Falta pouco…

Ao chegar ao fim do ano, tudo está tão rotineiro que torna-se monótono. Sabe-se exatamente como será a cansativa manhã de segunda, que se dormirá tarde na terça, que na quarta-feira será um dia tranqüilo, na quinta-feira se estará implorando por uma cama e na sexta tiramos energias do além para permanecer o fim de semana fazendo as mais inesperadas coisas (a única parte da semana onde a rotina não é a regra).

Meu bloquinho continua lotado de afazeres, e os cumpro apenas um dia antes do prazo final. Tenho prova de biologia na quinta; ótimo, vou estudar na quarta. Devo ler um livro até sexta; sem problemas, lê-lo-ei na quinta. Obrigo-me a me desplugar deste mundo virtual para conseguir fazer qualquer coisa, tocar a vida adiante.

Pobre do blog, que fica criando teias de aranha. E pobre dos meus colegas que ficam preocupados perguntando onde está o netman e por que ele não aparece mais no ICQ nem no MSN. Prioridades, meus caros.

Em 15 minutos de tempo livre, algumas mudanças podem melhorar um monte as coisas. O Marcos, por exemplo, remodelou seu blogger e está muito contente com o resultado (eu também gostei). Eu decidi mudar as coisas por aqui, no meu quarto. Movi o monitor de lugar, reposicionei o som e assim criei muito mais espaço na minha mesa. Mas nada que um dia de trabalho não consiga desorganizar.

O fardo fica cada vez mais pesado ao se aproximar de seu objetivo final, mas falta pouco, eu sei disso — e preciso ficar com essa idéia ecoando em minha mente para que eu consiga continuar andando.

Como quebra de rotina, estou afirmando aqui que irei ao Cinemark assistir à estréia de SWAT (e que danem-se os compromissos de sexta). Quem quiser assistir junto, só avisar :)

Ouvindo: Moby – Gone in 60 seconds intro (3:25)

Mais memória

Opa! Só pra constar que estou feliz que minha bagaça está com memória de elefante agora. Ela recebeu uma doação de um pente de 128Mb do meu primo, totalizando 320Mb (128×2+64) de memória RAM.

Parando pra pensar um pouco, a bagaça fará quatro anos no próximo dia 26. E desde sua aquisição, muita coisa mudou. Aliás, fica difícil dizer o que ainda resta de original dela. Talvez apenas a placa-mãe, o gabinete, o teclado, o processador, o pente original de memória RAM de 64Mb, a placa de vídeo e o Windows 98 SE. Fora isso, tudo foi substituído ao longo do tempo.

O primeiro a dar problemas foi o drive de CD-Rom, que logo foi substituído por um gravador de CD; O monitor também queimou, tendo de ser substituído por um de menor qualidade; O drive de disquete foi removido para poder substituir um danificado de um computador da empresa do meu pai (que não foi ressarcido); O amplificador, que era excelente, passou a dar curtos e também foi removido, sendo substituído pelo MiniSystem da minha irmã que deixou o som ainda melhor (e mais potente); O mouse foi substituído três vezes, sendo agora um óptico de excelente qualidade; Uma placa de rede foi adicionada para poder compartilhar a conexão discada, e, em seguida, o modem perdeu sua serventia para dar lugar ao modem de banda larga.

Como pôde-se observar, resta pouco do computador original, mas de pouco a pouco ele foi chegando ao que é hoje. Confesso que ele está no limite de sua capacidade, pois já deixo de fazer muitas coisas devido a sua capacidade (edição de videos, jogos mais novos, etc.) — Mas como eu sou o legítimo mão-de-vaca, enquanto eu puder jogar CounterStrike, fazer meus trabalhos pro colégio, atualizar meu blog e deletar um último arquivo para poder baixar mais tralhas, este PC vai continuar na minha mão :)

Ouvindo: Os sons da noite

Emoticons

A Internet é fria. Quando se está falando pessoalmente com alguém, pode-se reparar em sua voz, seu olhar, suas mãos e na própria linguagem da pessoa, enfim, percebemos a pessoa como ela é.

Já no telefone, perde-se todos os elementos visuais do interlocutor, mas mesmo assim ainda se tem a voz. Mas através de um chat na internet, não se tem elementos visuais nem sonoros da pessoa. Apenas a linguagem, fria, nua e crua.

Vários elementos gráficos podem ser utilizados para se alterar o tom da conversa. PODE-SE GRITAR ESCREVENDO EM MAIÚSCULAS, deixar uma expressão vaga… através das reticências e até alterar o tamanho da fonte, utilizar negrito, itálico, enfim, há uma inifinidade de recursos. Mas o mais interessante deles são os chamados emoticons ou smileys.

