filmes nunca pareceram-me tão atraentes como estão hoje: semana passada comecei a olher novamente a triologia de O Senhor dos Anéis, a qual está completa em sua caixinha especial para colecionadores, ao lado da TV. Três horas de filme não é para qualquer um. Creio que agora entendo de onde vêm as minhas dores na nuca!

Outros filmes que não escaparam de meu olho — nada de lançamentos — foram: O Patriota, Onze Homens e Um Segredo, e O Colecionador de Ossos — sempre é bom rever os grandes clássicos. Esse último aliás, foi o primeiro filme que eu vi em DVD na minha vida, na casa do meu vizinho — antes mesmo até que The Matrix! Aliás, ao invés de ter assistido ao filme nesta tarde, eu deveria ter feito uma pequena sesta, já que tentei estudar ontem à noite, e depois iniciar meu trabalho de literatura datado para a semana passada.

Como os filmes são bons amigos! Que estou fazendo aqui que não no concentrado no meu trabalho?! Bloquinho, onde está você?!

Muito mais que o nome

Tava lendo esses dias no [RAC](http://www.racnroll.com.br) um post a respeito de como as pessoas estão utilizando seus nicknames no MSN. Uma das constações dele é que, cada vez mais, utiliza-se o apelido para expressar o estado físico e emocional do vivente.

Não considero a observação como uma repressão de forma alguma. Até porque eu utilizo esse recurso com certa freqüência: doente, dor de cabeça, feliz, é amanhã!, enfim…

Veja você, por exemplo, maníaco da Internet que deve possuir algo em torno de 100, 150 amigos listados em seu MSN. Considerando que uns 50 deles estão online, haveria tempo necessário para saber como estão todos eles? Não, certamente não. E é aí que entra a facilidade desse artifício. Basta dar uma olhadinha de relance por sua lista para saber como estão todos: doentes, felizes, tristes.

Algo que me deixa um tanto encomodado, no entanto, são aqueles que colocam letras de música ou poemas em seus nicks. Poxa, daí acho que já é extrapolar. A pessoa vem falar contigo e somente após tomar um susto, ler e cantar a música é que descobre, através de seu e-mail, quem é o vivente…

Ouvindo: Coldplay – Don’t Panic (2:17)

Mudança de casa

Coisa incrível isso! Parece que a companhia de transportes Balsemão parece estar sempre, sempre na ativa… Eis que o Blog sofre mais uma modificação estrutural: troquei o engine mais uma vez, saindo do MovableType que nos serviu por exatamente um ano e passando agora a utilizar o WordPress, uma solução mais “a minha cara”.

Tá e daí? O que muda? Se você nem entendeu o que está se passado, é, meu jovem, não muda infelizmente nada. A única coisa a mais que a casa oferece agora é a possiblidade de cadastrar usuários e deixá-los que usem o blog também — sim, isto inclui publicação de fotos e artigos. A quem eu darei estes poderes é uma decisão que não foi amplamente pensada e discutida. É apenas uma possibilidade, não uma promessa.

Seja bem-vindo, WordPress!

Ouvindo: Dream Theater – Honor Thy Father (10:14)

Roupagem

O que você faz primeiro? Se veste ou toma café? Diz a matemática que a ordem dos fatores não altera o produto, mas a experiência de vida mostrou-me que não é bem assim.

Hoje, após minha temporada como um enfermo debilitado, tive pela primeira vez uma tranqüila, aconchegante e relaxada noite de sono. Uma maravilha, com direito a sonhos dos mais variados tipos; coisa de louco. No bem bom, descansando, acordo de súbito — através de um chamado no próprio sonho — e tenho observar o relógio do som. Abro os olhos e escuto sabiás cantando. Aguçando os ouvidos percebo que o quarto está mais claro, sinal que o sol já havia tirado seu pijama. Eis que finalmente, após ter esfregado os olhos pela décima vez, focalizo a hora:

07:35 AM

Socorro! Estou com febre, tenho de estar com febre, tá quente. Coloco o termômetro na suvaqueira — perdão da palavra, axilas está melhor? –, espero aquele tempinho de atendimento em call center e confiro:

