Alles Blau

Tchê barbaridade! Isso aqui até parece uma cena do livro Quincas Borba, do Machado de Assis, na qual os amigos do protagonista, Rubião, freqüentavam sua casa mesmo sem ele estar presente, não deixando de almoçar e jantar lá. Pois isto aqui não está muito diferente não… Pobre blog, largado às moscas.

É incrível como conseguimos criar afeto a coisas materiais. Existe uma relação muito forte de cumplicidade entre este site e seu dono, pois quando eu mais precisei, ele, assim como poucos amigos, me socorreram de um poço profundo. E agora que eu estou legalzão, deixo o pobre infeliz de lado. Não, isso não é certo.

Resumindo as atividades incomuns feitas nesta semana em um parágrafo, posso dizer que o meu mensageiro finalmente foi substituído por um novo pombo-correio digital — genial o brinquedinho, à excessão que não tenho como comunicar-me com os meus amigos VIVOs. Na terça-feira fui a uma palestra no IV Salão do Intercâmbio, na qual estavam presentes palestrantes que tiveram esta oportunidade e relataram suas experiências, que foi muito interessante. Quarta participei de uma olimpíada de Matemática no colégio, embora não tenha obtido o resultado esperado.

São Pedro mandou notícias, além de ter cumprido meu pedido. Aproveitando-se do meu vínculo direto com o homem lá de cima, veio gente de todo mundo pedindo favores e mais favores. Até mesmo a presidência do GEPRS fez um pedido informal para que não chova nos dois dias de competições em homenagem ao aniversário do colégio. Sinto muito ter de lembrar-lhes o antigo mote “amigos, amigos; negocios à parte”… Nada de misturar as coisas!

Ai ai… Com a cabeça nas nuvens não adianta tentar escrever algo aqui. Voltaremos!

Ouvindo: Creed – Higher

Mães!

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Apesar de não ter a capacidade de produzir uma homenagem tão bela às que o Zaffari Bourbon produz — essas sim, são belas homenagens –, fica aqui uma pequena homenagem a todas as mães deste mundo. Ah… Um dia entenderemos nossos pais e compreenderemos por que nos amam tanto.

Ouvindo: Linkin Park – Points of Authority

Mistérios

Todo mundo já deve ter passado pela experiência de ter de guardar um segredo a sete chaves. Desses que nem mesmo a sua consciência, o travesseiro, deve saber. Ninguém, nem mesmo o padre ou seu melhor amigo. É um desafio ignorar o fato de ter uma notícia quente, “bombástica”, que pára como uma pulga em sua orelha implorando para escapar de sua mente e espalhar-se pela multidão.

As possibilidades vão desde ações e experiências suas a segredos de estado dos amigos. Até mesmo uma simples confissão de um mortal aflito pode deixá-lo eriçado, sentindo-se feliz por ele ter-lhe depositado sua confiança em busca de um consolo. E é apenas esse reconhecimento que mantém a idéia de publicar no jornal longe de sua cabeça.

Talvez o mais engraçado de tudo é viver sem dar satisfações a ninguém — até porque, cada um é responsável por aquilo que faz e também pelo que deixa de fazer. Imagine estar trabalhando num grande projeto secreto e ver tudo sendo arquitetado, dando certo, exatamente como seu autor planejara e não poder partilhar desta alegria com ninguém?

Indo mais além, o que lhe garante que tudo está dando certo mesmo? Qual a garantia de que tudo está acontecendo de fato? Não seria tudo parte de um sonho, uma ilusão criada por um desejo obcecado, entocando nas masmorras de sua mente? Ninguém para conversar, ninguém para te afirmar se aquilo que vives é real ou pura imaginação. Sozinho no nada — Strange deja vu.

Sabemos como isso tudo acaba. É como uma novela; Matam um personagem importante e continuam desenvolvendo a trama até o último capítulo, quando todos conhecem o tão inesperado assassino. Fica a pergunta: quem matou Lineu Vasconcelos?

???

Ouvindo: Nenhum de Nós – Camila

Pedido a São Pedro

São Pedro, meu xará. Não sou de rezar, não tenho religião, sou agnóstico e talvez por esse motivo eu não tenha direito de perturbar teus ouvidos. Mas como esgotaram-se as opções que eu tinha para reclamar do tempo, restou-me somente pedir a ti.

Particularmente durante este ano tenho vivido praticamente como um aluno interno da escola, passando quase 10 horas diárias na instiuição de ensino; e a sola do meu tênis já está gasta de tanto percorrer a freeway escola-casa, casa-escola. Resta-me somente a precisosa tarde de sexta-feira para poder ir ao centro cuidar da minha plantação de pepinos.

