Vai passar…
A cada novo artigo que leio da colunista da Zero Hora dominical Martha Medeiros eu gosto mais e mais dela. O artigo deste último domingo, 21 de setembro, entitulado Frases que não servem para nada me fez dar boas gargalhadas.
Já diz o velho ditado que “quando não se tem o que falar é melhor manter a boca calada” (talvez com outras palavras, mas neste sentido) e creio muito neste lema. O achismo é um mal que devemos expulsar deste mundo o quanto antes!
Mas voltando ao artigo, ela comenta frases que utilizamos no nosso dia-a-dia mas que, na verdade, não acrescentam nada. Uma cena muito engraçada que ela relata eu exponho abaixo:
Uma vez, de brincadeira, ameacei-a (sua empregada) com demissão se continuasse pedindo desculpas por nada. Na mesma hora ela me pediu desculpas por pedir tantas desculpas.
Outra muito interessante que eu costumava usar até que, hmmm, pois é… Bom, continuando, é a frase abaixo:
“Tira ela da cabeça.” Moleza. Você namorou a mulher cinco anos, moraram juntos, fizeram planos, ela era tudo o que você nem se atrevia a sonhar, e um belo dia, puf.
Estou adquirindo o gosto pela leitura de jornal e creio que isto é graças aos bons textos que se encontram presentes nas edições. Afinal, já estamos todos cansados da invasão americana no Iraque para depois Bush dizer que não existem provas contra Saddam ou que morreram mais cinco pessoas na capital.
Isto tudo só ratifica a idéia que tentei passar certa vez numa redação sobre leitura na aula de Português. Não adianta querer seduzir os jovens forçando-os a ler livros chatos. O prazer deve partir de dentro do leitor, aguçado por bons textos, de sua escolha. Assim que o hábito da leitura é criado, então introduz-se os livros de cultura geral, ou, em outras palavras, as leituras obrigatórias para vestibular.
Ouvindo: Symphony X – The Odyssey (24:13)
