Dia de azar?

Sexta-feira 13 é considerado por muitos um dia de azar. Também chamado de Paraskavedekatriaphobia, a fobia pelo número treze não tem uma origem precisa, sendo, talvez pelo fato de o décimo terceiro homem a compor a última ceia de Jesus Cristo ser Judas, o traidor. Na Itália, entretanto, o dia 13 é considerado um dia de sorte. Nos Estados Unidos muitos prédios não possuem andares ou salas com o número treze, mas 12a ou algo do tipo. E muitos insistem que não passou de mera coincidência o acidente da Apollo 13.

Sendo um cético de carteirinha, acabo até me esquecendo de tais datas, mas há quem acredite. Ontem mesmo eu estava combinando um joguinho de futebol com um amigo e surgiu o tópico:

– Aí, tá sabendo do futibas?
– Não, não tô sabendo de nada não…
– É que acho que vamos jogar um futibas na EST na sexta.
– Amanhã?
– Não, na próxima.
– Ah, beleza então. Por que amanhã tenho um compromisso…
– É, amanhã não dá, porque amanhã é sexta-feira 13.
– HAHAHAHHAHAHAHA :D

Não consegui conter a rizada, mas, de qualquer jeito, se a pessoa é supersticiosa, ótimo! Mas me reservo no direito de dizer que não sou. Entretanto, um recente estudo estatístico apontou que, de fato, a sexta-feira treze é um dia de azar, pelo menos nos negócios.

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Mestre dos detalhes

Um filme tenso que prende sua atenção até o fim, rico em detalhes. Este é O Mestre dos Mares: O lado mais distante do mundo [imdb], filme fortemente baseado no décimo volume de coleção de 20 romances escritos por Patrick O’Brian, sobre as aventuras marítmas de Jack Aubrey e Stephen Maturin, obras que serão publicadas aqui no Brasil em breve.

Peter Weir, o mesmo diretor de A Sociedade dos Poetas Mortos, caprichou nos detalhes do filme, esbanjando nos efeitos especiais para criar cenas muito próximas à realidade, sem falar na riqueza da linguagem náutica e na bela customização dos personagens.

Russell Crowe, por sua vez, demonstrou novamente sua qualidade como ator, já comprovada em Gladiador e Uma Mente Brilhante, interpretando o papel de Jack Aubrey, capitão do navio inglês HMS Surprise.

Durante o período do auge de Napoleão Bonaparte, Jack fica encarregado de interceptar um poderoso corsário francês chamado Acheron, mais rápido e bem equipado que seu navio. A perseguição sem fim do navio francês se dá na costa da América do Sul, incluindo, é claro, o Brasil.

Stephen Maturin, interpretado com louvor por Paul Bettany, tem grande importância na trama, sendo um grande amigo e confidente de seu capitão, bem como o médico oficial do navio. Muitas vezes, porém, Stephen questiona até que ponto a caça ao navio francês pode ser considerado um dever ou se tudo não passa da ambição de Jack. Ele também desemepenha um papel análogo ao de Charles Darwin (conhecido por sua teoria da evolução humana), pois, assim como Darwin, Stephen estava uma expedição britânica, tinha grande interesse pela classificação das espécies e coletou diversas delas nas ilhas de Galápagos.

Entretanto, para que espera algo mais do que ação e o submundo dos navios de guerra deve procurar outro filme, pois em Mestre dos Mares não há uma trama amorosa (a não ser pequenas menções a esposas e amantes) e as poucas mulheres que aparecem no filme são vistas apenas de relance. Fórmula que, por sinal, foi do meu agrado, evitando aquela quebra da condução da narrativa observada em Pearl Harbor.

O filme arrematou 10 indicações ao Oscar, incluindo o de melhor filme. E tudo indica que haverá uma continuação do filme, que acaba com uma dúvida pairando no ar. Vale a pena conferir.

Ouvindo: Rage Against the Machine – Killing in the name (5:14)

Curumim

Dia 23 de janeiro fui ao médico pela manhã para fazer a última revisão da minha mão, que havia sido mastigada por um cachorro dias antes. O médico verificou a mão, retirou o ponto e me liberou. Finalmente eu estava livre para poder ir à praia!

Após arrumar as malas e conferir a checklist umas cinco vezes, abastecemos o carro e partimos rumo ao descanço e ao mar. No caminho, na Freeway, avistamos de longe um ponto de fumaça, que logo mais descobrimos que era uma Kombi enfrentando sérios problemas.

Felizmente a casa da praia estava relativamente limpa e não tivemos muito trabalho em colocá-la em ordem. Já no começo da tarde minha irmã partiu de volta a São Leopoldo e eu fui cortar a grama, que mais parecia um mato. Após o trabalho duro, nada melhor que um banho de mar como recompensa! E olha que eu já contava os dias para que isso ocorresse. Peguei minha prancha e, mesmo com a mão ainda cheia de arranhões, me atirei no mar gelado com tudo!

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O Retorno de Balse

Estou de volta, gente, mas as baterias ainda precisam ser recarregadas até que este blog e seu dono voltem a funcionar. Qualquer viagem, por menor que seja, me deixa atordoado.

Muita coisa aconteceu na praia, mas nada de extraordinário. Muitas fotos e alguns vídeos foram suficientes para lotar meu cartão de memória, sendo que algumas delas serão adicionadas ao site, após uma revisão.

Bom, mas um resumo das férias fica para uma próxima. Há muitos temas que surgiram durante minha reclusão, bem como pequenas histórias curiosas que serão relatadas mais adiante. Por hora, saibam que Balse está de volta!

PS: As inovações no site estão por vir e não foram esquecidas. E se você me enviou um e-mail do dia 22 de janeiro pra cá, por favor, seja paciente. Estou fazendo o possível e o impossível para conciliar cansaço e dedicação para responder todos os recados deixados em minha caixa postal.

Ouvindo: Dream Theater – A Change of Seasons live (24:33)

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