Já foi
Ok, a palavra escrita é imutável. O que foi falado não volta mais. Já se foi.
Se puderes apenas ignorar aquilo que foi dito anteriormente, eu agradeço.
Ouvindo: Coldplay – Yellow (acoustic)
Ok, a palavra escrita é imutável. O que foi falado não volta mais. Já se foi.
Se puderes apenas ignorar aquilo que foi dito anteriormente, eu agradeço.
Ouvindo: Coldplay – Yellow (acoustic)
Minhas mãos estão tremendo. Minha musculatura que já estava toda dolorida das poucas horas de sono e contraída de tanta tensão relacionada a trabalhos e tarefas está esmagada num ponto único do meu corpo, exercendo uma enorme pressão sobre o meu coração.
Se minha pressão já era alta, agora estou tendo uma taquicardia. Eu já passei por tudo isso. Eu já passei por tudo isso.
Não cometa o mesmo erro duas vezes. Te peço, encarecidamente, que Não cometa o mesmo erro duas vezes. O mesmo erro! O mesmo erro! Nãaaaaaaoo!!! Não faça isso! Por favor! Não faça!
Se eu morrer esta noite, a não ser que caia um piano sobre a minha testa, será por um ataque do coração.
Ouvindo: tudo ao meu redor.
Dessa vez levaram carcaça do som; apenas a carcaça. A frente estava com ela. E para isso arrombaram a porta. Poxa, o carro não tinha nem seis meses! Só digo uma coisa: sinto pena da minha irmã.
Ouvindo: U2 – With or without you
“Diz-se que algo tão pequeno quanto o bater de asas de uma borboleta tem o potencial um furacão pelo mundo afora” (Teoria do Caos)
Quais seriam as conseqüências na sua vida se você fosse capaz de mudar o curso da história para proteger aqueles que você ama? Este é o drama de Evan Treborn (Ashton Kutcher), um menino problemático que possuía a mesma doença de seu pai: perda de memória, ou “apagões”, no filme A Teoria do Caos [imdb].
Como uma forma de manter sua vida organizada, seu médico lhe recomenda que mantenha um diário de suas atividades. Entretanto, ao ler as passagens que se referiam aos apagões, de alguma forma Evan conseguia voltar ao passado e, assim, desfazer os erros de sua vida.
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas“, já dizia Antoine Saint-Exupière em seu clássico O Pequeno Príncipe. Por mais que a gente não acredite, somos responsáveis não só por nossas vidas, mas também temos enorme importância na vida de nossos amigos e desconhecidos.
Brincar de Deus, entretanto, mostrou-se trágico pois na medida que ele tentava reverter aquilo que acontecera no passado, novos problemas surgiam com outras pessoas. Tudo está ligado.
Quem nunca viveu o drama do “se eu tivesse?”. E se eu tivesse chegado antes? E se eu tivesse criado coragem e feito o que eu queria fazer? E se eu tivesse parado de beber antes? E se eu tivesse dito aquilo que eu queria dizer? São coisas que, aparentemente, dependem única e exclusivamente de nós, mas no entanto suas conseqüências impliquem reflexos em todo um grupo de pessoas.
Pessoas tristes deixam outras pessoas tristes. Mas felicidade também contagia.
Ouvindo: Audioslave – Like a Stone
Havia um menino deitado tarde da noite com o rosto voltado ao céu. Olhar fixo, não focando objeto algum. Apenas perdido entre as estrelas.
Uma leve brisa batia, fazendo o cabelo esvoaçar. Estava quente, ar seco, mas o frio tomava conta do seu corpo. Questionamentos vinham a sua cabeça. Incertezas, medos, dúvidas, valores. Nada mais parecia certo ou concreto. Tudo dúbio, volátil, líquido.
“A verdade talvez lhe machuque”.
O garoto continuou pensando nisso enquanto mais pensamentos vinham a sua cabeça. Memórias de um passado estranho, pouco conhecido. Lembranças de dias felizes e coloridos.
O jogo é tão simples e no entanto tão difícil de entender. Parando pra pensar, foi tão lógico e fácil chegar aonde quis. Mas é do óbvio que ele afasta-se. O óbvio é que lhe traz medo. Estaria ele disposto a apostar uma enorme fortuna em um prêmio tão caro mas improvável de ser conquistado?
O céu não lhe trouxe respostas; a lua nem apareceu.
Ouvindo: Dream Theater – Beyond this life