Faço parte da minoria que escreve com a mão esquerda, a qual é representada por apenas 13% da população mundial. Ao longo da história, tivemos muitos famosos representando esta minoria: Leonardo da Vinci, Michelangelo, Ludwig van Beethoven, Benjamin Franklin, Isaac Newton e Albert Einstein; todos eram canhotos.
Entretanto, somos discriminados o tempo todo. Afinal, por que planejar um produto para uma pequena minoria se a outra parte tem 87%? Mouses, ferramentas e outros utensílios são feitos para destros. Canetas são, em sua grande maioria, projetadas para destros, apesar de que o jeito de segurá-las independe da condição de ser canhoto.
Assim como Garrett LeSage, eu também não gosto de escrever à mão e, quando escrevo para alguém à mão, é porque o motivo é especial. O primeiro motivo é que consigo digitar muito mais rápido do que consigo escrever à mão, mas esta não é a principal causa.
O pior problema são as canetas. Bem que eu gosto das canetas BIC, mas elas não servem para mim. Devido ao meu jeito não usual de segurar a caneta, eu acabo passando a mão por cima de tudo que eu escrevo, ou seja, a secagem da tinta deve ser extremamente rápida. Portanto, sempre que compro novas canetas, de preferência com ponta fina, faço um rápido teste de escrever uma palavra num papel e passar o dedo logo após escrevê-la. Se borrar, a caneta não presta.
Outro motivo que me chateia profundamente é que, após escrever por muito tempo à mão, meu pulso começa a doer (tenho o costume de segurar a caneta com muita força). Fora quando as “classes” (palavra meio fora de moda hoje em dia) não são feitas tendo os canhotos em mente. Aí sim, minha coluna fica toda torta e sou obrigado a fazer pausas de tempos em tempos.
Portanto, saiba. Tenho dificuldades em escrever à mão. Prefiro mil vezes falar ou digitar um texto. E se um dia você receber um cartão meu, pode ter certeza que eu realmente precisava fazê-lo, pois os contras são muito maiores que os prós
Ouvindo: Gwenyth Paltrow & Huey Lewis – Cruisin’ Together (4:56)