Esclarecimentos

Em resposta ao comentário número 156, feito pela Amanda no post Lágrimas do Céu, redigi uma resposta que ficou comprida demais para um comentário e decidi transformá-la num post, a fim de esclarecer algumas dúvidas que pairam sobre este blog.

Na verdade muito dos meus textos são encarados de tal forma, mas não, de maneira alguma eu pretendo dar qualquer tipo de “indireta” aqui; não é o propósito do blog.

Mas sabe como é que é né. Assim como qualquer arte, a escrita permite que o observador (leitor no caso) interprete a obra como queira, e não podemos privá-lo deste direito. Muito antes pelo contrário, pois este é o lado divertido de largar uma coisa dessas.

E antes que pensem que eu fiz algum texto aqui dizendo “Olha, isso é pra ti!”, pára e pensa, duas, três vezes. A não ser que esteja explícito, é muito provável que esta não tenha sido minha intenção, embora possa ter cometido o erro de ter deixado campo para segundas interpretações.

Vê se pode… Ainda tem gente que acha que estive envolvido no roubo do SAQ ou então que eu não queria falar com alguém mesmo, quando escrevi aquele texto Abdicando meu trono :) ))

Que coisa séria!

Ouvindo: Os sons de um dia chuvoso – Pássaros cantando e a chuva batendo nas telhas e caindo no chão. (muito:tempo)

Lágrimas do céu

Desde o fim de semana bate uma chuva constante. Nuvens que vem do sul, trafegando por todo o oceano, através de correntes de ar frias. Chuva que parece com lágrimas do céu.

Início de ano é tudo igual. Fala-se que o ano que passou foi muito bom, o melhor de todos, e que nada será igual. Dize-se que a turma está cheia de intrigas, panelas, fofocas. No meio do ano, rola uma certa tensão que é desfechada no fim do ano. E então surge a saudade*.

A saudade de tempos tão bons, de tantas glórias, feitos e alegrias. A saudade dos que ficam. A saudade contra a alegria de mais uma etapa que é superada. A alegria contra o cansaço de tanto esforço feito. O cansaço que é gratificado com um belo banho de mar e um recosto numa rede.

É gente. De um modo geral, nós, infelizmente, só damos valor às coisas boas quando elas estão prestes a acabar. Mas a tristeza não vem dos momentos que passamos, mas sim daquilo que não realizamos e deixamos de valorizar enquanto podíamos.

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Indiada 4 – O retorno

Isso é praga ou o quê?! À convite da Ana (ela é ela) e do Marcos (o homem que não está em lugar algum) — mais um encontro de blogueiros neste fim de semana — fui de bicicleta até o posto do Airton, onde iríamos nos encontrar. Eita lombinha mais cansativa…

Chegando ao ponto de encontro, resolvemos calibrar os pneus das bicicletas. Mas, ao tentar encher o pneu da bicicleta da Ana, algo aconteceu que todo ar que entrava com a máquina, saía ao retirar a mangueira. O próprio Airton foi nos ajudar, mas constatamos que o pneu havia furado mesmo. Sem muito o que fazer, fomos à casa do Marcos.

Chegamos lá, fomos recepcionados por seus pais, seus cachorros e uma bela apresentação de teclado feita por ele. Quem me dera ter a habilidade que ele tem num teclado. Descobrimos também um brinquedo no quarto dele aparentemente simples (uma base de plástico com acrílico cheia de pregos) que permite moldar qualquer tipo de objeto. Eu simplesmente adoro este tipo de “arte” que permite que a pessoa deixe sua marca sem estragá-la :)

Conversamos bastante até que chegou a hora de ir embora. Até aí, com excessão do pneu furado, foi tudo tranqüilo. Decidi ir pela Imperatriz Leopoldina para evitar subir uma lomba e imprimi uma alta velocidade aos pneus da bicicleta, que estavam um tanto murchos (não me arrisquei a enchê-los naquela máquina assassina). E após pegar um buraco na estrada, só escuto aquele estrondo desagradável e o som do ar saindo de um balão. Desgraça! O pneu da bicicleta do meu pai (uma Caloi 10 com mais de 20 anos) furou e eu estava em plena Av. Imperatriz!