36.5°C

O número não podia estar mais redondinho. Homeostase perfeita; corpo pronto pra mais uma. Pulo da cama, olho pro relógio mais uma vez e percebo que em 30 minutos teria de estar no colégio. Comigo, em casa, só estava minha mãe. Ninguém percebeu o atraso, porém, pois pensaram que eu continuava mais pra lá do que pra cá…

Me vesti, lavei a cara e fui correndo pro colégio, à contra-gosto da mamãe. Não, mais um dia entocado, nem pensar. Por precaução, duas doses de Tylenol foram estrategicamente colocadas no bolso da mochila.

Chego no colégio e aquela contagiante recepção, todos perguntando o quão perto estive da morte, quantas injeções tomei, se eu havia mesmo chegado aos 43,5°C de febre, enfim, essas perguntas ordinárias que todos fazem quando encontram alguém que esteve doente. Meu rosto já dizia tudo. Eu estava 100% quase bom.

Tá e daí. Qual é a moral do primeiro parágrafo? Ah sim. Não tem nada a ver com o que acabou de sair desta mente fraca e perturbada não. Mas tem a ver com acordar de manhã cedo, vestir-se e tomar café.

Como dissera, a vida me ensinou que devo me vestir após tomar café. Motivo? SImples: não foi uma, nem duas, nem três as vezes em que, após chegar todo arrumadinho para desfrutar do vigoroso café da manhã — um copo de Nescau™ e um pedaço de pão — e uma gota do dito líquido era responsável por uma catástrofe. Que ser patético.

Falando em trocar de roupa, temos um novo look pro site. Não, ele não foi invadido nem pichado por “h4ck3rs” (nossa, como é emocionante escrever assim). Senti apenas que, após um ano ver esta mesma tela vestindo a mesma roupa no mesmo lugar estava deveras saturado. Nada que com um momento de ócio criativo não fosse capaz de se solucionar. Aí está!

Ouvindo: Titãs – Marvin (4:24)

Vulnerabilidade

Andei pensando nesses últimos dias o quão frágeis nós somos. Existem problemas que são fáceis de contornar ou resolver, mas no campo da saúde essa afirmativa não é verdadeira.

Desde sábado venho lutando contra uma dor de cabeça irritante e chata. Até que deu para viver durante dois dias à base de Tylenol, mas na segunda-feira eu já não agüentava mais. O dia passou, veio a terça e minha situação foi piorando cada vez mais. Pra completar, veio a febre.

À beira de um colapso, ao fim do quarto dia de muitas dores e calores, finalmente me convenci que estava na hora de consultar uma opinião médica. Eis que receitam a clássica Amoxicilina, 30 comprimidos, 10 dias regrados, sem álcool nem muita diversão. Que coisa.

Uma porcaria de uma sinusite. Ela aparece sempre por essas bandas, meados de setembro, próximo da data na qual faço anos para me derrubar completamente. Eita coisinha do inferno!

Esse diabo, me deixa com um sono desgraçado, mas eu não aguento mais dormir. Já sinto dores na coluna de tanto estar em repousou. Aliás, dores é o que não falta: dor nas “cadeira”, na nuca, na cabeça, ihhh.. Fora a sensação de ter virado uma gelatina, executando todas as tarefas em slow-motion. Termômetro nem mais é necessário. Já aprendi a perceber meus momentos de febre — que vão até quase 39°C.

Aí está. Uma desgraça dessas a atordoar minha vida e cá estou, impotente, isolado, trancafiado em meu quarto feito um vagabundo. Derrotado.

PS: Pois perdoem-me por esse desabafo depressivo e desesperado. Acontece que não bastasse a fraqueza física e mental causada por essa situação, fico, assim, impossibilitado de ver meu anjo encantado. Acreditem, senhoras e senhores, isso é pior do que tontear de dor ao levantar da cama.

Ouvindo: Engenheiros do Hawaii – Outono em Porto Alegre (2:38)

« Posts recentesPosts antigos »