Cuidado com seu e-mail

Aviso: Não confie nos e-mails que você recebe, mesmo que o remetente seja conhecido. É muito fácil falsificar e-mails e você pode acabar se dando mau ao confiar cegamente em tudo aquilo que recebe. Tome mais cuidado ainda com arquivos anexados! Vejamos por quê…

Sexta-feira, dia 19 de fevereiro, às 13h10min recebi um e-mail que supostamente era de uma amiga minha, que há mais de mês não trocávamos e-mails. O estranho, entretanto, foi o conteúdo do e-mail:

From: minha@amiga.com
To: netman@terra.com.br
Subject: stolen
read it immediately!

Bom, como ela é uma das poucas pessoas com quem troco e-mails em inglês, não dei muita atenção ao conteúdo da mensagem. Havia também um arquivo anexado em formato .zip. Tudo bem, vai que fosse um documento importante. Descompactei e vi que dentro do arquivo havia um executável. Não tive dúvida em amaldiçoar a pobre menina. Pensei: “Putz, se ela sabe que eu uso Linux, por que ela me enviaria um arquivo executável do Windows…”. Não, não. Pensei cá comigo: aí tem coisa…

Copiei o arquivo para o computador da minha irmã, que roda Windows, e baixei também a atulização do anti-vírus. Não deu outra, foi só tocar no arquivo para o anti-vírus reclamar que havia detectado um vírus e que o arquivo foi removido. Legal. Olhei o e-mail com mais calma e, de fato, ele fora forjado. O primeiro pensamento foi: “Tá bom. Tão querendo me sacanear. Enviaram um vírus pro meu computador propositalmente só pra sacanear, utilizando um remetente conhecido.”

Rastreei a mensagem e comecei a coletar informações do infeliz que enviou o e-mail, rastreando sua origem e descartando diversos nomes. A coisa passou pro lado pessoal. Comecei, então, a procurar mais informações sobre o tipo de vírus, o quê ele fazia e qual a intenção de alguém enviá-lo para mim. E aí que tudo se inverteu.

Foi interessante ter descoberto o vírus antes mesmo que ele fosse alertado pelos fabricantes de anti-vírus. Foi em questão de 30 minutos que a página da sarc.com publicou seu boletim desde que eu entrei pela primeira vez.

O vírus chama-se W32.Netsky.B@mm, ou seja, uma variante do W32.Netsky.A. O original, propagava-se com e-mails fixos. Já a variante, mais inteligente, vasculha todos os seus e-mails e documentos em busca endereços de e-mail para então enviar com o campo de remetente forjado. Ou seja, ele se “auto-envia” utilizando um endereço e-mail aleatório, encontrado em qualquer um dos endereços.

O apelo então está dado. Quase caio numa gelada e, graças a um pequeno lapso de racionalidade, evitei que eu também me transformasse em vítima. Então, mantenha seu anti-vírus atualizado. Mas, antes de tudo, tome muito cuidado com os e-mails que você recebe e desconfie até de sua sombra. E evite arquivos com ícones de documento de Word, executáveis, ou que tenham qualquer sinal suspeito.

Para saber mais:

Ouvindo: Dream Theater - Stream of Consciousness (11:16)

Tem como ficar triste?

Ah! Que maravilha! Não tem como ficar triste mesmo. Noite passada terminei de ler o livro Tipo Assim, de Kledir Ramil. Foi o livro de crônicas mais engraçado que eu já li em toda minha vida. E melhor: retrata o cotidiano de alguém aqui do sul e suas aventuras em outros estados e países. O único problema é que de vez em quando eu acabava acordando o pessoal de casa quando não conseguia segurar uma risada… Recomendo a leitura.

Outra boa notícia é que a minha antiga turma continuará a mesma este ano. Acontece que, como muita gente sai do colégio para fazer cursinho no terceiro ano, ao invés de haver três turmas, como no segundo ano do Ensino Médio, há apenas duas e, portanto, deve haver uma divisão. Mas, felizmente, a “eterna 121″ continua a mesma. E melhor: com o mesmo professor regente! Estou dizendo: 2004 tem tudo para ser um ótimo ano. Agora sim que eu quero voltar às aulas.

Hoje também ocorreu a primeira indiada do ano. Ou, segundo o Christian, “The First Indiada 2004″. O rapaz estava com tanta vontade de trocar de turma, que nos fez ir até o colégio com ele (NA: As aulas ainda não começaram). Então fomos até lá: Christian, Marcos, Amós e eu ao colégio. No caminho fomos interpelados por uma mulher fazendo propaganda de um curso de informática que ficou falando sem parar por uns 5 minutos.

Durante o trajeto, insisti que seríamos barrado na guarita. Mas, como a vontade era grande, prosseguimos em nossa jornada. Não deu outra: chegamos na guarita e fomos barrados. Isso sempre acontece comigo! Não sei, acho que tenho cara de ladrão. Mas sempre sou barrado, é incrível!

O grupo, entretanto, era resistente. E, então, demos a volta na quadra para ir até a outra guarita, contra a minha vontade. Eu avisei que seríamos barrados mais uma vez, mas ninguém me deu ouvidos. E não só fomos barrados como acabamos descobrindo que os professores não estavam reunidos no colégio, mas estavam festejando no sítio do colégio. O resultado disso tudo foi termos percorrido o percurso da rústica do colégio. A única diferença foi o mormaço. Não é pra menos que chegamos na casa dele implorando por água.

