Comida requentada
Batatas-fritas murchas, “graxentas”, ao contrário das McBatatasFelizes, não são nem um pouco agradáveis. Comida requentada em geral não presta. Mas há uma rara excessão.
Lasanha requentada é o nome da perdição, do pecado, da gula! Lasanha feita na hora é boa sim. O queijo em fusão, escorrendo enquanto o pedaço é levado à boca, derretido. A repetição, porém, quando sobra algum pedaço para contar o resumo da festa, requentada no microondas — forno dá muito trabalho — tem o dobro do sabor da original.
Ao cortar, o pedaço não se desmancha. Permanece fixo, estático, durinho, aguentando friamente o corte da malvada e afiada faca que estraçalha a porção sem dó nem piedade. Seu cúmplice, o garfo, perfura o valente quadradinho que agüenta toda essa humilhação pacientemente, até chegar à última milha: a boca do malfeitor. Lá, os sabores e os aromas reunem-se numa combinação explêndida de prazer e saciedade. O queijo, já um tanto borrachudo, parece que dança entre os dentes quando é mastigado. Uma verdadeira festa de arromba ocorre entre a língua e o céu da boca.
Ó-quei… Chega! Três parágrafos falando de uma lasanha… Algo está errado…
Ouvindo: Barão Vermelho – Amor meu grande amor

”Lendo: Werther, Johann Wolfgang von Goethe”
Oh, Werther é realmente muito bom.
Desvirtuei completamente o assunto do post e tudo, mas eu não me importo, e creio que você também não. Só termine de ler Werther. =)
Ahm, a propósito, você ja leu ”O apanhador no campo de centeio”, não?
Comentário de Ms. Pretzels — 19.05.2004 às 23:32