Uma luz de esperança
Pois quem diria que acordar num dia predisposto a mudar as coisas não traria efeitos benéficos à vida de uma pessoa. Pois hoje acordei disposto a reclamar de tudo e de todos que se algum médico não fosse capaz de prover uma solução pra minha alimentação, então que eu fosse internado em um hospital.
Aí está. Após uma briga básica aqui em casa, discussão, seleção de nomes, eis que aparece mais um médico na jogada. Esse sim, mais renomado, mais aparelhado, mais chique e blá-blá-blá, aparentemente entendido do assunto. Ok, conseguimos encaixar uma hora, afinal, aquela questão de amigos de infância sempre ajuda. Ainda mais quando se trata de saúde.
Eis que chego ao consultório, minha mãe explana a situação, já que o infeliz aqui nem mesmo falar conseguia, apenas acenava com a cabeça e cuspia em seu copinho plástico, e, ao fim do discurso: “Pode suspender tudo que tu tá tomando. Pára tudo. Vem cá”. Me colocou na caderinha, laterninha, abre a boca, diz aaaahh, aquela inspeção básica e rotineira. “Controlou a febre? Como é que tá? Ah.. Controlando com Novalgina? Não.. Suspende também, isso abaixa as defesas. Tylenol.”
Viva! Mais uma vez, voltei com mais R$ 150,00 em despesas fármacas, sem falar em mais um exame de sangue (tô parecendo um drogado com esses braços roxos). Eis que percebo que havia perdido entre 4 a 5 quilos de uma semana para outra, confirmando que a minha barriga havia “encolhido” de fato. Certo.
Felizmente, dessa vez sinto confiança. A medicação atual parece estar fazendo efeito, especialmente o anti-inflamatório, que eu nem precisei implorar por um já que ele receitara prontamente. Essas coisas são salva-vidas, nunca subestimem o poder deles.
Como percebi, transparência é a melhor solução para evitar aflição. Portanto quero deixar-vos informados a respeito do meu estado para que não fiquem preocupados demais. Aos poucos estou voltando a ter uma vida normal. Hoje, por exemplo, consegui dar umas 5 culheradas numa sopa de feijão. Já é uma avanço para quem só comia remédios há dois dias.
E agradeço aos comentários, mensagens, e-mails e outros contatos que vocês têm feito. É nessas horas que se percebe quem são seus verdadeiros amigos. É bom, muito bom poder contar com todos vocês. Já estou melhorando: basta ver que acabei de dormir umas três horas, assim, direto. Para quem não pregava o olho há também, dois dias, isso é um feito notabilíssimo.
Para finalizar, vou tirar sarro da cara de vocês. Já que não podem brincar de O mundo de Beakman, eu posso!

Ouvindo: Coldplay – A Rush of Blood to the Head (5:51)