“Do you get things done straight away or do you tend to procrastinate?” — uma das perguntas do meu livro de inglês. Traduzindo para o português entende-se “você faz as coisas na hora ou costuma deixar para depois?”. Eu sou do segundo caso.
Minha vida, mais especificamente meu quarto, é tão cheia de distrações que fica difícil fazer aquilo que é chato. Ou melhor, fica difícil tornar divertido aquilo que é chato, quando se tem diversões em abundância. Tudo vira uma distração.
Música, internet, ICQ (ou MSN, você decide), o blog, programação, jogos; o computador é uma fonte inesgotável de distrações. Mas com a pilha de coisas para fazer aumentando, a situação começa a complicar e então surge a necessidade de organização, métodos para tornar as tarefas mais objetivas possível.
Um dos métodos que utilizo é anotar todos os meus afazeres numa folha de rascunho que possuo ao lado do computador, o meu famoso bloquinho. Mas somente saber o que eu devo fazer ajuda, mas não basta.
Quais outros recursos utilizo para executar os planos? O primeiro, e talvez o mais eficiente deles, é esquecer a internet. Hora de fazer trabalho é hora de fazer trabalho. O ICQ (leia MSN, caso queira) permanece fechado (já que muita gente não entende o que significa DND (Do not disturb — Não perturbe) ou Occupied (Ocupado) e insiste em conversar mesmo quando o ICQ está neste estado — a propósito, não quero colocar um chapéu em ninguém e muito provavelmente quem lê este mísero blog não costuma perturbar quando não deve.
Certos tipos de música também auxiliam durante as tarefas, outras atrapalham. Portanto eu costumo deixar em uma banda de minha preferência e desligo o modo aleatório do player. Música erudita ou bandas de rock progressivo são músicas que servem perfeitamente para a ocasião. Já pop rock ou hip hop nem pensar.
Dentro de todas técnicas, a mais engraçada é a de escovar os dentes antes de começar a fazer um trabalho (mesmo que já tenha escovado uma hora antes). Essa eu descobri com o meu primo e, por mais maluca que pareça, funciona
E olha que faço higiene bucal religiosamente, mas isso não quer dizer nada.
Resumindo tudo, fazer as tarefas no prazo consiste em apenas uma coisa: auto-disciplina. É saber quando é hora de jogar Counter-Strike e quando é hora de trabalhar, quando é hora de batucar na mesa e quando é hora de deixar o som baixinho para que os ruídos externos não pertubem os ouvidos, e, principalmente, saber se organizar, determinar prazos, fazer aos pouquinhos, mas constantemente e ter coragem suficiente para dizer “CHEGA! Agora eu tenho que fazer isto”.
Sublinho que é preciso ter muita coragem para dizer chega, mas é questão de costume (e amadurecimento). Com o tempo, nem se nota. E a longo prazo isto traz muitos benefícios: fim das noites mal-dormidas por causa de trabalhos e fim dos fins-de-semana sem poder se divertir. E então, aquilo que parecia ser a coisa mais chata do mundo, se torna um alívio ao dizer “poxa, acabei o trabalho uma semana antes do prazo de entrega!”.
Ouvindo: Stratovarius – Eternity (6:55)