Novidades tecnológicas

Me lembro quando instalava uma versão do Microsoft Windows™ 95 OSR2 no meu computador pela primeira vez. Durante a instalação, várias mensagens supreendentes apareciam na tela: “Maior produtividade”, “Mais recursos”, “Jogue com mais entusiasmo” e por aí vai…

Havia também uma propaganda da tecnologia MMX™ dos processadores Intel™, que, na propaganda, prometia vídeos pela Internet com qualidade.

Tudo isso por volta de 1997. Mas só no final de 2002 que eu fui ter acesso a uma conexão de banda-larga. E pra falar a verdade, é a maior furada olhar TV via Internet. Todos os downloads precisam ser parados, a tela é pequena e o conteúdo é tão pobre quanto ao da TV aberta. Se ainda fosse possível olhar o Discovery Channel via Internet, aí tudo bem.

As inovações tecnológicas fazem parte de um ciclo frustrante. Primeiro vemos um anúncio da nova tecnologia, que supostamente irá revolucionar nossa vida. Após dois anos, esta tecnologia chega ao lugar onde estamos e, quando chega, descobrimos que não era tudo o que prometiam. Aliás, quando temos acesso a ela, já estamos ultrapassados. A vida é puro marketing, segundo o Christian.

Dizem até que num futuro não muito distante, nossa casa será inteligente (já estão prometendo isso há anos, mas acho que só a casa do Bill Gates é assim). Nossa geladeira, nosso freezer e até nosso fogão estará conectado à Internet. Mas, sinceramente, não vou me sentir muito à vontade com um banheiro automatizado que fica tirando fotos para me informar que meu estoque de papel-higiênico está no fim…

Ouvindo: Limp Bizkit – My Way (4:32)

Resmungando

Diz a lenda que o famoso escritor americano Mark Twain, cujo nome verdadeiro é Samuel Langhorne Clemens, escrevia uma carta quando alguém lhe irritava. Entretanto, ao invés de enviá-la logo após escrevê-la, Twain a guardava por, pelo menos, três dias. Se até lá a raiva não tivesse desaparecido, ele a enviava pelo correio. Caso contrário, a queimava.

Sabe-se, também, que muitos dos grandes executivos de sucesso só tomam decisões importantes após uma boa noite de sono, refletindo sobre todos os aspectos da escolha. “O travesseiro é o melhor conselheiro”.

É lógico que não se usa os mesmos critérios para decidir se que roupa que vamos vestir ou quanto a fusão de duas empresas. Mas pensar antes de tomar uma decisão importante é imprescindível.

Vários episódios problemáticos aconteceram comigo desde que cheguei da praia (e lá mesmo ocorreu muita coisa ruim). Mas estou adotando a prática de Twain. Antes de mais nada, deixo que a chama diminua e, se ainda assim o problema continuar em encomodando, bom, aí é hora de desabafar. E, de certa forma, isso vem funcionando até agora. E espero que continue assim.

Ouvindo: Limp Bizkit – Behind Blue Eyes (6:05)

PS: Antes que alguém pergunte, não. Não tive uma boa noite de sono :)

Primeiro dia letivo

Ano novo, medo velho. Todo santo ano surge essa grande expectativa com o primerio dia de aula. E o curioso é que ele ocorre somente na véspera; antes não. Pensei que isso seria diferente, agora que ingresso no terceiro ano do E.M., mas não.

Para as crianças até é aceitável. Será que comprei todo o material? Meus cadernos estão todos identificados? Onde é a sala mesmo? Será que a turma mudou? Sem falar nos “ritos de passagem”, da terceira para a quarta-série, da quarta para a quinta, da sétima para a oitava e desta para o primeiro ano do E.M. Nossa, em cada uma dessas passagens, é um mundo novo à nossa espera. Mas quando “entramos” nele, vemos que não há nada de muito diferente do ano anterior.

Outra justificativa é a mudança de turmas ou, em maior escala, a troca de colégios. Amigos novos, uma multidão de desconhecidos e sistemas de ensino diferentes. Mas nada justifica a tolice de criar expectativas para o primeiro dia de aula do terceiro e último ano.

Eu sabia quais seriam meus colegas, quem seria meu professor regente, onde seria minha sala e tudo mais. Mas mesmo assim, ontém à noite bateu aquele friozinho na barriga. Jantei cedo, com uma refeição leve e até pedi pra minha mãe preparar um dos chás com características tranqüilizantes. O chá estava ótimo, por sinal.

