Trabalhador braçal
Desde pequeno sempre gostei de “brincar” com terra e areia. Hoje, resolvi trabalhar um pouco na obra aqui de casa, movendo um pouco de terra de um morro num lado do terreno para a outra extremidade, a fim de nivelar o chão que acabou afundando durante o último temporal.
Encher um carrinho-de-mão com terra seca não é tão fácil quanto parece, pois é muito difícil perfurar a terra. Após já ter transportado 6 carrinhos-de-mão cheios de terra, eu estava exausto e morrendo de calor. Então foi hora da recompensa. Tirei a camiseta, o pó e o barro e me atirei na piscina. Ô vidinha de rei. Fiquei deitado num colchão de ar na piscininha, pegando um sol e nadando de vez em quando.
Estando com os dedos dos pés e das mãos completamente murchos, e também com um pouco de frio, pois ficar na piscina sem sol e ventando não é muito agradável, resolvi guardar o material que havia usado anteriormente e, então, tomar um banho e fazer outra coisa.
Mas ao chegar ao quarto de ferramentas, vi a picareta na minha frente. Lá fui eu novamente carregar um pouco mais de terra, mas desta vez afofando-a antes de colocá-la no carrinho. O trabalho rendeu muito mais e, em pouco tempo, mais quatro carrinhos haviam sido transportados, num total de 10 transportes no dia.
Legal. Estou com calos nas mãos e exausto, mas, no entanto, foi uma diversão e tanto (pode não parecer) ter feito este trabalho todo, sem contar que olhar o resultado enche os olhos de alegria.
O trabalho me deixou um pouco esfomeado, então decidi fazer algo com bastante “sustância” para forrar a barriga. Nossa, que emocionante! Eu mesmo fiz a minha própria batida de banana. Rendeu três copos (alguém quer a receita?). Para acompanhar a batida, fiz duas torradas. Aliás, creio que é a batida que acompanha as torradas, mas como fiz ela antes e só pensei em fazer torradas após, inverti a ordem. Ah… E eu com a ordem?!
Esta história me fez lembrar de algo, um exemplo prático em nossa vida. Quantas vezes não nos esforçamos muito para que um trabalho fique bem feito, cuidando de todos os aspectos, revisando cada palavra e gastando horas e horas em sua execução para, após ser avaliado, ser prestigiado?
Tudo aquilo que colocamos um enorme esforço para realizar, seja um sonho, uma idéia, uma tarefa, sempre tem um gostinho melhor no final, assim como é mais difícil de aceitar sua perda ou rejeição. Mas, olhando pelo lado bom, é este sentimento de recompensa (não material) que me torna um perfeccionista* em algumas áreas. Sim, há o lado ruim, mas a plenitude da realização é vale cada gota de suor gasto.
Ouvindo: Stratovarius – Holy Solos [live] (11:13)
* Não confunda o conceito de perfeccionista. Perfeccionista não é aquele cujo trabalho é perfeito, mas aquele que procura exaustivamente aprimorar cada detalhe do mesmo.

Po, não posso ficar levando areaia de um lado a outro aqui no meu apartamento =(
Comentário de Christian — 30.11.2003 às 07:44
hahahahaha, boa christian
)
Comentário de Sara — 30.11.2003 às 14:09
nossa, esses comentários tão muito úteis, ´nunca tinha visto convers por comentários! Mas parece que não entenderam, não precisa morar em casa pra fazer essas coisas, é estar bem disposto, procurar sempre boa vontade. Agente reclama de colégio e coisa, e às vezes tem que descansar mesmo, mas imagina só se não fizessemos nada. Trabalhar é bom, e necessário. foi um dos papos que saiu ontem naquela janta q eu te falei, do profissionalismo, e de fazer as coisas direito, com vontade. Só é bom isso
Comentário de Marcos — 30.11.2003 às 15:01
foi tu que colocou esse trocinho de nome e e-mail obrigatorios ae no canto??? que sarro “evitar abusos”…hehehe
Comentário de Amanda — 30.11.2003 às 17:50