Convicções
Não aprecio muito os testes de revista e jornais que, de acordo com suas opções, você é classificado em um dos padrões apresentados. O primeiro motivo é que odeio ser rotulado; sem contar que estatísticas nem sempre valem em casos específicos. Muito pelo contrário! Somos seres diferentes, com visões, valores, experiências diferentes, o que torna extremamente difícil elaborar um padrão fiel à realidade.
Outro motivo é a previsibilidade do resultado. Ao responder duas ou três perguntas, já é possível determinar o resultado do teste: “Se eu for pela letra A eu vou ser o bonzinho; se eu for pela letra B eu serei o vilão, e assim por diante.” Por isso nem adianta eu fazer o teste pois ele não funciona comigo.
Mas o curioso é ver opções do tipo: “Não me preocupo com o meu filho de 5 anos pois ele deve aprender a se virar sozinho”. Eu acho um absurdo uma coisa dessas, embora muita gente creia que isto é verdade (e aí está a nossa diversidade!).
Possuo um conjunto de princípios e valores, os quais me ajudam a saber qual caminho tomar em decisões difícies e até nas tarefas mais simples do dia-a-dia. Por exemplo, não vejo um porquê de usar drogas (”lícitas” ou não) no momento que estou ciente dos prejuízos que as mesmas causam, sem contar na falta de propósito: preciso de drogas para me afirmar em um determinado grupo? Para esquecer dos problemas? Por que é gostoso? Não…
É claro que, utilizando o mesmo exemplo da droga, muitas vezes é difícil manter suas convicções mundo afora. No calor de uma festa, com uma bebedeira geral, para você afirmar que não bebe deve ter muita confiança. Pois, fazendo isso, fazendo o que você acha que é certo, dá margem aos rótulos como “careta”, “babaca”, e por aí vai (não há por que encher isso aqui de palavrões, sem contar que todos sabem quais são). Uma vez que você crê numa idéia e tem sustentação (argumentos) para afirmá-la, mantenha-na até o fim, pois a fraqueza está em abrir mão dos seus ideais apenas por que os outros querem.
Repito aqui que não é fácil e digo por experiência própria. É preciso ter muita perseverança e confiança. Mas que isto pode lhe trazer frutos maravilhosos a longo prazo é uma verdade absoluta. Tenha e defenda suas conviccções, mas não tente persuadir os outros para que larguem ou mudem as suas. A diversidade é saudável.
“Posso não concordar com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo.” — Voltaire
Ouvindo: Stratovarius - Artem of the World (9:02)