Foi muito divertido a partir daí. Trazer uma bicicleta no braço até em casa, caminhando por 30 minutos não é nem um pouco agradável. Um ciclista até tentou me ajudar, mas não havia o que fazer, pneu furado é pneu furado.

Sai fora olho negro!

Sauron's eye

Ouvindo: Transatlantic – Suite Charlottepike (14:33)

Um tour por Porto Alegre II

Indiada é comigo mesmo. E sexta-feira cometi a Terceira Grande Indiada do Ano. Fui com o Christian e com o Chuca a Porto Alegre comprar ingressos para o jogo do grêmio. O detalhe é que nunca ninguém tinha feito isto antes.

Chegamos em Porto Alegre e foi uma confusão total até conseguirmos pegar um ônibus e, após pedir informações a quatro pessoas diferentes, pegamos o ônibus certo. Após um susto inicial, pois o pneu do mesmo havia estourado, prosseguimos rumo ao estádio.

Durante o caminho, passamos pelo Opinião, que parece ser um lugar muito legal. Entretanto, ao chegar ao estádio, nos deparamos com uma fila enorme. Dobrava de esquina em esquina. E apenas dois caixas vendendo ingressos para essa gente toda… Resultado: o objetivo inicial da viagem não foi cumprido.

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Post ordinário

Eu destesto fazer isso, detesto posts do tipo, mas sinto que preciso manter nosso laço e deixar o pessoal sabendo do que anda rolando por aqui nestes últimos tempos. Como diria Pinheiro Machado, o Anonymus Gourmet, “vamos ao sacrifício”.

Acordei cedo no domingo e olhei o famoso documentário Bowling for Columbine [imdb] que o Marcos havia me recomendado. O “filme” é realmente fantástico e muito bem pensado. Michael Moore fez um panorama geral dos EUA e tentou encontrar uma resposta para tanta violência e homicídios no país, rebatendo os argumentos habituais que utilizam como justificativa. Nota 10!

À tarde fiquei fazendo meu trabalho de química e acabei dormindo tarde (e acordando todo mundo na hora de tomar banho. Yupi!) A parte ruim é que no outro dia, no primeiro período, eu tinha prova de matemática, e a experiência diz que sono e raciocínio não combinam. Tanto que acabei confundindo as coisas. Por exemplo:

Enunciado

Elementar, meu caro Watson. Uma matriz é dita simétrica quando ela é igual a sua transposta. Entretanto, aquele ponto eu encarei como um sinal de multiplicação, e o “A” do início da frase, como sendo a matriz. Logo:

Embaralhado

Errado! Questionei o professor, pedindo que ele verificasse a questão e me confirmasse que havia solução. Lógico que havia, mas eu não a via pois estava lendo “embaralhado”. Felizmente não fui o único a cometer o erro, embora tenha me pronunciado e todo mundo tenha me olhado com cara de espanto. “Mas por que o Pedro está reclamando da questão mais fácil da prova?!”.

Terça tive prova de história e, à tarde, fui à Unisinos entregar meu requerimento de matrícula (calma, para o inglês) e olhar minha nota. Aproveitei e comprei na Livraria Cultural a terceira edição do Senhor dos Anéis.

Hoje tive uma provinha de física que, se não zerei, tive no máximo dois acertos. Novamente tenho certeza que embaralhei algumas questões, mas, por outro lado, estou feliz já que foi a última prova do ano. Agora só tenho simulado na segunda e terça-feira e, então, o ano está acabado. Falta pouco mais de uma semana para as tão esperadas férias.

Ou não. Nem tudo que reluz é ouro. Nem tudo que a gente vê é o que realmente é. Portanto, cuidado a todos. O mundo é traiçoeiro.

Ouvindo: Howard Shore – Gollum’s Song [performed by Emiliana Torrini / The Lord of The Ring: The Two Towers soundtrack] (5:51)

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