Train of Thought

Enfim a tão esperada obra do mês. O escolhido desta vez é o álbum Train of Thought, da banda de rock progressivo Dream Theater, a minha preferida.

Ao contrário dos últimos álbuns gravados em estúdio que a banda havia lançado, este último não se enquadra como um álbum-conceito, como o Scenes From a Memory (1999) e o segundo CD do álbum Six Degrees of Inner Turbulence (2001), embora todas as músicas sejam bastante longas.

Com melodias e letras bem elaboradas, o disco segue a mesma linha da banda, embora um pouco mais heavy. Destaques vão para as músicas As I Am, que o Marcos já havia destacado em seu blog e This Dying Soul, onde o título da música se justifica pelo ritmo da música, que vai morrendo e tentando, algumas vezes, reanimar-se.

Outra música que considero uma obra prima da banda é a Stream of Consciousness, prescedida por Vacant. A quebra de ritmo, característica fundamental do progressivo, é executada com perfeição pelo baterista da banda Mike Portnoy.

Fica então a dica para quem curte este tipo de música. O álbum é muito bom, embora seja um tanto difícil consegui-lo (legalmente) aqui no Brasil. Encomendei através da Submarino, no esquema de pré-venda, mas a entrega foi postergada devido a erros de frabricação do disco. É uma pena que este sistema não funcione tão bem aqui quanto na Amazon.

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Trabalhador braçal

Desde pequeno sempre gostei de “brincar” com terra e areia. Hoje, resolvi trabalhar um pouco na obra aqui de casa, movendo um pouco de terra de um morro num lado do terreno para a outra extremidade, a fim de nivelar o chão que acabou afundando durante o último temporal.

Encher um carrinho-de-mão com terra seca não é tão fácil quanto parece, pois é muito difícil perfurar a terra. Após já ter transportado 6 carrinhos-de-mão cheios de terra, eu estava exausto e morrendo de calor. Então foi hora da recompensa. Tirei a camiseta, o pó e o barro e me atirei na piscina. Ô vidinha de rei. Fiquei deitado num colchão de ar na piscininha, pegando um sol e nadando de vez em quando.

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Sexta cinematográfica

Ontem assisti a dois bons filmes. O primeiro foi S.W.A.T [imdb], uma tentativa de tornar o seriado dos anos 70 em filme, com Samuel L. Jackson e Collin Farrell.

Apesar do filme ter sido muito criticado em revistas e jornais, gostei de tê-lo assistido, pois sou aficcionado por armas de última geração, tiroteios e explosões. Entretanto, a ideologia por trás do filme é a mesma encontrada nos demais filmes americanos que seguem o mesmo estilo: o americano é o bonzinho e o único capaz de salvar o mundo enquanto os negros são os ladrões e os franceses são os grandes vilões da paz mundial.

Outro fato que não me agradou muito foi a operação das câmeras durante as cenas de tiroteio. Não sei se isto aconteceu de propósito, a fim de mostrar como é corrido durante um tiroteio, mas dificultou muito a visualização das cenas.

Analisando todos os aspectos, pode-se dizer que o filme é bom. Em poucas partes perde-se a fluência da história, mas em muitas perde-se o fôlego, tamanha tensão.

A segunda sessão de cinema foi na casa de uma amiga com direito a pizza e Coca-Cola com gelo. Assistimos ao musical Moulin Rouge [imdb], do mesmo diretor do clipe Sunscreen. O filme é muito bom, cheio de humor e muito bem interpretado. Pena que tivemos que sair bem no finzinho do filme, mas certamente irei alugá-lo para ver o fim do filme.

Ouvindo: Dream Theater - Honor Thy Father (10:14)

Identidade

Estamos sempre buscando nossa identidade, certo? O nosso eu; eu dito as regras, eu sou eu, ninguém me comanda, uhu! Mas nem sempre funciona assim, como queremos. Afinal, tentando ser quem não somos é, na verdade, uma perda de identidade. Eu sou eu, tu é tu, ele é ele e ela é ela. Ponto.