Mas o tocante a ti não se trata da escola nem muito menos à sola do meu tênis. É o tempo. Poxa, passamos longos meses sem ver uma gota d’água, ou chuvas de 2, 3 horas no máximo. Profetizava-se o fim dos tempos. Cogitou-se até mesmo o racionamento de água, que afetou-me indiretamente. Todos matutavam onde estarias tu, ocorrendo boatos que tivesses encontrado Afrodite e desde então esquecera-se da Terra. Quanto à veracidade destas informações nada tenho a dizer. Posso afirmar, entretanto, que o que quer que tenha feito aí no céu, acabou provocando um ciúme desgraçado em sua amiga Catarina, que atravessou nossas vastas terras levando consigo carros, telhados e sapatos.

Então veio um período de chuva intensa. O céu escureceu e deixou de mostrar sua intensa cor celeste. Os profetas de plantão profetizaram mais uma vez o fim do mundo, embora na data prevista para o apocalipse, dia 04/04/04, nada tenha ocorrido.

Certo, mas o que vem ocorrendo é que a chuva veio, e veio pra ficar. Não pára mais! De jeito algum! O que aconteceu, senhor? Emperrou o botão de liga-desliga? Seja o que for, seria de grande ajuda se fosse possível reduzir o índice pluviométrico. Pelo menos na sexta!

Pedrão, imagina um rapaz como eu, que fica confinado numa sala de aula na maior parte do dia. Tem coisa mais chata que olhar pra janela e ver um monte de pingos suicidas indo de encontro ao chão? SIM, TEM! Ter de acordar, com frio, debaixo dos cobertores quentinhos, aconchegantes, ainda morto de sono, ao som da chuva caindo. Tenha dó de mim!

Agora, senhor Pedro, que conheces um pouco da minha vida e minha desavença com a chuva — nada pessoal com o senhor, que fique bem claro; o tenho com o maior respeito e estima possíveis –, bem que o senhor poderia elaborar um “plano de chuvas”. Por exemplo, que tal chover das 22h até às 06h, todos os dias? É a melhor canção de ninar que existe. Durante o dia pode até chover mais um pouco, desde que durante a tarde o sol venha e ocupe o melhor lugar disponível no céu, dando cor ao meu dia.

Pedro. São Pedro. Santo Pedro. Entenda meu drama. Já estou gripado e não quero pegar pneumonia. Portanto dê uma chance a este pobre mortal que já pecou mas que arrepende-se de seu passado negro. Dê um voto de confiança a quem tem somente as mais boas intenções deste mundo horrendo. Livrai-me desta maldita gripe que consome minhas energias e deixe-me deste grande momento que estou vivendo em minha vida!

Um grande abraço, e menos chuva!

PS: O que aconteceu com Afrodite? Pode contar, prometo guardar segredo.

Ouvindo: Clint Mansell (Requiem for a Dream OST) – Summer overture

Compensação

A alegria de uns é a infelicidade dos outros. Pois na vida tudo tem uma compensação e, de tanto ouvir velho dito, estamos carecas de saber. Um problema que me assola e que me prejudica seriamente é a memória fraca; tenho uma dificuldade imensa em lembrar o que fiz no dia de ontem, ou como estava vestido alguém que há pouco vi. Do que estou falando mesmo? Ah, sim…

Toda vez que eu ia na oficina do meu avô (Pedro, assim como meu pai, Pedro, e eu, Pedro), eu sempre ficava observando uma pilha de memorandos onde estava inscrito: “Não confie na memória… Escreva!” — achava aquilo o máximo.

De fato, com certa organização, mesmo o mais mentecapto de todos, ou um acéfalo, como minha amiga Ana gosta de dizer, consegue sobreviver sem um pingo de memória. É só anotar tudo, assim como naquele filme Amnésia, onde o personagem principal tatuava alguns fatos para desvendar o assassinato de sua esposa. E um dos eventos que revolucionou minha vida foi o Post-It, da revolucionária 3M.

Esses papeizinhos amarelos são o que no inglês se chama life savers. Anoto meus compromissos e os colo na tela do computador, coloco marcações nos livros quando há observações importantes, anoto pensamentos, fragmentos de músicas, enfim, são excelentes expansões de memória.

Hoje mesmo descobri outro método que irá sem dúvida auxiliar muito na minha vida, embora não seja pioneiro, muito antes pelo contrário. Muitos têm o costume de anotar recados nas mãos, como “DRD Coldplay” — ops, DVD –, e eu, tendo uma mão que, diga-se de passagem, é um “pouco” avantajada, tenho uma ampla superfície para armazenar toda minha agenda.

Aí está! A alegria de uns é a infelicidade de outros. Apesar de ter memória fraca, recebi a dádiva de mãos grandes. Pasmem! Vejam só como é bela vida!

Ouvindo: U2 – Stay

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