Prólogo

Feliz páscoa a todos! Como foi o coelhinho da páscoa pra vocês? Pra mim ele não trouxe nada, ou trouxe? Ah, não sei mais de nada neste mundo. Mas não importata o que aconteça, comam chocolate mas não em excesso. Se possível, mantenham-se longe dele. Ou melhor, matenham-se afastados da necessidade de tê-los..

Pois é. Viajei, e não foi pra Rússia, mas foi a melhor e uma das mais curtas viagens que já fiz a Santa Catarina. Nossa… Que viagem! Quantas histórias para contar, quantos episódios divertidos, novos, constrangedores, felizes; foi um espetáculo!

Mas não, nem tudo virá de mão beijada não. Não… Assim não haveria de ter graça. Vamos brincar de conta gotas, pingando algumas gotas desta magnífica viagem pouco a pouco, até para agitar este blog, que anda tão pobre, inativo, às moscas, quase morto. É… devagar, sem sede ao pote, afinal, um ano tem aproximadamente 365 dias, então por que apressar a coisa.

Tome seu tempo, beba um café, ou uma Coca-Cola bem gelada, dê uma caminhada na calçada, leve seu cachorro consigo — ele vai gostar, eu prometo — e refresque sua cabeça. Sim, aspire novos ares. Mas calma, não vamos adiantar nada. Por enquanto, vamos deixar a supresa no ar.

Eita, é difícil conter a emoção. Mas, por hora, saibam que este carinha aqui mudou. Pelo menos temporariamente, mas ele voltou da ilha mudado, sim. Fazia um ano que eu não visitava aquele lugar pitoresco, e a necessidade de certificar-me de algumas coisas foi saciada. Tudo se encaixa perfeitamente agora. Ah, que coisa boa…

Ouvindo: Rage Against the Machine – Killing in the Name (5:14)

Passarela

Passear pelo centro da cidade é algo que eu sempre detestei. Quando eu era pequeno, o motivo era a impaciência; eu simplesmente não entendia como minha mãe e minha irmã conseguiam ficar vidradas numa loja testando 10 pares de sapato e não ficarem contentes com pelo menos um. Para mim tudo parecia tão chato.

Com a adolescência, veio o período do “espicho”. Sim, nesta época um guri de 1,50m salta para 1,80m num piscar de olhos. Quando vê se transformou numa taquara ambulante; só percebe quando começa a bater a cabeça nas portas e começa a notar que é mais seguro abaixá-la ao atravessar portas.

Com o “espicho” as pernas aumentam significativamente de tamanho, obviamente. E, com isto, o passo torna-se mais ligeiro. Nossa! Daí Começam a vir as reclamações por parte da mãe: “escuta aqui, ô guri, vê se diminui este seu passo porque ninguém tá com pressa não! Eu já tô cansada”. Até que você abre os olhos e já não precisa mais da carona da mãe pra ir ao centro; pode muito bem pegar um ônibus — ou ir à pé –, e fazer o que deseja.

VIVA! Liberdade conquistada! É… Em termos. A partir daí, fica claro que o limite de velocidade não depende só da mãe biológica, mas da mãe natureza. Tudo conspira para que todos andem no mesmo ritmo que, diga-se de passagem, é demasiado lento. Perna direita, perna esquerda, perna direita, vum, vum, vum — PÁRA! Uma senhora na sua frente, caminhando carregada de sacolas e pingando de suor. Recuperando o fôlego… “Vamos lá, desvia, foi…” Vum, vum, vum — PÁRA! Desta vez é um casal, um casal de pombos, lindos pombos, oh!, curtindo a vida, a vida bela, o amor, o grande amor! Desvia, respira, vai, vum, vum, vum — UGH! “Ô magrão! Olha por onde eu ando! — Mais uma tentativa, diabos!, por que essas mesinhas de bar bem na calçada? — Blegh, que fedor de fritura! Ok, agora nada me impedirá…”

O ritmo é retomado, finalmente, desta vez com confiança. Enrijece os músculos, cerra os punhos, faz cara de mau e segue em frente, fingindo que nada lhe impedirá durante o caminho. “Mas minha nossa! Que morena mais linda na minha frente! Não… O caminho é teu, todo teu, passe, passe — Uhh, que cheiro bom…” Mais uma tentativa. Perna direita, perna esquerda, perna direita, vum, vum, vum, … Ops? Para onde estou indo mesmo com tanta pressa?

É… Sempre tem algo que limita a velocidade, não adianta querer apertar o passo; o mundo anda numa velocidade e a não ser que haja um tiroteiro, nessa velocidade ele continuará funcionando. É uma delicia observar isto quando você está atrasado para a aula, subindo as escadas, e existe um pelotão de lesmas vagando na sua frente. Ou quem sabe um comboio de ciganas perambulando pela rua e você não suportando o calor, cansado, com o sapato apertado e com dor de cabeça? O que se deve fazer nessa hora? É, meu filho. É contar até mil e esquecer que isso tudo está acontecendo com você.

