Insônia

Fiz o teste sobre insônia da revista VEJA deste mês e obtive 67 pontos, o que significa que “você tem insônia e precisa de tratamento urgente”. Nossa, não pensava que era tão sério assim.

Na mesma reportagem, eles ainda afirmam que contar carneirinhos não ajuda, apenas atrapalha. Como não? Sempre que eu consigo contar carneirinhos sem me perder eu consigo dormir!

Ainda falando sobre a revista, eu consegui enxergar um monte de cupins na coluna do Diogo Mainardi. Ele diz:

“Pelas estatísticas oficiais, 60% dos alunos das 4ª série não sabem ler nem efetuar as quatro operações. Os filhos dos pobres aprenderiam muito mais se ficassem o dia inteiro assitindo a reprises do Scooby-Doo na televisão.”

Realmente, os números oficiais assustam. De nada adianta estar na quarta-série e não ser um aluno da quarta-série. E ainda completa:

“De acordo com a prefeitura, a função dessas escolas é promover a ‘integração do cidadão na sociedade’. Qual cidadão? Um garoto de 7 anos não é um cidadão, é apenas um garoto de 7 anos. Ele não precisa ser integrado à sociedade, só precisa aprender a ler. (…) Atenção: sempre que um petista usa o termo cidadão, é porque ele quer meter a mão no seu dinheiro.”

Enxergaram os cupins?

Ouvindo: Limp Bizkit – Re-Entry (2:37)

Isso é que é aula prática!

Saiu uma reportagem no Jornal Nacional, se não me engano, sobre alunos da mais conceituada universidade de tecnologia do mundo, a MIT, que aplicaram teorias matemáticas vistas em aula no famoso jogo blackjack.

Além de usar análiases estatísticas para determinar o melhor momento para fazer um determinado lance (não tenho a mínina idéia de como se joga tal jogo), eles inseriam os dados coletados numa noitada em programas estatísticos nos computadores da universidade.

O método funcionava tão bem que os meninos chegavam a arrematar US$400.000 num fim-de-semana em Las Vegas, dinheiro que era gasto lá mesmo com mulheres, hotéis luxuosíssimos e toda mordomia possível. E o mais interessante é que, apesar de tudo, o método de contar as cartas para prever o lance não é considerado ilegal, mas nada impede que os cassinos barrem a entrada no momento que identificam pessoas que utilizam desta artimanha.

E foi justamente isto que aconteceu. Os rostos começaram a ser familiares para os chefes de segurança dos cassinos, mesmo tomando o cuidado de utilizar pseudônimos, e em seguida relacionaram as pessoas com a universidade. A partir de então, o “time” passou a ser barrado dos cassinos de Las Vegas.

“Não podemos mais deixar que vocês joguem blackjack aqui… Vocês são bons demais para nós e se vocês tentarem jogar blackjack, nós os prenderemos por entrarem no cassino sem permissão.”

Quem estiver com disposição de ler a matéria completa sobre o assunto pode conferir no site da ABC News, em inglês, o artigo How MIT Students Brok the Bank in Vegas. O artigo ainda antecipa que a própria MGM está fazendo um filme sobre o caso. Onze homens e um segredo Reloaded? :)

Ouvindo: Dream Theater – Blind Faith (10:21)

Vai passar…

A cada novo artigo que leio da colunista da Zero Hora dominical Martha Medeiros eu gosto mais e mais dela. O artigo deste último domingo, 21 de setembro, entitulado Frases que não servem para nada me fez dar boas gargalhadas.

Já diz o velho ditado que “quando não se tem o que falar é melhor manter a boca calada” (talvez com outras palavras, mas neste sentido) e creio muito neste lema. O achismo é um mal que devemos expulsar deste mundo o quanto antes!

Mas voltando ao artigo, ela comenta frases que utilizamos no nosso dia-a-dia mas que, na verdade, não acrescentam nada. Uma cena muito engraçada que ela relata eu exponho abaixo:

Uma vez, de brincadeira, ameacei-a (sua empregada) com demissão se continuasse pedindo desculpas por nada. Na mesma hora ela me pediu desculpas por pedir tantas desculpas.

Outra muito interessante que eu costumava usar até que, hmmm, pois é… Bom, continuando, é a frase abaixo:

“Tira ela da cabeça.” Moleza. Você namorou a mulher cinco anos, moraram juntos, fizeram planos, ela era tudo o que você nem se atrevia a sonhar, e um belo dia, puf.