Por precaução, lacrei o quarto, pois não queria de forma alguma ser acordado pelos latidos do meu cachorro. Fechei a porta, janelas, vidros e até a cortina. E ainda liguei o ventilador para abafar os ruídos, já que nem estava tão quente. Meditei um pouquinho, deitei e não demorou muito para eu adormecer. Não eram nem nove horas da noite e eu já estava dormindo. Milagre.

A noite foi tranqüila. Só acordei umas duas vezes para consultar o relógio, mas logo voltei ao sono. Seis da matina eu estava de pé. Tomei um banho, me vesti, tomei um café reforçado e fui para o colégio, à pé. Com exceção de algumas reformas aqui e ali, nada mudou. Os bons e velhos amigos, os novos amigos, os professores, todos felizes com mais um ano que começa. Por pouco tempo é claro: mesmo com sala exclusiva e com ar condicionado (somente para os terceiros-anos), no segundo período já estávamos implorando pela volta das férias (que só ocorrerá no final de julho, com apenas uma semana de duração).

Já de cara deu pra notar: muitos desafios estão pela frente. Muito esforço será necessário, muito empenho, dedicação, estudo. Mas nada que me impeça continuar afirmando: este será um ótimo ano! Afinal, como está escrito num mural da sala do meu pai: “A melhor forma de predizer o futuro é criá-lo.”

Ouvindo: Rhapsody – Lux Triumphans (2:00)

Silêncio, por favor.

Os dias estão ficando melhores. A temperatura vem decaindo e fica mais agradável trabalhar à noite. Restando poucos dias de férias, decidi que vou disciplinar meu sono aos poucos, para não sentir a diferença no primeiro dia de aula. Ou pelo menos reduzir seus efeitos.

Continuei trabalhando num projeto para o meu pai (em breve mais detalhes), aproveitando a noite agradável e o silêncio. Mas chegou por volta das duas da madrugada e o sono começou a bater. Foi a primeira noite, desde que meu quarto ganhou ventilador de teto, que consegui dormir com ele desligado. Em parte.

Aliás, falando em dormir, sou muito chato pra isso. Para eu conseguir dormir, o ambiente deve estar bastante escuro e sem o menor sinal de qualquer ruído. E, mesmo atendendo a essas exigências, custo a pegar no sono. O pensamento sempre foge quando começo a contar carneirinhos.

Deitei, me aconcheguei na cama e já estava quase entrando no estado REM quando algo estranho entrou no sonho: meu cachorro começou a rosnar. Pensei: “Opa! Isso não é lógico. Isso não é sonho!”. Arregalei os olhos e agucei a audição. Mais um rosnado. Patas raspando no chão e “woof, woof, woof!”. Por que diabos meu cachorro iria latir às duas da manhã?

040221-max.jpg
Por que ele não fica assim para sempre?

(leia mais…)

Documentação em dia

Tirei o dia pra burocracia. Ontem à noite fizemos uma festinha básica com os amigos, reunindo quem estava na cidade e sem nada pra fazer para comer uma pizza, ouvir música e jogar conversa fora. A noite acabou com uma boa rodada de chimarrão, às três da madrugada.

Acordei tarde, mas mesmo assim morrendo de fome. Após ter estufado a barriga, aproveitei que minha irmã iria levar minha mãe na minha vó, que mora no centro, e fui com elas para resolver algumas pendências.

A primeira delas foi o alistamento militar, que já estava me amedrontando há um bom tempo. Foi simples, rápido e sem dor. Com todos os documentos à mão, foi só responder algumas perguntas e sujar o dedo para carimbar minha digital. Só não gostei que eles colocaram que eu tenho “mão sinistra”. Só por que eu sou canhoto? Que sacanagem, é a mão errada

Aproveitando que eu estava por perto, passei também no cartório eleitoral para fazer meu título de eleitor, que eu ainda não havia feito (que vergonha!). Assim como o alistamento, foi tudo muito rápido e já saí com o título na hora. Eficiência total.

Há um pequeno problema, no entanto. Terei de me apresentar no quartel em setembro para inspeção de saúde. Não gostei disso, pois com compromissos assim tão distantes, muitas vezes acabo esquecendo deles. E se eu não comparecer eu serei, de acordo com o site do Exército Brasileiro, considerado refratário. Legal.

Ouvindo: Liquid Tension Experiment – Three Minute Warning (28:32)

Posts antigos »