Eine fest, uma vez

São Leopoldo é o chamado “berço da colonização alemã” no Rio Grande do Sul, pois foi aqui nesta cidadezinha, que os primeiros imigrantes desembarcaram às margens do sinuoso Rio do Sinos a 25 de julho de 1824. Como toda terra tem suas próprias festividades, comemora-se o acontecimento neste mês de julho, numa festa promovida pela prefeitura, a São Leopoldo Fest.

A festa organiza-se nas proximidades do Ginásio Municipal, onde são montadas algumas barraquinhas que vendem guloseimas típicas, bem como coisas mais realistas como pizzas e cachorro-quente. Aliás, minipizza era o que mais tinha na festa. Dez em cada dez barraquinhas tinha uma micro-pizzaria.

Aproveita-se também para expor algumas pessoas ao ridículo, caracterizando-nas com trajes típicos da época. Isso me faz lembrar o baile de aniversário da minha escola. No fim, porém, tudo é festa e bonito. E não posso negar que tudo estava muito bem organizado, mesmo que em período pré-eleitoral, embora os camarins estivessem sendo pintados minutos antes do palco ser ocupado.

Fazendo uma ponte com a história, até pode-se dizer que tudo isso não passa de uma política do “pão e circo”, adotada pelos romanos quando seu império encontrava-se em declínio. Muito plebeus, saindo do exército com a diminuição das guerras, concentravam-se nas cidades e tornavam-se predispostos a revoltas. O governo então, oferecia comida e espetáculos para agadar o povo. Assim substituímos as manchetes dos jornais de “Cidade com maior índice de homicídios por habitante” para “Show lota SL Fest”. Viva São Leopoldo!

Ouvindo: Joan Osbourne – One of us (5:21)

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