Perfeição existe?

A adolescência (ou “aborrescência”, como alguns adultos a chamam) é uma fase incrível. É nela que fazemos muitas descobertas, testamos nossos limites, criamos nossas neuras e aflições e moldamos nossa forma de pensar.

Me considero privilegiado por morar onde moro, estudar na escola onde estudo e ter os amigos que tenho. Mas nem sempre minha turma esteve às mil maravilhas. Na quarta série do Ensino Fundamental, a turma foi misturada e adquiriu basicamente a composição que tem hoje; um episódio um tanto traumático.

Daquele ponto em diante, a turma era repleta de deboches e gozações. Havia a turminha que sempre freqüentava a sala da orientadora educacional e os excluídos sofredores do bulling.

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Arte

Tentei circular por uma hora na Feira do Livro e acabei desistindo. Comprei apenas um livro que precisava para o colégio (já que tenho um bom número de livros em casa que pretendo ler nas férias). Aproveitando que ainda restava bastante tempo, resolvi visitar o Santander Cultural.

Entrei apenas para me refrescar um pouco, mas acabei apreciando bastante o que encontrei por lá. Gostei bastante das obras da uruguaia María Freire. Simples, porém muito bonitas. Também me chamou atenção as obras de Roberto Matta, que estavam no segundo piso do museu.

Nunca fui um ótimo aluno nas aulas de Artes (e felizmente não tenho mais). Até por que sempre fui um péssimo desenhista (ao contrário do que minha professora da primeira série do Ensino Fundamental diz) e nunca gostei de trabalhar muito com tinta. Mas geometria me atrai muito. Curvas, retas, retângulos, linhas, padrões, tudo me atrai. Gosto bastante de design gráfico (digital seria redundância?) e por este motivo gostei também das obras do Michael Wesely, que estão junto às do Roberto.

Fica a dica então para quem estiver pela capital. Outra dica é conferir o café do Santander Cultural, que é um ambiente bem “transado”. Claro, o preço são outros 500, mas vale a pena passar por lá. Agora meu próximo plano é visitar o MARGS, para conferir o resto das obras que vi no catálogo da 4ª Bienal do Mercosul que comprei ao visitar o museu.

“Quem te viu, quem te vê!”

Ouvindo: Beethoven – Sonata no. 9 op. 47. ‘Kreutzer’. I – Adagio Sostenuto Presto (10:48)

Feira do livro

A Feira do Livro de Porto Alegre é uma das mais famosas tradições (e atrações) da capital. Tendo sua primeira edição em 1955 e estando hoje em sua 49ª edição, a feira possibilita que a população tenha um maior contato com os livros, além de promover encontros com os autores, através de seções de autógrafos e debates.

Há anos que freqüento com minha família a feira do livro. Para não estragar a tradição, decidimos visitá-la, já que ela se encerrá neste domingo, dia 16 de novembro.

O dia estava realmente quente. Ao sair aqui da cidade, os termômetros marcavam 31°C. Chegando à feira e observando a multidão presente eu comentei com minha mãe: “Acho que teria valido mais a pena se tivéssemos ido a uma livraria”, mas tudo bem. Marcamos um local e um horário de encontro e cada um foi para um canto da feira.

Os toldos que cobrem os estandes da feira servem como proteção para a chuva, mas viram verdadeiras estufas com o sol, especialmente numa época quente como esta. E com a quantidade de pessoas presente na feira, gerando muito calor humano, ficava difícil transitar e respirar pelos corredores.

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Getting things done straight away

“Do you get things done straight away or do you tend to procrastinate?” — uma das perguntas do meu livro de inglês. Traduzindo para o português entende-se “você faz as coisas na hora ou costuma deixar para depois?”. Eu sou do segundo caso.

Minha vida, mais especificamente meu quarto, é tão cheia de distrações que fica difícil fazer aquilo que é chato. Ou melhor, fica difícil tornar divertido aquilo que é chato, quando se tem diversões em abundância. Tudo vira uma distração.

Música, internet, ICQ (ou MSN, você decide), o blog, programação, jogos; o computador é uma fonte inesgotável de distrações. Mas com a pilha de coisas para fazer aumentando, a situação começa a complicar e então surge a necessidade de organização, métodos para tornar as tarefas mais objetivas possível.

Um dos métodos que utilizo é anotar todos os meus afazeres numa folha de rascunho que possuo ao lado do computador, o meu famoso bloquinho. Mas somente saber o que eu devo fazer ajuda, mas não basta.

Quais outros recursos utilizo para executar os planos? O primeiro, e talvez o mais eficiente deles, é esquecer a internet. Hora de fazer trabalho é hora de fazer trabalho. O ICQ (leia MSN, caso queira) permanece fechado (já que muita gente não entende o que significa DND (Do not disturb — Não perturbe) ou Occupied (Ocupado) e insiste em conversar mesmo quando o ICQ está neste estado — a propósito, não quero colocar um chapéu em ninguém e muito provavelmente quem lê este mísero blog não costuma perturbar quando não deve.

Certos tipos de música também auxiliam durante as tarefas, outras atrapalham. Portanto eu costumo deixar em uma banda de minha preferência e desligo o modo aleatório do player. Música erudita ou bandas de rock progressivo são músicas que servem perfeitamente para a ocasião. Já pop rock ou hip hop nem pensar.

Dentro de todas técnicas, a mais engraçada é a de escovar os dentes antes de começar a fazer um trabalho (mesmo que já tenha escovado uma hora antes). Essa eu descobri com o meu primo e, por mais maluca que pareça, funciona :) E olha que faço higiene bucal religiosamente, mas isso não quer dizer nada.

Resumindo tudo, fazer as tarefas no prazo consiste em apenas uma coisa: auto-disciplina. É saber quando é hora de jogar Counter-Strike e quando é hora de trabalhar, quando é hora de batucar na mesa e quando é hora de deixar o som baixinho para que os ruídos externos não pertubem os ouvidos, e, principalmente, saber se organizar, determinar prazos, fazer aos pouquinhos, mas constantemente e ter coragem suficiente para dizer “CHEGA! Agora eu tenho que fazer isto”.

Sublinho que é preciso ter muita coragem para dizer chega, mas é questão de costume (e amadurecimento). Com o tempo, nem se nota. E a longo prazo isto traz muitos benefícios: fim das noites mal-dormidas por causa de trabalhos e fim dos fins-de-semana sem poder se divertir. E então, aquilo que parecia ser a coisa mais chata do mundo, se torna um alívio ao dizer “poxa, acabei o trabalho uma semana antes do prazo de entrega!”.

Ouvindo: Stratovarius – Eternity (6:55)

Espetáculo natural

Ontem ocorreu o último eclipse lunar do ano. Como um aficcionado pela lua, não pude deixar de conferir (e tentar fotografá-la). De certo o eclipse lunar não é tão belo quanto o eclipse solar, mas é um encanto. Para quem não pôde ver, montei uma animação com as fotos tiradas ontem à noite.

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O tamanho não ficou muito grande pois (ainda) não tenho uma câmera fotográfica digital SLR, que possibilita a troca das lentes. Mas talvez daqui a um ano ou dois eu tenha uma, e colocando uma objetiva bem grande, é provável que uma série destas fique boa. Enquanto este dia não chega, vamos aproveitar o que se tem :)

Ouvindo: Coldplay – Clocks (5:06)

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