Isso é que é baile!
Tradicional e anualmente, minha escola promove um jantar-baile para comemorar seu aniversário. Apesar de nunca ter ido a nenhum desses bailes, nem muito menos meus pais, decidi que este ano eu iria comemorar o 68º aniversário da escola.
Não tive a menor dúvida ao escolhar meu terno para vestir; afinal, era um evento importante, estava frio e o traje sempre cai bem. Após toda minha família ter rido da minha cara ao dizer que iria no baile, tomei banho, me arrumei, deixei meus pais felizes ao verem seu filhinho usando terno, gravata e sapato, e pedi uma carona pra minha irmã.
Chegando na Sociedade Ginástica, fui recepcionado por professores, alunos e funcionários da escola. Já havia muita gente, embora eu tenha sido bastante pontual. Encontrei a mesa que nossa turma havia reservado e, para minha surpresa, somente eu estava representando a ala masculina da turma. Que pena… Tive de ficar rodeado de mulheres lindas, muito bem vestidas, maquiadas e penteadas — tarefa árdua essa! Mas não foi por muito tempo, logo chegaram reforços.
A cada minuto via alguém diferente. Olha o meu ex-professor ali! Olha lá, aquele cara fez inglês comigo. Olá, como vai o senhor, tudo bom? Mas que elegância, hein?, nossa, era uma rasgação de seda jamais vista. O jantar foi anunciado e logo formou-se uma fila quilométrica no buffet. Buffer, aliás, chamado Pedrinho — vê se pode! Acabei ficando de responsável pela comanda da mesa, e ao saber meu nome, o garçom disse que conhecia minha família. Qualquer coisa ele poderia ir até em casa pra cobrar as despesas — não, não sou de calote.
Após todos estarem estufados — e muito bem estufados –, de barriga cheia de tanto comer, o diretor da escola fez um pronunciamento, pediu que se levantassem os professores, ex-alunos, alunos, funcionários, pais, todos ovacionados… Palmas, muitas palmas! Aplausos! De súbito chega minha colega dizendo: “Prepara a câmera! Prepara, vamo logo! Tu vai ver a cena mais ridícula da tua vida”.
Pois não é que dou uma olhadela em direção ao banheiro femino e digo: “Não, não estou vendo alguém caracterizado de alemão! Não, não estou!” Boatos começam a correr, uma grande suspeita é formada. Entrementes, a atração da noite, a banda Callendula inicia sua perfomance, com um tenor cantando “O solle mio!!!!”. Hahaha. Não é que depois abre-se a cortina e entra o vice-diretor e sua esposa, acompanhado de outros professores, todos caracterizados de Fritz und Frida, bermudinha no meio da coxa, presa à altura do umbigo, de chapéu e suspensório. Nossa! E gritavam: “Venham, juntem-se à dança! É fácil!”
Casais começaram a levantar e uniram-se à roda que se formava na pista. Opa! Que festa, que alegria, que cena mais cômica! Eu não agüentava de tanto rir, cheguei a ficar caliente. Concluída esta roda, a banda prosseguiu tocando de tudo um pouco: forró, bolero, mambo, rock, enfim, de tudo.
O tronco aqui obviamente não iria dançar, poupando-se da vergonha. Mas ao ser convidado, não poderia negar o convite. Pensou duas, três, quatro, setenta vezes e acabou dizendo “dane-se, eu vou me divertir um pouco!”. Fui à pista e sei lá o que fiz. Dizem que eu dancei, mas até agora não sei bem o que aconteceu. Eu sei que eu ri, mas ri muito!
Todas as idades, todas as raças, todos dançando ao som de uma mesma música. Cada um dançando do jeito que sabe, apenas por diversão. Uma alegria contagiando todos, embalada pelo ritmo da festa. Mangas arregaçadas, gravata afroxada, o calor era intenso, mas a música não permitia que os pés parassem. E água, muita água.
Houve também um sorteio de brindes, no qual nem eu, nem meus amigos ganharam coisa alguma. Mas valeu pela expectativa. Após o sorteio, a banda voltou com toda corda, embora muitos já sentiam-se cansados. Não teve jeito, mesmo cansados e doloridos, levantaram-se e juntaram-se à pista mais uma vez. Que festa!
Foi uma noite excelente e eu só tenho a agradecer àqueles que aconselharam este anti-social a desentocar-se e arrastar um pouco o seu pé. Poxa, dançar por quase 4 horas cansa, mas mesmo assim ao fim da noite a energia ainda estava 100% disponível.
Ao fim da festa, apesar de poucos ainda estarem no salão, a banda começou a tocar ritmos um tanto, uhm, “brega” demais, isto é, queriam que o pessoal, descontente com a música saísse — é a única explicação que consigo encontrar. Mas mesmo assim resistimos bravamente e até pedimos bis! Ganhamos uma canja de duas músicas, muito bem interepretadas. Até as bolas de futebol que faziam parte da decoração foram parar no meio da pista… Imagine, você dançando e umas vinte bolas voando no teto e caindo na cabeça de alguém… Foi divertido, até os copos começarem a quebrar…
Faltou pouco para virar uma noite de glória. Mas foi bom o suficiente para se tornar inesquecível. Que preparem a pista! Ano que vem tem mais!
Ouvindo: Kiss – Do you love me?

BAH!!!!! Que baile, hein??? Tava muito bom mesmo… e é verdade, tu dançou mesmo, se revelou o “maior pé de valsa” hahahaha!! Ano que vem tem mais, hein?? Todo mundo lá pra matar a saudade…
Até mais guri…
Comentário de Glau — 16.05.2004 às 22:15
Foi legal mesmo! Eu, que só ia dar uma passadinha, pois tinha que acordar às 6h30min, acabei dançando um monte e ficando uma hora a mais do que deveria. Espero te ver no próximo baile!
Outra coisa: parabéns pelo teu belo texto!!
Jutta
Comentário de Jutta — 16.05.2004 às 22:28
eh… acho que eu perdi dnovo… =( mas tinha outro balie pra ir… te garanto q nao valeu tanto, mas dançei tbm e dpois fui direto prum luau… hehehe ateh deu pra curtir a sexta! =P
mas eu perdi essa dancinha, bah… pena! hehe
amanha tem gincana! =) êêêê!!
bijaaumm
Comentário de Lu — 17.05.2004 às 00:19