O show do Nenhum
Alertado por minhas colegas que o show de abertura da São Leopoldo Fest seria da banda de rock gaúcho Nenhum de Nós — a qual eu inegavelmente adoro –, confirmei presença sem mesmo consultar minha agenda antes. “EU VOU!” Já havia perdido muitas oportunidades de vê-los ao vivo e isso não aconteceria outra vez.
Pois bem. Após cultivar minha plantação de pepinos, tudo estava pronto para chegar cinco horas antes do show e reservar os melhores lugares de pé na frente do palco. Compramos nossos preciosos ingressos à R$ 4,00, e dirigimo-nos à entrada do evento. Ali estavam diversos homens da brigada revistando todos os que passavam com detectores de metais — tudo em prol da paz, é claro. Fiquei por último e tive a ilustre surpresa do aparelho apitar ao passar pelo meu bolso.
Piiii!!!
– Que tu tens aí no bolso?, indagou o homem de farda.
– Putz! Que será? Deixa eu ver aqui…
(…)
– Aqui está, são minhas chaves!
– E o que é isso aí na tua mão?
– Hmm.. É minha lanterna ó! (acendi a lanterninha de bolso na frente do homem e mostrei que de lá não poderia sair nenhum tiro de escopeta).
– Ok, passa, passa!
Feliz por não ter sido algemado, chutado para dentro de um camburão e espancado até a morte para confessar os crimes que não cometi, volto ao mundo real, ainda meio confuso com a situação, e vejo minhas amigas rindo da minha cara descaradamente ao observar a cena.
Tudo bem! Passado o susto, resolvemos caminhar pelo lugar, conhecendo o que havia de bom para comer, comprar, enfim, afinal, não havia muita gente. Em uma determinada loja ficamos babando por doces, decejando comer de tudo um pouco, até que observamos um maravilhoso, grande, saboroso e doce quindim com cobertura de chocolate com… um enorme fio de cabelo! “Pelo menos é possível comê-lo sem melecar as mãos”, disse minha colega Glau. Claro! Supimpa!
Passada meia hora já não havia mais o que fazer. Procuramos uma mesa e sentamo-nos para bater um papo. Explicamos para o primo da Glau o que era um quentão, que nada mais é que vinho quente, e esperamos, esperamos, esperamos. Esperamos, meus caros, esperamos!
Duas horas antes de o show começar, fomos para a platéia esperar pelo espetáculo. Assistimos aos técnicos afinarem os instrumentos, equalizarem o som, testarem a iluminação, …, havia muito por ser feito. Por volta das sete e meia, quando já havia uma maior concentração de pessoas, presenciamos um espetáculo de fogos de artifício, o que, suponho eu, anunciou a abertura oficial do evento, com um pronunciamento do Governador do Estado. Eis, então, que, tomados por um espírito regionalista, aqueles amigos que lá estavam aguardando pacientemente levaram sua mão ao peito e puxaram um coro do… Hino do Rio Grande! Nossa! E ninguém além de nós para presenciar aquele fato.
As horas foram passando, a expectativa aumentando e as pernas doendo. Com o aperto das pessoas, o calor humano felizmente prevaleceu sobre o frio de poucos graus. Mais alguns gritos aqui, um empurra-empurra ali, palmas acolá, e nada do show começar. As pernas já começavam a doer demais.
Restando trinta minutos para o início do show, as pernas já não doíam mais. Não doíam pois toda e qualquer sensibilidade por parte delas já esgotara-se havia tempo. A multidão começou a ficar agitada, empurra mais um pouquinho, e começa a alegar que, pagando R$ 4,00 para assistir a um show, tem o direito de assiti-lo na hora prevista, sem atrasos. Resistindo bravamente no meu lugar nas primeiras fileiras frente ao palco, coordenei o protexto a favor de melhores condições já que havíamos gastado R$ 4,00.
Às 20h45min, eis que começam a entrar no palco os integrantes da banda, um a um, e o povo grita em uníssono, fazendo a estrura vibrar, aclamando os músicos. Dali em diante, sem falar em alguns empurrões aqui e ali, o espetáculo foi sensacional.
Para alguém como eu, que é fã da banda, o show não poderia ter sido melhor. Tocaram quase todas as músicas presentes no DVD — deixando talvez duas ou três de fora — e mais algumas novas ou em homenagem a, por exemplo, Cassia Eller. A presença de palco foi inigualável. E assim foi minha primeira vez num show de Nenhum de Nós. A empolgação da banda aliada à recíproca da platéia fez com que aquele show fosse inesquecível.
Ouvindo: Lenny Kravitz - Where are we runnin’ ? (2:38)

Puts! Por que eu não apostei…
Comentário de Tina — 10.07.2004 às 13:54
O show realmente tava muito bom, mas o mais engraçado era quando a Tina falava qualquer besteira e as gurias da frente gritavam aquilo repetidamente, hehe.
Comentário de MonikitA — 10.07.2004 às 19:35
eh… devo ter perdido essa… pra ficar no computador ateh tarde arrumando o site das safadas, brincando no orkut e gerenciando emails..
mas td bem… jah vi.. =P
e podia ter ido no chimarruts… o pai ateh liberou o carro!!! ve se pode… mas tava mt frio… =/ e ainda tah… aiii.. que saco.. e essa sinosite q nao me larga… =//
tah… mas td bem, neh..
hueeheeue
bjs
Comentário de Lu — 11.07.2004 às 16:11
É, realmente, a tarde começou muito bem mesmo quando tu teve que provar que a tua lanterninha era mesmo uma lanterna. E deu um baita embrulho no “estrombo” quando vi aquele fio de cabelo.. hahahaha!
Bom, apesar de tudo o show foi realmente maravilhoso! Gritei tanto e pulei mais ainda.. desculpa pelas pisadas no pé e pelas rabadas na cara.. hehehe!
Valeu pela companhia guri!
Comentário de Glau — 11.07.2004 às 22:24
aé, q tu tava lá???? Imaginei mesmo que tivesse, mas não tinha certeza…
Eu cheguei eram umas 19h…dei umas voltas…vi o show lááááááá atrás com muito espaço (hehehe) e depois fui lá dar um oie pros cara (eu tava com uma amiga deles…hehehe).
bom que gostou do show…
Comentário de Amadnda — 19.07.2004 às 18:57
que analfabeta, não sei nem escrever meu próprio nome…hehehe
Comentário de Amanda — 19.07.2004 às 18:58