Adios muchachos e muchachas! Amanhã pego o meu vôo! Só volto… Bem, sei lá quando…

Ouvindo: Metallica – Sweet Amber

04.04.04 – Três gols, três filmes

Engraçado que neste ano não ouvi nenhuma bobagem do tipo “o mundo vai acabar” prevista para o dia de hoje. Exceto que meu time perdeu por dois gols a um hoje, e que hoje é dia de lua cheia, nada de anormal aconteceu. Aliás, este fim de semana foi pra lá de vagabundo, ao contrário do anterior.

Sábado acordei cedo e assisti ao treino de Fórmula 1 e depois fui à oficina de Cine, Áudio & TV. Após almoçar, finalmente tive a oportunidade de iniciar a sessão de cinema prevista para o fim de semana. Começamos com Réquiem para um Sonho [imdb], um ótimo filme dirigido por Darren Aronofsky, repleto de inovações. Só o fato de um filme ter uma trilha sonora composta especialmente a ele já é um grande mérito para mim. O trama gira em torno de Sara Goldfarb (Ellen Burstyn), cujo maior sonho era aparecer na televisão, e seu filho Harry (Jared Leto), viciado em drogas. Além de levantar questões interessantes de se pensar a respeito da televisão, o filme retrata surpreendentemente a realidade de jovens drogados, mas que, no entanto, demonstram muitas vezes não querer levar a vida que levam, sonhando com um futuro melhor, que acaba não se concretizando devido ao inimigo terrível que são as drogas.

O segundo da lista foi o recente Alguém tem que ceder [imdb], tão requisitado pelos meus pais. A expectativa era tão grande que minha mãe comprou até os deliciosos pães-de-queijo Forno de Minas, que infelizmente não acabaram sendo feitos devido ao atraso do jantar. Mas este filme, apesar de bem água com açúcar, é muito divertido, especialmente quando se reconhece certos hábitos de alguns personagens na própria família. Basicamente, é a história de um velho mulherengo, personagem interpretado por Jack Nicholson, que tinha a fama de namorar apenas com garotinhas, dispensando-as logo em seguida. Tudo muda, entretando, quando conhece Erica (Amanda Peet, linda atriz) e sua mãe, uma escritora de peças teatrais interpretada por Diane Keaton.

O último da lista, mas não o pior, foi Memento (não sei o título em português), um filme que conta a história de um homem que, após sofrer uma agressão ao tentar deter um homem que estava estuprando sua mulher, fica com “short term memory loss” (não sei a tradução em português). O mais interessante é que o filme se dá de trás pra frente, algo que achei extremamente genial. Após assistir a um pedaço do filme, um elemento o leva a uma lembrança anterior, que novamente desencadeia outra lembrança, até que se possa entender o crime. Recomendado.

Ouvindo: A fria brisa agitando as verdes folhas ao luar (que poético).

Viagem!

Estava eu um bom tempo sem escrever aqui. Mas como hoje aconteceram fenômenos extraordinários, senti a necessidade de partilhá-los com alguém.

Nesse meio tempo em que estive meio ausente, andei ocupado com os preparativos para a minha viagem, que deve ocorrer semana que vem. Está quase tudo certo, só falta comprar algumas últimas coisas que estão faltando.

Sinto uma enorme pena em deixar minha terra querida, mas oportunidades como esta que estou tendo em minhas mãos não podem ser desperdiçadas. Na madrugada do dia 17 deste mês, estarei pegando minha conexão rumo a Muscou. Sim, Rússia que me espere!

Estou indo com o intuito de aprender um terceiro idioma, o russo — língua essa que penso ser um enorme diferencial num curriculum vitae. Sempre tive um enorme fascínio pela Rússia, sua cultura, seu povo, sua história, e creio que nesta oportunidade realizarei esse sonho — sem contar no enorme frio que terei de enfrentar!

O intercâmbio vem em boa hora. Não estou nem um pouco preocupado com o vestibular, e tudo o que eu quero agora é dar um tempo pros estudos e viajar. Um ano vivendo na Rússia será uma ótima oportunidade para refletir, aspirar novos ares.

Outro ponto que não me fez pensar duas vezes antes de aceitar a viagem é a possibilidade ficar fora de casa — sou uma pessoa que odeia ficar em casa. Por isso que saio todos os fins de semana e procuro o agito. O silêncio é tão monótono!

Enfim, pelo menos com a viagem o blog ficará mais ativo, já que este será um meio de comunicação com o pessoal aqui do Brasil. Só resta saber como utilizarei a Internet lá, mas eu dou um jeito. Rússia, me aguarde!

Ops!

Ouvindo: Dream Theater – In the name of god [14:14]

PS: Feliz dia dos bobos!

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