Lendo, comendo e bebendo
Belo fim de semana. Aproveitei a tarde de sexta-feira para, além de ir ao centro, tirar um tempo pra mim. Deitei, ouvi música, li um livro e conversei com alguns amigos. Conversas que, apesar de virtuais, foram tão boas e me deixaram tão feliz que permaneci neste estado de paz comigo mesmo pelos outros dois dias do fim de semana. Seria tão bom estar feliz assim pra sempre…
Apesar de sexta-feira eu ter uma festa pra ir à noite, tinha a perfeita concepção que se eu não tirasse uma soneca eu não conseguiria nem ficar de pé. Pois deito debaixo dos meus cobertores, só para dormir aquela meia horinha e acordo com minha mãe chamando pra jantar; a meia hora transformara-se em duas horas. Jantei, e percebi que meu corpo não estava plenamente recuperado, precisando de um tratamento intensivo de sono.
Tomei um banho, não adiantou e larguei de mão a festa. De nada adianta ir indisposto a uma festa, ou ir sem expectativas. Até porque eu sabia que o que eu procurava não estaria lá. Melhor resguardar as energias para o futuro; afinal, quem poupa tem.
Concluí a leitura d’Os sofrimentos do jovem Werther, do alemão Johann Wolfgang von Goethe, o romance conhecido como marco do período literário conhecido como Romantismo e que influenciou gerações inteiras. Diz-se até que após a publicação deste livro, muitas pessoas, identificando-se com a história de Werther, suicidavam-se ao concluí-la, ou então vestiam-se usando colete amarelo e fraque azul.
Sendo verdadeira a lenda ou não, o fato é que a obra é riquíssima em valores morais e conduzida de tal forma que torna-se muito fácil identificar-se com a vida do personagem principal, contraindo o sofrimento deste por sua amada Charlotte. Talvez pelo efeito boas-conversas-do-fim-de-semana, apesar de ter me identificado com a obra — sempre há uma margem de exclusão, é claro –, não irei me suicidar, portanto não tenham medo.
Sábado veio para brilhar. À noite fui à convite do mesmo, jantar na casa do Marcos, mais conhecido como Kiko, junto com outros amigos. O cardápio prometido era uma massa, se não me engano Carbonatta, mas não afirmarei com certeza. A única certeza que eu tenho é que tudo foi esplêndido! Ao chegar à porta da casa, o aroma do molho era convidativo, dizendo “aqui você irá comer bem”. E, de fato, “estufei a pança”, como gosto de dizer. Minha nossa, que sabor!
Depois do maravilhoso jantar, jogamos cartas, um jogo que eu nunca havia visto e, creio que fora inventado pelos anfitriões. Não há necessidade de citar seu nome, pois só quem joga entende — do contrário seria muito constrangedor.
Claro, uma reunião de amigos não está completa sem uma sessão de filmes. E o escolhido da noite foi “π” (pi, a letra grega que na Matemática corresponde à constante da razão do comprimento de uma circunferência pelo seu diâmetro), dirigido por Darren Aronofsky, o mesmo diretor de Requiem para um sonho que trata da obcessão de um gênio matemático por encontrar padrões em tudo na natureza e, em especial, na bolsa de valores.
Finalmente, sexta-feira choveu tudo o que deveria chover. Choveu forte e intensamente, varrendo muita coisa que havia sido deixada para trás. As nuvems que antes pairavam no céu, agora se foram. Não é estranho? Ou é apenas mera coincidência?
Ouvindo: Dream Theater – A mind beside itself II – Voices live (9:44)

Realmente, o nome do jogo é bastante constrangedor
heheh
Comentário de Christian — 02.05.2004 às 21:05
carbonara…
Comentário de Amanda — 03.05.2004 às 19:08
Amanda: Sim, de Carbonatta a massa não tem nada; descobri isso com minha mãe minutos após publicar o post — tanto a grafia quanto a intenção estavam incorretas. Se o Marcos passar por aqui, que explique como foi feita a massa. Pra mim é demasiado complicado isso tudo!
Comentário de Balse — 03.05.2004 às 19:56
só pra falar q os dois estão errados
não é a carbonatta nem carbonara nem nada
é uma chamada Giuseppe Verde
Carbonara é um molho branco feita com bacon
aquela tinha carne dentro
ehheh
Comentário de Christian — 03.05.2004 às 20:57