E assim vamos vivendo nesta busca contínua do eu-feliz, eu-maduro, eu-cidadão-no-mundo. E as vezes acabamos nos deparando com figuras, paisagens, roupas, músicas que dizemos: “nossa, isto é a minha cara!” (nunca aconteceu com você?) Em alguns momentos, eu me identifico mais com as músicas que escuto, seja pelo “som” como um todo, seja por sua letra. E se existe uma música que eu me identifico bastante é a Misunderstood do Dream Theater (CD Six Degrees of Inner Turbulence [2002]).

“Esperando, no silêncio da desolação, tentando quebrar este ciclo de confusão. Dormindo, nas profundezas da isolação, querendo acordar, desta vida de sonhos e ilusões. Como eu posso me sentir abandonado mesmo quando o mundo me rodeia? Como eu posso beliscar as mãos que alimentam os estranhos ao meu redor? Como eu posso conhecer tantos, sem realmente conhecer ninguém?”

As primeiras duas frases são um resumo do momento em que estou (e já estive várias vezes). Já as perguntas me fazem pensar muito, e no fundo não consigo respondê-las. Alguem consegue? Segue a letra da música:

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Enfim, o caos

“Há algo de podre no Reino da Dinamarca” — William Shakespeare anunciara em sua grande obra Hamlet, ou seja, há algo de errado, nem tudo está bem. Diz-se também que Shakespeare utilizou esta frase com o intuito de critiar a Inglaterra, mas não vou apostar minhas fichas nesta afirmação, pois não li o livro e nem conheço sua história (mas pretendo lê-lo, assim que possível).

Quanto mais penso que minhas aulas de história no Ensino Fundamental foram inúteis, mais frases eu me lembro daquela época, sendo esta uma delas. Mas voltando ao assunto, eu estou implodindo.

Sim, implodindo, há muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, muitos sentimentos, muitas tarefas, muitas imagens, muitos sons, muito cansaço. E a mente precisa de descanso, para “digerir” tudo isso. Mas mesmo dormindo oito ou até nove horas por dia, acordo cansado na manhã seguinte.

Será o colchão? Talvez… Bem que eu tinha vontade de comprar um daqueles box spring, com dois colchões de molas. São muito mais confortáveis que o meu, pelo menos. É, talvez seja o colchão, mas não só ele.

Legal. Sempre digo: “tudo vai passar”, ou “é isso aí, continua assim”, ou então “vamos lá, até que não é tão ruim assim” e agora quem está sem razão (e vontade) para falar isso sou eu mesmo. Será a vida um conjunto de ciclos?

Ciclos. Exatamente. Comecei o ano legal. Tive uma turbulência um pouco antes das férias de inverno e superei a crise. E o que acontece um pouco antes das férias de verão? A mesma crise, igualzinha. Quando me dou conta, estou sentado, olhando para o nada, sem pensar nada, “dormindo de olhos abertos”. Isso é assombração ou o quê?

Hmm. Será que é a falta de Twix no sangue? Quem sabe. Segundo uma pesquisa feita anteriormente, tenho dados suficientes que sim, ele pode ser um dos culpados de minha leve depressão. Mas tudo em excesso torna-se prejudicial. Eu estava comendo uma caixa de Twix por semana, e após fazer isso por 18 semanas, parei. Amanhã completará minha segunda semana sem ingerir um único sequer. Mas felizmente não sinto vontade também.

Como é que pode? Não sinto vontade de comer Twix. Há três semanas atrás eu não podia ver um em minha frente. Mas bem que uma Coca-Cola com muito gelo vem bem…

Justificando o título deste longo, tedioso, cansativo, depressivo e chato post, é que geralmente tento escrever aqui sendo o mais objetivo e claro possível. Inicio uma linha de raciocínio e tento segui-la até o fim do texto, fechando com uma conclusão. Mas o caos tomou as rédeas.

Wake up, wake up…

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