Quatro páginas foram suficientes para eu entender muitas coisas em minha vida. Quatro páginas. Eu estava revirandom eu quarto em busca de uma gaita de boca, quando encontrei minha agenda da quarta-série (1997). Hmmm, grande semelhança com Doug Funny.
Engraçado eu não lembrar dos meus dias de infância. Não me lembro o que aconteceu comigo na quarta-série, nem da sexta e nem na sétima. Da oitava série eu me lembro algumas coisas, bem como da quinta. Mas do resto… Nada.
A vida dá muitas voltas. Eu li que naquela época eu estava afim de uma determinada garota. Entretanto, esta garota estava afim um colega meu, mas havia uma segunda garota que estava afim de mim. Mal acreditei quando li que eu havia me declarado à primeira garota — e é verdade, pois eu até descrevi a cena. Onde estava a minha timidez naquela época?!
Por outro lado, não me lembro de nada disso. A único coisa que me lembro é, por ironia do destino, um ano depois eu estava correndo atrás da guria estava afim de mim na época. E tomei o maior fora dela.
Tudo faz sentido a partir daí. A partir daquele dia eu passei a não mais freqüentar as festas e, após um tempo, o pessoal até parou de me convidar para ir às festas, já que era inútil. Mas mesmo assim isso me magoou (ó, pobre criancinha traumatizada).
“A história é a ciência que estuda o passado para entendermos o futuro”, diz a definição de História do meu caderno da quinta-séria. E lendo meus pensamentos da época me fez entender o porquê de muitas coisas acontecerem. Causa-efeito, ação-reação.
Não sei por que, mas eu não pareço com aquele que escreveu tais palavras neste diário. E espero que esse blog não desapareça, pois, quando eu fica mais velho, vamos dizer, daqui a uns 5, 10 anos, tenho certeza que vou querer aprender novamente dos meus esquecidos erros do passado
Ouvindo: Gladiator OST -
Battle (10:13)
PS: Por que quatro páginas? Por que eu só escrevi no diário quatro vezes. Simples