Anotem aí: “2004 tem tudo para ser um ótimo ano!”

Ouvindo: Coldplay - Don’t Painic (2:17)

Recomeço

Finalmente o ano está começando. Como para mim duas semanas de mar são suficientes para recarregar as baterias por uns oito meses, eu já estava começando a me cansar de estar de férias. Rotina cansa.

Hoje começou a minha aula de inglês e pude ver o grupinho novamente. Mulherada bronzeada, gente nova e os antigos colegas. Turma falante, alegre, divertida; grupinho legal, que faz valer a pena ficar acordado até às 22h30min. É uma pena que este seja o último semestre do curso.

fé.ria (…) Pl. 3. Interrupção do trabalho ou dos estudos para descanso.1

O colégio começa na quarta que vem, dia 25 de fevereiro, ou seja, esta será a última semana de férias. Se o objetivo das férias é interromper algo para descansar, acho que cumpri meu dever com êxito. Já estou cheio de tanto descansar e ficar nessa rotina de vagabundo. Quero ver meus amigos e voltar a passar pelos portões da rua Dr. Mário Sperb, 874 todo o dia. Quero voltar a exercer minha profissão.

E se for parar para pensar… Esse é o último ano… Nossa! Como o tempo voa!

1: Retirado do dicionário Luft.

Ouvindo: Coldplay - Yellow live (5:36)

Conhecimento é liberdade

“Guerra é paz
Liberdade é escravidão
Ignorância é força”

Estas frases fortes são o lema do Partido, do Ingsoc, o socialismo inglês do livro 1984 de George Orwell, que aliás é um excelente livro. O livro, um tanto forte, prevê um futuro no qual o indivíduo perde sua capacidade de pensar e de questionar, com o estado exercendo pleno controle sobre o indivíduo. Um futuro sombrio e forte, mas em certos aspectos com uma visão muito próxima à nossa realidade.

Um exemplo do terceiro mote, “Ignorância é força”, me ocorreu ontem, que me deixou em estado de alerta. O consumo hoje, sem dúvida alguma, é alimentado pela ignorância.

As câmeras digitais foram um fenômeno espetacular ano passado. De uma hora para outra, quase todos os meus amigos passaram a ter uma câmera digital, fazendo também com que os preços caíssem bastante (nas linhas não-profissionais, é claro). Por volta de julho de 2003, estávamos inclinados a comprar uma câmera digital e pensamos em comprar uma câmera semelhante à de uma colega minha. Existiam três modelos: P72, P52 e P32. Por fora, todas as três camêras são muito semelhantes, mas as câmeras P52 e P72 possuem zoom óptico de 2X e 3X, respectivamente.

Olhando por alto o preço e as especificações das câmeras, além de estar motivado pela onda “Eba! Vou comprar uma câmera digital!”, tirei uma conclusão apressada que a diferença de preço do modelo P72 para o modelo P52 não justificava o zoom óptico de 3X. Acabei comprando a P52. Mas quando fui observar pela primeira vez uma P72, de uma colega, fiquei intrigado por que o visor LCD era tão mais nítido que o meu.

Mas até aí tudo bem. Na praia, fiz diversos experimentos com a câmera e também discuti com o meu primo sobre fotografia, lentes, revelação, digitalização, etc. e começamos a revisar as possibilidades e pontos negativos da minha câmera. Aprendi alguns detalhes que não sabia sobre lentes, bem como a relação entre abertura e tempo de exposição.

A lente, assim como a íris do olho, possui um mecanismo que abre ou fecha um orifício pelo qual a luz atravessa e, quanto maior a abertura, mais luz passa, característica de lentes mais caras e de melhor qualidade. A abertura é geralmente informada na própria lente. f/3.8, F3.8 e 1:3.8 significam a mesma coisa. E descobri, também, que a abertura de 3.8, a da minha lente, é muito grande.

(leia mais…)

Batida diferente

Quando digo que sou eclético não digo apenas para fazer uma propaganda (enganosa). Muito pelo contrário. Ainda vou indicar um disco de música erudita, mas antes vamos a um que vem tocando freqüentemente aqui em casa. Trata-se do álbum Tweekend, o segundo da banda de música eletrônica The Crystal Method.

De nome talvez não seja muito fácil lembrar, mas certamente os fãs do FIFA Soccer já ouviram algumas músicas dessa banda, como “Now is the time” (que não está no cd em questão), que era uma das músicas do menu principal. A música Keep Hope Alive, também era tema de abertura do seriado Third Watch.

O som eletrônico feito pela dupla Ken Jordan e Scott Kirkland é muito semelhante a outras bandas do gênero, como Chemical Brothers e Fatboy Slim, precursores do gênero big beat da música eletrônica dance. São músicas sem letra, que servem tanto para dançar numa discoteca, como para animar a sua tarde enquanto você está arrumando seu quarto ou digitando um trabalho.

O destaque vai para as músicas “Wild, Sweet and Cool”, “Name of the Game” e “Over the Line”. Para os que gostarem das novas batidas, há um novo cd lançado neste ano chamado Legion of Bloom. Tun ta ta, tum tá! Tun ta ta, tum tá!

Ouvindo: The Crystal Method - Over the line (6:58)

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