Estou adquirindo o gosto pela leitura de jornal e creio que isto é graças aos bons textos que se encontram presentes nas edições. Afinal, já estamos todos cansados da invasão americana no Iraque para depois Bush dizer que não existem provas contra Saddam ou que morreram mais cinco pessoas na capital.

Isto tudo só ratifica a idéia que tentei passar certa vez numa redação sobre leitura na aula de Português. Não adianta querer seduzir os jovens forçando-os a ler livros chatos. O prazer deve partir de dentro do leitor, aguçado por bons textos, de sua escolha. Assim que o hábito da leitura é criado, então introduz-se os livros de cultura geral, ou, em outras palavras, as leituras obrigatórias para vestibular.

Ouvindo: Symphony X – The Odyssey (24:13)

Enfim a primavera

Mais uma vez falta luz, mas, felizmente, eu já havia publicado meu post.

Antes tarde do que nunca! Segunda-feira, 22 de setembro, dia que marca a mudança de estações e saímos do inverno rumo à primavera. Apesar de ter dormido muito pouco esta noite e o dia não ser lá estas coisas, ficarei de bom humor. Afinal, primavera chegando e, YUPI!, terei retiro de integração com minha turma nesta quinta-feira! A vida é bela :)

UPDATE: A primevera na verdade começou hoje, 23 de setembro às 07h47min. Não sei por que fiz esta confusão :)

Ouvindo: Nenhum de Nós – Vou deixar que você se vá (5:01)

Insônia

Noite de domingo é coisa triste. Bate uma depressão do inferno e falta sono. Olhei o DVD do Nenhum e vim dar uma conferida aqui no PC. Fui acabar indo pra cama lá pelas onze da noite e aí começou um daqueles momentos maravilhosos: sei que devo dormir mas não sinto sono.

Sinto frio e coloco dois cobertores. Passo calor e tiro um dos cobertores. Mais calor; tiro a calça de pijama. Até aí já passou uma hora. Sem ter o que fazer, cheguei ao cúmulo de pegar meu dicionário de inglês e ler as caixas com vocabulário ilustrado e listas de expressões. Adoro ficar olhando estes quadrinhos, sempre aprendo um monte lendo as expressões contidas neles.

Larguei o dicionário, deitei, rolei na cama, virei pra um lado, pro outro e vi que não tinha jeito. Sentei na cama, me alonguei, mexi a cabeça, fiz o pescoço estralar, me acalmei, controlei a respiração e fui pra mais uma tentativa.

Eu estava quase pegando no sono. Já estava até semi-acordado, quase sonhando. Mas daí meu cachorro, que sempre é uma múmia durante a noite, — a coisa que ele mais gosta além de comer como um porco é dormir — resolveu latir. Ele ficou latindo por uma meia hora e eu me perguntando se deveria me levantar e tocar uma pedra nele, ou se pegava o cacetete e enchia ele de porrada, ou se ficava deitado na cama esperando que ele parasse de latir. Como membro da sociedade dos preguiçosos de plantão, optei pela terceita opção. Fiquei deitado ouvindo ele latir por uma meia hora.

Levantar após ter dormido três ou quatro horas é algo maravilhoso. Me forcei a tomar café preto para manter um leve nível de percepção das coisas que estavam ao meu redor e fui supreendido com a notícia de que havia um gambá dormindo na sacada. Na hora que ouvi isso entrou por um lado e saiu pelo outro; eu estava morrendo de fome e a nega-maluca estava uma delícia.

Chego em casa, vindo do colégio, e vejo o quarto do meu pai todo fechado. Opa! Tem coisa errada. E só quando eu estava almoçando e que minha mãe repetiu a notícia que eu consigui estabelecer alguma relação entre o quarto com o cachorro e o gambá. Óbvio: o gambá atravessou o pátio, meu cachorro saiu latindo atrás dele e o bicho se alojou na sacada.

De vez em quando brota um fedor que, olha, é do inferno, pra não dizer outra coisa. Eita bichinho fedorento. E o pior é que minha mãe, como praticante de carteirinha da Sociedade Protetora dos Animais, não deixa ninguém tirar o maldito bicho de lá antes que anoiteça, pois ele tem “hábitos noturnos”. Aposto que é o mesmo gambá desaforado que meu cachorro atacou uma vez no pátio e voltou aqui em casa só pra se vingar e espalhar seu perfume agradável pela casa. Eu mereço…

Ouvindo: Dream Theater – Trial of tears [live] (14:10)

« Posts recentesPosts antigos »