Os emoticons são seqüencias de caracteres que reproduzem carinhas, como os nossos conhecidos :-) e :’(. Scott Fahlman é considerado o criador dessas carinhas, por tê-las utilizado em setembro de 1982.

Ao conversar através do ICQ ou Messenger utilizo demasiadamente estas “caretas”, e até em e-mails mais informais. Acredito que os diálogos ganham um pouco mais de vida, já que só se pode “sentir” a pessoa através de sua linguagem. Assim meu interlocutor pode saber quando estou com um baita sorriso na cara, ou se estou triste, assustado, enfim, são tantas. Mas, convenhamos, os emoticons não são simpáticos? ;)

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Alguns emoticons do GAIM

Os emoticons ajudam, mas a Internet não deixa de ser fria. Imagine que você está com saudades de sua/seu namorada(o). O que seria melhor? Ter um encontro, receber uma ligação ou uma mensagem via internet ou celular? É óbvio que ter a pessoa ali, na sua frente é muito melhor. Mas quem não tem cão, caça com gato, certo?

Ouvindo: Command and Conquer Sound Track – Mud (4:48)

A traição da literatura

É dúbio o sentimento de estar chegando ao fim das aulas. Por um lado, fico irradiante ao saber que as provas e os trabalhos cessarão por algum tempo; por outro, a tristeza de ver alguns colegas lutando com todas as forças para passar de ano, mas que, certas vezes, cansam de tanto nadar contra a maré e se deixam levar pelas correntezas que os trazem de volta à praia.

Quem ainda está no meio escolar, ou se recorda de seus velhos tempos, percebe como tudo muda às proximidades fim do ano letivo. Todos orquestrando seus últimos esforços para agüentar as semanas intermináveis de provas e trabalhos, os sentimentos aflorados pela primavera e resquícios do verão que se aproxima. “Já devia ter acabado” e suas variações são as expressões que mais se ouve.

Quanto mais coisas tenho a fazer, mais diversões encontro [ver post Getting things done straight away]. E neste finalzinho de ano, mesmo com provas e trabalhos até não poder mais, decidi que tenho que ler a triologia do Sr. Tolkien, “O Senhor dos Anéis”, até o dia 25 de dezembro, data de estréia do último filme nos cinemas.

Tendo feito muitas coisas durante o dia, eu tinha duas opções: a primeira era estudar para o SAQ do dia seguinte, especialmente literatura, que uma pequena revisão no livro significa bom desempenho na prova do dia seguinte. A outra era tentar concluir a leitura de “As Duas Torres”, a segunda parte da triologia, já que restavam apenas 50 páginas.

(leia mais…)

Quem decide sobre mim?

Assim como qualquer coisa, a Internet tem seus dois lados: de um, uma infinidade de textos bem produzidos e com conteúdo; do outro, apenas alguns bytes ocupando espaço em servidores.

Uma das piores pragas, na minha humilde opinião, é o UCE, mais conhecido como SPAM, a propaganda não-solicitada através de e-mail. Diariamente recebo dezenas deles. Fora os SPAMs de malas diretas, há também os e-chatos, aqueles que recebem uma tonelada de e-mails dos seus tios e os repassam sem nem mesmo olhar o conteúdo.

Entretanto, uma vez ou outra alguns bons textos acabam sendo enviados. Geralmente são sempre os mesmos que enviam os e-mails mais “cabeças”, e não os e-chatos. De qualquer forma, na nossa aula de matemática temos semanalmente o “Momento Filosófico”, que é destinado à leitura de algum texto que nos faça refletir. E um deles me marcou muito e finalmente o encontrei através do meu amigo Google. Segue o textinho abaixo.

Um colunista conta uma história em que acompanhava um amigo a uma banca de jornais. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro.

Pegando o jornal que foi atirado na sua direcção, o amigo do colunista sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro. Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:

– Ele trata-te sempre com tanta grosseria?
– Sim, infelizmente foi sempre assim…
– E você é sempre tão polido e amigável com ele?
– Sim, procuro ser.
– Por que você é tão educado, já que ele é tão inamistoso com você?
– Por que não quero que ele decida como eu devo agir.

Muito sábio este amigo. As vezes algumas pessoas me perguntam: como tu consegues estar feliz o tempo todo? Nem sempre estou feliz e as vezes muitas coisas me chateiam. Mas luto com todas as forças para que o exterior não prejudique meu interior. Minha mente está selada contra forças externas. A única coisa que limita esta sua capacidade, é o sono ;)

Ouvindo: Dream Theater – Vacant (2:57)

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