O desastre da flor

Passei a tarde inteira dormindo hoje. Eita coisa boa. Pelo menos enquanto durmo a gripe não me encomoda. Entretanto, quando acordei estava num tédio danado, e resolvi resgatar uns joguinhos antigos, já que são raros os momentos que jogo computador hoje em dia.

Revirei as gavetas e encontrei o clássico Command & Conquer: Red Alert. Esse jogo, lançado em novembro de 1996 é um marco da história de jogos de estratégia para computador. Aliás, não só este jogo em específico, mas toda a linha Command & Conquer desenvolvida pela Westwood Studios, agora subsidiária da Eletronic Arts sempre gerou um tumulto com seus lançamentos.

O segredo do jogo é que ele é bem simples e intuitivo. Você não precisa de horas de treinamento para jogar bem. Apenas bolar uma boa estratégia e controlar um exército, seja alemão, inglês, francês ou russo. Então, basta montar exércitos, construir instalações militares, coletar dinheiro e usar de toda sua inteligência para derrotar o oponente e dizimar todas as suas tropas.

Mas cometi uma gafe terrível ao jogá-lo hoje. Como poucos sabem, sou usuário do sistema operacional Linux, e não do Microsoft Windows, embora o mantenha para poder jogar este e outros jogos. Isto quer dizer que todos os meus programas são diferentes dos que vocês estão costumados a usar e meu ambiente de trabalho é completamente diferente. E como o costume às vezes acaba atrapalhando, esqueci de colocar a maldita florzinha do ICQ no modo “Away”.

Comecei a jogar antes de jantar, parei para jantar e continuei depois de jantar. Quando já havia derrotado 3 exércitos em duas batalhas sangrentas, com a morte de mais de 900 soldados, cansei de jogar e saí do jogo. E só então vi que a flor estava verde, e que havia um indicador de mensagens ao lado. “Ops!”

Haviam no total 10 mensagens, de cinco pessoas diferentes. Pelo tom de algumas, uma vão querer me bater e outras nem vão olhar na minha cara amanhã, mas o que eu posso fazer? Eram “daês”, “morreu?”, “tá vivo?”, “por que não responde?” e ainda “bah, valeu por não falar comigo.” O erro foi meu e prometo evitá-lo da próxima vez. Mas, por favor, sem stress, pessoal! :)

Ouvindo: Nenhum de Nós – Paz e amor [acústico] (6:59)

Uso correto do palavrão

Recebi via e-mail do meu renomado colega Daniel Fuchs, vencedor do concurso Cientistas de Amanhã, uma crônica do Millôr Fernandes sobre o “Uso correto do palavrão”. Apesar de toda essa situação de gripe forte, fiquei rindo por uns cinco minutos sem parar. Segue a crônica:

São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.

“Pra caralho”, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que “Pra caralho”? “Pra caralho” tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?

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Sina da primavera

A primavera é uma estação maravilhosa. As flores estão sempre lindas, os pássaros cantando, a temperatura amena e todos passam a ficar mais alegres com a saída do frio do inverno.

Entretanto, sempre sou perseguido nesta época. É a maldita polinização, que acaba desencadeando minha rinite alérgica que, por sua vez, provoca o entupimento nasal destruindo minha garganta e contribuindo para que eu me gripe.

Ontem acordei com o cobertor no chão. Dei aquela primeira respirada e senti que havia algo de errado. Minha garganta estava dolorida e o nariz entupido. Pensei: “começou”. E hoje veio aquilo que eu mais temia: dor de cabeça, nariz escorrendo e olhos lacrimejando; a famosa sinosite!

É muito bom ir à aula assim, tendo de ir de 20 em 20 minutos assoar o nariz e torcer para que os outros sintomas não apareçam, separados ou todos juntos de uma vez só, como é muito freqüente…

Eu mereço.. Acho que vou dormir esta tarde. Dizem que sono é o melhor remédio para este tipo de coisa. Espero que seja, pois odeio remédios, apesar de já estar tomando meu Naldecon de 8 em 8 horas :)

Ouvindo: Coldplay – Shiver (4:59)

Scenes from a Memory

A escolha do CD deste mês pode ser considerada um pouco controvertida, já que não é de nenhuma banda muito conhecida por aqui, mas mesmo assim eu adoro o som. O escolhido é o CD Metropolis part II: Scenes from a Memory, da banda Dream Theater, composta por John Petrucci (guitarra), Mike Portnoy (bateria), John Myung (baixo), James LaBrie (vocal) e Jordan Rudes (teclado).

A primeira música que escutei desta banda foi a trilha número 5 deste CD,
chamada Fatal Tragedy. Ouvi uma vez e não gostei. Alguns solos de guitarra, ritmo bem elaborado, mas, e daí? Ouvi mais uma vez e comecei a perceber a quebra de ritmo imposta pelo baterista, e que os solos de guitarra não eram tão simples assim, sem contar que a letra era bastante peculiar, mas não tinha muito nexo.

Após ouvi-la umas três vezes, ouvi a trilha número 6 e fiquei pasmo ao saber
que era uma continuação da anterior. Na verdade, o CD inteiro é assim. Mas
somente após ouvi-lo do início ao fim é que não tive dúvida que Dream Theater
não é uma banda qualquer.

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